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Campeonato relançado em Portimão

Campeonato relançado em Portimão

Pedro Salvador (Norma M20FC) partia da pole-position, mas rapidamente Francisco Abreu (Tattus PY012) assumia a liderança da prova. Diferenças mínimas inferiores a um segundo separavam o homem da Nova Driver, do da Speedy Motorsport.

José Pedro Faria (Wolf GB08) rodava um pouco mais atrás, a cerca de dois segundos e era terceiro sem sofrer grandes pressões, tanto mais que o grupo da frente ficava amputado em um sério concorrente, quando o motor do Tattus PY012 de Miguel Barbosa e Ivo Nogueira se recusava a pegar.

Eugénio Montês (Lamborghini Huracan ST) subia à quarta posição da geral, era o primeiro GT e sofria a pressão que o líder dos C3, Paulo Sá Silva (Radical SR3) lhe impunha.

Francisco Mora (Seat Leon Cup Racer) rodava calmamente, com certeza a pedir mais concorrência nos TCR…

A atenção centra-se na frente da corrida. Com 15 minutos de prova a diferença entre os dois primeiros é duas décimas de segundo. Francisco Abreu recebe uma bandeira preta e branca por não respeitar os limites de pista, a mesma advertência que Faria e Montês já haviam recebido.

Com cerca de 20 minutos de prova, Pedro Salvador é obrigado a seguir para as boxes. Algo não está bem com o sistema eléctrico do Norma e fica parado para trocar os cachimbos das velas.

Regressa à pista, mas pouco depois rumava de novo para a box.

Pouca sorte também para Eugénio Montês. O Lamborghini saiu de pista na entrada da curva cinco, devido a um problema de suspensão e isso motivava a entrada do safty-car.

Retomada a prova e Francisco Abreu está frente, José Pedro Faria é segundo, muito perto, a uma décima de Abreu.

Entretanto começam as trocas de pilotos, agora que o safty-car saiu.

Com as trocas, Armando Parente recebe os comandos do Tattus, das mãos de Abreu e vai para a pista na frente da corrida.

Miguel Lobo roda na segunda posição, metendo-se numa luta que não é sua. Pouco depois Miguel Cristóvão aparece para repor a ordem natural das coisas e passa para a segunda posição, por troca com o líder dos C3, que se a corrida terminasse nesta altura ia ao pódium.

Francisco Mora faz a sua corrida com o TCR e tem lá mais para trás o Norma de Rafael Lobato, que entretanto tinha regressado à prova e rodava com oito voltas de atraso, certamente para testar as soluções encontradas na ida à box.

A bandeira xadrez é mostrada em primeiro ao Tattus de Francisco Abreu  e Armando Parente, que vencem com mais de um minuto de vantagem sobre José Pedro Faria e Miguel Cristóvão, no Wolf.

Paulo Sá Silva e Miguel Lobo são os terceiros classificados e levam o Radical até ao terceiro posto da geral, vencendo o grupo C3 e sendo já os virtuais vencedores do campeoanto, nesta categoria.

Francisco Mora, que participou sozinho, é quarto da geral com o Seat Leon TCR, à frente de Pedro Salvador e Rafael Lobato e dos irmãos Eugénio e Sérgio Montês, que apesar da desistência serôdia, ainda venceram os GT´s, com o Lamborghini Huracan.

A próxima corrida é já amanhã, às 15.35 horas.

ARMANDO PARENTE

A prova correu bem. Na partida consegui saltar logo para primeiro, fiz um arranque muito bom. Depois já sabia que o Norma do Salvador e do Lobato ia estar muito forte e ele conseguiu apanhar-me. Tivemos ali uma guerra, durante um bom bocado, penso que foi uma luta animada e acho que toda a gente gostou. Eu diverti-me, o público divertiu-se e isso foi bom para todos.

Estou contente, o carro manteve-se muito constante ao longo do meu turno.Sabemos que temos uma boa base. Foi pena a luta com o Salvador e o Lobato ter acabado mais cedo mas penso que amanhã vai ser mais uma corrida divertida.

FRANCISCO ABREU

A prova correu muito bem. O Armando fez um excelente primeiro turno, onde conseguiu aguentar muito bem a pressão do Norma. Sabíamos que o Norma nas primeiras voltas ia ser difícil, mas o Armando conseguiu aguentar.

Na troca de pilotos, eles tiveram um azar… A mim só me cabia levar o carro até ao fim, tentar lutar pela melhor volta para ganhar aquele ponto extra, porque estamos em segundo e temos que ganhar todos os pontos possíveis para chegar à primeira posição. Coube-me  fazer a melhor volta e gerir a corrida até ao fim.

PAULO SÁ SILVA

Provamos que ganhamos na nossa classe e não foi só porque a concorrência não era muito forte; vencemos a nossa classe porque nós estávamos a andar bem, caso contrário não teríamos feito um terceiro à geral com um carro que tem performances muito inferiores aos CN. Portanto, estou muito feliz, ignoro o facto dos outros não terem aparecido, é decisão deles e vamo-nos concentrar nas classes que estão acima para evoluir e continuar a ir ao podium sempre que for possível.

MIGUEL LOBO

Correu bem, pelo menos para nós. Ficamos um bocado desiludidos por não termos o nosso adversário do CNV da Classe 3. No entanto, nas provas que disputamos, fomos claramente superiores e isso deixa-nos felies. Este podium à geral com um carro de categoria inferior é um bom motivo para festejarmos e deixa-nos naturalmente motivados para continuar e fazer um bom trabalho.

 

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