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Chaves no banco e conferência marcam 2º aniversário da Cápsula

Chaves no banco e conferência marcam 2º aniversário da Cápsula

A necessidade de inverter a gestão de recursos naturais em prol do futuro da sociedade, do planeta e da natureza, a falta de solidariedade, o individualismo e a busca da cessação imediata das necessidades provocadas por mero consumismo e até a errada aplicação da evolução tecnológica nas sociedades foram algumas das ideias chave transmitidas na conferência “Solidariedade Intergeracional e gestão de recursos naturais”, que decorreu ontem na Guarda, no âmbito do segundo aniversário da Cápsula do Tempo Guarda 2050.


  1. Manuel Felício, bispo da diocese da Guarda, foi o orador convidado a opinar e elucidar sobre um tema importante na atualidade e salientou as diferenças entre o bem comum e os bens particulares, o consumismo desenfreado dos que possuem mais recursos, a urgência e importância da resposta de quem conduz a causa pública e a necessidade de inverter toda a situação, em prol das gerações futuras: “Consideramos que em relação às gerações futuras, juntamente com os valores da solidariedade, temos também que respeitar os seus direitos segundo o dever da justiça. Isto é o resumo da solidariedade intergeracional”, salientou.

 

“Às gerações futuras não podemos deixar apenas uma parcela, mas uma sociedade sustentada e organizada. Que tipo de mundo queremos deixar a quem vai nascer? A sociedade atual apresenta-se com graves falhas que suplantam a própria deterioração do meio ambiente e em grande medida, mais do que estragar ou não usar corretamente, ou não gerir com responsabilidade, está a virar as costas a princípios éticos e culturais”, referiu ainda D. Manuel Felício.

 

Para além desde tempo de reflexão, o segundo aniversário foi assinalado com diversas outras ações que contaram, nomeadamente, com a presença de Luís Mira Amaral. Na Encosta do Tempo, junto à Torre de Menagem, e antes da plantação da árvore com ajuda de todos os presentes, o presidente do Banco BIC Português – o mais recente parceiro da Cápsula – começou por cinzelar mais uma laje com o ano 2015 no Passeio do Tempo. O responsável recebeu, seguidamente, dos parceiros do projeto – Clube Escape Livre, Instituto Politécnico da Guarda e Rádio Altitude – as chaves da Cápsula do Tempo, que uma vez colocadas num cofre, foram transportadas, numa viatura Citroën escoltada por uma mota da PSP, para a agência da Guarda do Banco BIC, onde deverão ficar guardadas até à abertura da Cápsula, a 1 de julho de 2050.

 

Luís Mira Amaral referiu “o efeito é simbólico mas simpático para o banco BIC”, frisando a credibilidade, longevidade e segurança: “Longevidade porque é uma aposta de que o banco BIC vai sobreviver mais 35 anos. E depois é um sinal de segurança, dado que vamos guardar as chaves da Cápsula na nossa casa forte, e um banco gosta sempre de ter sinais de credibilidade, de confiança e de segurança.”

 

O aniversário foi ainda marcado pelo lançamento, por Miguel Alves, presidente da Associação Comercial da Guarda, de mais uma chávena da coleção Cápsula do Tempo, da autoria de António Saraiva, e que nesta edição tem como novidade a inserção de um QR Code que dá acesso imediato à secção do projeto no site escapelivre.com. A chávena já está disponível no restaurante Colmeia e no bar In & Out, mas a organização deseja, em colaboração com a Camara Municipal da Guarda, coloca-la à disposição em muitos outros locais da hotelaria e restauração.

 

Luís Celínio, presidente do Clube Escape Livre, justifica mais um ano de comemorações do projeto: “Apesar da ideia da Cápsula ser a de guardar as ideias do passado e as projeções do futuro de mais de quatro dezenas de pessoas, é sempre no presente que devemos focar-nos. É importante continuar a debater a região da Guarda e a contribuir para o seu correto desenvolvimento.”

 

 

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