Quarta-feira , Setembro 19 2018
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JORNADA “CASEIRA” PARA AS EQUIPAS DA CITROËN RACING

 Embora nenhum deles seja, de facto, natural do País de Gales, Kris Meeke, Paul Nagle, Craig Breen, Scott Martin e Chris Patterson sentem o Rali de Gales/Grã-Bretanha como a sua “prova caseira”. Três semanas depois da vitória na Catalunha, o Citroën Total Abu Dhabi WRT avança para a penúltima ronda da temporada cheia de determinação e ambições.

 

O CHARME DAS FLORESTAS LAMACENTAS DE GALES

Chuva, lama, nevoeiro e, por vezes, até gelo… É isto que está à espreita nas florestas do Pais de Gales para aquela que irá ser a penúltima ronda do Campeonato do Mundo FIA de Ralis 2017. Mas não nos iludamos: apesar desta descrição algo sombria, o Rali de Gales Rally/GB é uma prova altamente popular, tanto entre os pilotos como entre o público. Os espetadores estão mais do que a postos para enfrentar o mau tempo para ver e admirar os seus pliotos favoritos a passar a fundo nas estradas de terra, famosas pelas constantes alterações nos níveis de aderência.

A edição deste ano promete ser bastante interessante, principalmente porque vai ser o primeiro evento do WRC 2017 a ser disputado nos escorregadios, e sempre espetaculares, pisos de terra do País de Gales. Além disso, o desefecho em termos de títulos mundiais pode muito ser decidido no final desta 12ª prova do calendário.

Com base em Deeside, no norte de Gales, o evento arranca esta quinta-feira, ao final do dia, com a realização de uma SuperEspecial no traçado de Tir Prince, pelo que a ação mais a sério começa na sexta-feira, com duas passagens por 3 classificativas clássicas, bem conhecidas dos pilotos. Apenas com uma paragem para mudança de pneus a meio do dia, qualquer erro ou problema mecânico pode ter um custo demasiado elevado.

 

 

O segundo dia será ainda mais difícil, compondo-se de 17 longas horas de prova, com 7 classificativas disputadas sem direito a assistência, seguidas de mais duas disputadas já de noite. No domingo, as últimas 5 Especiais irão determinar o posicionamento final dos pilotos da frente, que depois seguirão para a cerimóna do pódio em Llandudno.

Além da partida simbólica em Tir Prince, os fãs terão diversas oportunidades para ver os pilotos bem de perto na zona de montagem de pneus de Newtown (na sexta-feira, às 13h27), nos reagrupamentos em Chester (sexta-feira, às 07h01), Corris (sábado, às 11h13) e Brenig (Domingo, às 11h28), bem como na classificativa realizada nos terrenos juntos ao Cholmondeley Castle (sábado, às 15h45). Todos naturais das Ilhas Britânicas, Kris Meeke e Chris Patterson (ambos da Irlanda do Norte), Paul Nagle e Craig Breen (ambos irlandeses) e Scott Martin (Inglaterra) vão estar, sem dúvida, entre os mais requisitados durante as sessões de autógrafos.

O DESAFIO: APOSTAR NO POTENCIAL DO CITROËN C3 WRC

Com o 2º lugar de Andreas Mikkelsen na Alemanha, e a vitória de Kris Meeke em Espanha, a Citroën Total Abu Dhabi WRT registou um ciclo de resultados muito positivo nos últimos dois ralis. O forte empenho de engenheiros, técnicos, pilotos e navegadores começou, finalmente, a trazer dividendos e estes resultados apenas vieram fortalecer a determinação da equipa comandada por Yves Matton.

Dito isto, é do conhecimento de todos que as caraterísticas físicas das estradas galesas diferem bastante das que os pilotos enfrentaram das últimas provas. Contudo, o nível de performance demonstrado na Polónia sugere que o Citroën C3 WRC tem um grande potencial em pisos de terra escorregadios. Como acontece quase sempre, a combinação entre as condições climatéricas e a ordem de partida influenciam grandemente o desefecho da corrida. Assim, se chover na sexta-feira, as 8ª e 9ª posições de Craig Breen e Kris Meeke na lista de partida será um handicap difícil de ultrapassar, pelo que, aconteça o que acontecer, os pilotos da Citroën estão totalmemte determinados em propocionar um grande espetáculo aos seus fãs caseiros.

Chegado ao País de Gales, Kris Meeke já traz na bagagem longas horas de condução ao volante de carros do WRC. Assim que terminou os testes para este Rali de Gales/GB, Meeke arrancou para São Marino para participar no “Rallylegend 2017” com um Citroën Xsara WRC. Vencedor de dois ralis nesta temporada – tantos como Sébastien Ogier e Ott Tänak – ele estará, inevitavelmente, sob os olhares nesta prova caseira. À medida que se aproxima o fim do ano, o piloto do Ulster quer estar na melhor forma possível antes da temporada de 2018. Para esta 10º participação neste rali, Meeke adoraria repetir a sua prova quase perfeita de 2015, no final da qual foi o 2º classificado.

 

 

Presente pela sexta vez nesta prova, Craig Breen é menos experiente do que o seu colega de equipa, mas tem vido a provar regularmente a sua capacidade de adaptação e a demonstrar a sua consistência ao volante do Citroën C3 WRC. Com seis 5ºs lugares finais no decorrer da presente época, o irlandês irá lutar por resultado igual, se não melhor ainda. O terceiro carro será entrega a Khalid Al Qassimi, plioto do Abu Dhabi que não participa na prova britânica do WRC desde 2010, mas que está, também, altamente motivado em melhorar o seu desempenho ao volante do C3 WRC.

Em preparação para este evento, a Citroën Racing realizou uma sessão de testes no sul de França, em pisos semelhantes aos das estradas florestais em terra do Pais de Gales, enfrentando semelhantes condições de chuva, lama e nevoeiro, para que os pilotos entrassem no espírito do rali.

 

 

O QUE ELES DISSERAM…

YVES MATTON, DIRETOR DA CITROËN RACING: “Nesta que é a última ronda europeia da temporada, vamos ter de enfrentar um evento muito específico, no qual a Citroën não teve muito sucesso no passado. Em cada rali que se disputa, o desenvolvimento do C3 WRC não pára, seja apenas um detalhe menor ou alterações mais profundas. O objetivo é sempre tornar o carro mais versátil e mais fácil de conduzir. O Rali de Gales/GB vai dar-nos uma boa oportunidade para avaliarmos quanto teremos progredido nesta área durante os últimos meses. Estaremos de olho nas previsões meteorológicas porque isso vai ter uma enorme influência nas nossas performances no primeiro dia. Aconteça o que acontecer, ficaremos satisfeitos se conseguirmos colocar um dos nossos carros ao pódio.”

 

KRIS MEEKE: “Para mim, o Rali de Gales/GB é, obviamente, uma prova muito especial. Foi aqui que disputei o meu primeiro rali, há já quase 20 anos. É, portanto, a prova que conheço melhor e tem um tipo de piso que é muito natural para mim. A nossa vitória em Espanha desencadeou um grande impulso moral em toda a equipa. Dito isto, nada está garantido nesta prova. Veremos qual vai ser o nosso nível de performance nas florestas galesas, sendo que, obviamente, muita coisa vai depender do tempo. Partir para a estrada na 9ª posição na sexta-feira, será um handicap se chover. Em todo o caso, estou altamente motivado e farei tudo o que estiver ao meu alcance para garantir mais um bom resultado para a Citroën.”

Nº de participações na prova: 9; Melhor resultado: 2º lugar (2015)

 

CRAIG BREEN: “Entre as minhas participações no Campeonato Britânico de Ralis e no WRC, sinto que conheço muito bem esta prova. Tenho imensas boas recordações daqui, sendo a maior a conquista do título Junior WRC. Isto foi em 2011 e foi ainda mais especial porque o meu co-piloto de então, Gareth Roberts, era galês. Tendo estado ausente no último rali, estou muito feliz por estar de volta aos comandos do C3 WRC para as duas últimas rondas da temporada. Como sempre, é bastante difícil estabelecer um objetivo específico, dado que as condições meteorológicas podem influenciar as classificações. Porém, depois de seis 5ºs lugares finais, adoraria obter um resultado um pouco melhor.”

Nº de participações na prova: 6; Melhor resultado: 13º lugar (2012 e 2015)

 

 

KHALID AL QASSIMI: “A minha última participação no Rali de Gales/GB foi em 2010, portanto este vai ser um desafio totalmente novo para mim. Sabemos que este rali pode ser muito difícil, principalmente devido ao tempo, que pode tornar as classificativas bem lamacentas. Antes de arrancar para o País de Gales, participei num dia de testes e estou a contar com a experiência da equipa para ter no C3 WRC um set-up adapatado ao meu estilo de condução.”

Nº de participações na prova: 9; Melhor resultado: 7º (2010)

 

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