Terça-feira , Outubro 17 2017
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A última saída do Abu Dhabi Total World Rally Team

A última saída do Abu Dhabi Total World Rally Team

 

 

Por ocasião do seu derradeiro rali, a equipa Abu Dhabi Total World Rally Team apresentar-se-á à partida para o Rali de Gales/Inglaterra com quatro viaturas. Para a sua prova nacional – ou considerada como tal – Kris Meeke/Paul Nagle e Craig Breen/Scott Martin irão beneficiar do forte apoio do público britânico. Associado a Gilles de Turckheim, Stéphane Lefebvre fará o seu regresso ao volante de um WRC, enquanto Quentin Gilbert e Renaud Jamoul vão descobrir o patamar mais elevado dos ralis, após uma temporada no WRC2.

O Rali da Grã-Bretanha – ou o Wales Rally GB – faz parte das incontornáveis do WRC. Este ano, não será a última jornada do Campeonato do Mundo, mas será exatamente aí que terminará a temporada do Abu Dhabi Total World Rally Team. Criada para assegurar a transição antes do regresso oficial da Citroën a partir de 2017, a equipa participou entre o Monte Carlo e o País de Gales em oito provas europeias do Mundial. Com duas vitórias, conquistadas por Kris Meeke/Paul Nagle em Portugal e na Finlândia, o balanço final será excecional, qualquer que seja o resultado obtido em terras britânicas!

 

Numa espécie de ramalhete final, o Abu Dhabi Total WRT ali alinhará quatro viaturas, numa prova que,.por razões próprias de cada dupla, terá um estatuto muito particular, repleta de símbolos e de emoções, mas sobretudo como uma derradeira ocasião para se brilhar num dos terrenos mais difíceis da temporada.

 

Nas vésperas da sua nona participação na prova, Kris Meeke é o piloto mais experiente da equipa. No ano passado, terminou no 2º lugar, no cômputo de um rali sólido e evitando as inúmeras armadilhas do percurso. Um dia em que também Craig Breen terminou o seu quinto Wales Rally GB, subindo ao pódio da categoria WRC2. Agora no escalão superior com a Abu Dhabi Total WRT, o irlandês vai querer provar o seu crescimento num terreno que lhe foi sempre favorável.

 

Adoentado logo na 1ª Etapa da edição de 2015, Stéphane Lefebvre não pôde, então, explorar por completo todo o potencial do seu WRC. Mesmo assim, assinou tempos interessantes na parte final da prova, para terminar na 8ª posição. Agora, dois meses após o Rali da Alemanha, o francês faz aqui o seu regresso, com o mesmo objetivo de Meeke e de Breen, o de preparar o futuro! Hoje (segunda-feira), Lefebvre e o seu navegador Quentin Gilbert beneficiam de um dia de testes, destinado a recolocá-los no ritmo, antes de começarem os reconhecimentos.

 

Os três pilotos oficiais da Citroën Racing para 2017 irão contar com um novo colega de equipa, na pessoa de Quentin Gilbert. À partida nas três últimas edições do Rali da Grã-Bretanha, o Campeão FIA Junior WRC de 2015 é, também ele, apreciador deste tipo de terreno. Promovido pela sua performance global no WRC2 do presente ano, irá disputar aqui o seu primeiro rali mundial ao volante de um WRC.

 

Como nos anos anteriores, o Parque de Assistência estará baseado em Deeside. Após o Shakedown de Clocaenog e a cerimónia de Partida, organizada na tarde desta quinta-feira no Parc Eirias de Colwyn Bay, os concorrentes irão ter muito para enfrentar, pois as duas primeiras Etapas disputam-se sem assistência a meio. De regresso á prova após vários anos, as Especiais de Myherin, Sweet Lamb, Hafren e Dyfi serão agora disputadas no sentido inverso. Outras, como Dyfnant, Gartheiniog ou Alwen, serão idênticas à edição do ano passado. Os organizadores previram ainda algumas novidades, a começar pelo troço de Pantperthog, inédito após mais de 20 anos! A chegada terá lugar no domingo, em Llandudno, após uma curta Etapa, que fecha com a tradicional Power Stege.

 

O QUE ELES DISSERAM

Kris Meeke: «Inicialmente, a Grã-Bretanha não fazia parte do meu calendário, mas a anulação do Rali da China permite-me estar à partida desta prova e sinto-me muito feliz com isso. Descobri o rali nos anos 80, na televisão, vendo os Grupo B a disputar as Especiais do RAC. Foi também o primeiro rali do Campeonato do Mundo que vi como espetador, penso que em 1996. Na época, ficava maravilhado a ver passar o Colin McRae e o Richard Burns, no escuro, debaixo de chuva e com os pés mergulhados na lama, coisas sem importância! Depois, disputei o meu primeiro rali nas classificativas do País de Gales e foi também aí que fiz a minha estreia no WRC, em 2002. É o terreno que melhor conheço e onde me sinto em casa. No ano passado, obtive um bom resultado ao terminar em 2º, mas todos sabemos que a meteorologia e a ordem de partida têm aqui muito mais importância que em qualquer outro lugar! Dentro da lógica, o primeiro carro tem uma vantagem enorme. Depois disso, as trajetórias enchem-se imediatamente com uma camada de lama bem escorregadia. Dado que iremos ser os nonos a partir para a estrada, tal pode ser muito difícil para nós. Seja como for, sinto-me impaciente por começar! Todas as classificativas têm as suas caraterísticas próprias, mas aprecio particularmente Hafren, que iremos agora descobrir em sentido inverso. Em relação à minha participação do ano passado, vou procurar retirar o máximo de prazer, ao mesmo tempo que começo já a preparar 2017.»

 

Craig Breen: «Estou muito satisfeito por voltar a estas Especiais que disputei já inúmeras vezes, quer no Campeonato da Grã-Bretanha, quer nas minhas cinco anteriores participações no Rali de Inglaterra. Tenho delas recordações muito boas, sendo a mais forte o meu título no Junior WRC, conquistado em 2011 com o Gareth Roberts, que era galês. Na verdade, a linha de partida para Myherin – a primeira classificativa desta edição – situa-se no exato local onde nos sagrámos Campeões! Este ano, mesmo com a prova algumas semanas mais cedo que o habitual, espero condições semelhantes, de chuva, lama, nevoeiro… Até pode ser que tenhamos alguns raios de sol, mas será estranho! As condições da prova terão uma grande influência na nossa capacidade de obter um bom resultado. Se o nosso 10º lugar na estrada se tornar numa vantagem, penso que poderei bater-me pelo pódio, como na Finlândia. Iremos abordar a prova com espírito positivo e logo veremos o que podemos fazer.»

 

Stéphane Lefebvre: «Sinto-me feliz por voltar ao volante de um WRC, dois meses depois do Rali da Alemanha. Será muito importante, tanto para reencontrar a minha velocidade de ponta, como para ganhar experiência para 2017. Com o Gilles de Turckheim, que estará do meu lado direito até à recuperação do Gabin Moreau, fiz já os reconhecimentos do Rali de Espanha e fizemos ambos um grande trabalho de preparação nas classificativas gaulesas. Sinto-me pronto a rodar a 100% das minhas capacidades, num terreno que aprecio particularmente. Disputei as duas últimas edições em carros de quatro rodas motrizes, mostrando-me competitivo, apesar das difíceis condições. Lembro-me de ter disputado a minha primeira Especial em terra, de noite e debaixo de chuva… e adorei! Numa primeira abordagem, as classificativas não parecem difíceis, são como uma sucessão de longas retas e de mudanças de direção mais ou menos enlameadas. Depois, na prova, percebemos depois que chegamos bastante mais depressa que o previsto e que não trava como queremos que trave! É preciso saber ‘ler’ as alterações de aderência para nos mantermos nas trajetórias e sem ultrapassar os limites. É um pouco como aquilo que encontramos no norte de França, mas em terra! Espero fazer uma prova regular, com uma diferença estável para os líderes.»

 

Quentin Gilbert: «Gosto muito desta prova, pelo seu percurso, as suas difíceis condições e todo o ambiente. Já tenho algumas referências, adquiridas ao longo das minhas três anteriores participações. Já conduzi um WRC, no Campeonato de França, e sei o que espera em termos de potência, travagem e comportamento, pelo que não irei descobrir tudo no próximo fim-de-semana! A equipa tudo fez para me facilitar a tarefa, com um minucioso trabalho de instalação no carro e uma sessão de testes, que me permitirá familiarizar com a viatura. Pela minha parte, preparei-me intensificando a minha preparação física e o trabalho com vídeos de câmaras a bordo. Armazenei o máximo de informação por forma a estar no meu elemento quando for dada a partida. No que diz respeito aos meus objetivos, sei que não poderei rivalizar com pilotos que já disputaram a totalidade da temporada num WRC, pelo que o mais importante será progredir com o decorrer das classificativas, para reduzir a diferença no final a prova. Aproveito para agradecer à Citroën Racing e à Abu Dhabi Total WRT esta oportunidade incrível e espero poder demonstrar o meu valor.»

 

A SEGUIR

Quinta-feira, 27 de Outubro: Shakedown em Clocaenog Forest a partir das 08h00.

Cerimónia de partida em Colwyn Bay (Parc Eirias) pelas 18h30

Sexta-feira, 28 de Outubro: Partida de Deeside pelas 05h30.

Chegada a Deeside a partir das 20h30, após 8 Especiais totalizando 179,06 km

Sábado, 29 de Outubro: Partida de Deeside pelas 05h45.

Chegada a Deeside pelas 16h55 após 8 Especiais totalizando 101,73 km

Domingo, 30 de Outubro: Partida de Deeside pelas 07h20.

Chegada a Llandudno pelas 13h30 após 6 Especiais totalizando 52,08 km

 

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