Quinta-feira , Junho 22 2017
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CIRCUITO DE BRAGA RECEBEU COM BRILHO AS PROVAS   DE ESTREIA DA TEMPORADA DA VELOCIDADE NACIONAL

CIRCUITO DE BRAGA RECEBEU COM BRILHO AS PROVAS DE ESTREIA DA TEMPORADA DA VELOCIDADE NACIONAL

A abertura da temporada da Velocidade Nacional, aconteceu este fim de semana em Braga com dois dias recheados de corridas, muitas emoções e algumas desilusões, mas essencialmente muita animação, num circuito carismático que recebeu com brilho muitos concorrentes, acompanhantes e público, ávidos de emoções fortes, que julgamos não terem saído defraudados, depois daquilo a que assistiram.

Depois das três corridas de ontem, Abarth 500, Legends Cup, e Challenge Desafio Único, o Domingo apresentou a repetição das corridas das categorias referidas, assim como duas mangas do Campeonato Nacional de Velocidade, Campeonato Nacional de Clássicos Circuitos e Clássicos 1300, Single Seater Series e Classic Super Stock, que se iniciaram logo pela manhã, precisamente com esta última.

Um dia animado que confirmou a validade da aposta no novo formato do CNV, para o qual se esperam bastante mais participantes nos próximos eventos, já que o ambiente indica que muitos ficaram de fora, para ver o que podia acontecer, mas estão agora determinados em participar. Em crescimento também a nova categoria “Legends Cup”, o que acontece também como se esperava com o Challenge Desafio Único, Abarth 500, CSS e SSS e vai com certeza acontecer com o CPCC e CPC 1300, que se espera já possam ter participantes para duas grelhas nos próximos eventos.

Terminou em festa a prova de abertura dos Campeonatos e Troféus de Velocidade e a competição segue agora para o CNV para a Falperra (10 e 11 de Maio) Serra da Estrela (7 e 8 de Junho) e para esta e as outras categorias na grande festa de Vila Real, a 21 e 22 de Junho.

CNV

Animação foi coisa que não faltou na primeira corrida do Campeonato Nacional de Velocidade. Carlos Vieira arrancou na frente e dominou durante todo o seu turno de condução, parecendo que estava encontrado o vencedor. No entanto, no momento da troca de pilotos, o Tattus calou-se e foi díficil colocá-lo outra vez a trabalhar. Pedro Salvador regressou na terceira posição, mas depois seria o acelerador a colar e a obrigar ao abandono. Como consolo para Carlos Vieira fica o novo recorde do circuito de Braga, com o tempo de 1m13,917s, batendo o tempo de Salvador conseguido ontem no primeiro treino livre. Com isso ficou na frente José Pedro Fontes, que ocupou o segundo posto desde o arranque, mas sempre longe da liderança da corrida. Após todas as trocas era Stefano de Val com o Wolf que liderava e manteve a posição até ao final da corrida, tornando-se no primeiro vencedor da época. Miguel Barbosa acabou por herdar o segundo lugar, depois de um pião de Francisco Abreu que o colocou fora de prova. O pódio foi fechado António Ricciardi e Nuno Santos. O italiano no final da corrida estava naturalmente contente com esta vitória. “Foi muito bom. A partida não correu muito bem, mas depois encontrei o meu ritmo. Estava na luta pelo segundo lugar quando começaram as trocas de piloto e depois fiquei sozinho na frente. A partir desse momento limitei-me a gerir os pneus e o combustível”.

Menos história teve a segunda corrida. Logo no momento do arranque Pedro Salvador teve outra vez problemas com o acelerador e foi obrigado a parar no final da primeira volta, regressando depois à corrida, mas já com uma volta de atraso. Com isso Stefano de Val ficou sozinho na frente e a partir daí foi aumentando a vantagem face à concorrência e nem no momento da paragem obrigatória perdeu o comando da corrida. “A segunda foi mais fácil. Fiquei logo na frente e depois fui aumentando a vantagem. O carro estava fantástico, muito bem equilibrado e para além disso tinha pneus mais frescos que os meus adversários e isso ajudou na fase inicial”, afirmou o italiano que sai de Braga com duas vitórias.

Mais interessante foi a luta pelo segundo lugar, sobretudo após a troca de pilotos, com José Pedro Fontes a recuperar a desvantagem que tinha para César Campaniço, fazendo com que os dois rodassem juntos nas últimas voltas. Contudo, o piloto nortenho nunca esteve em condições de esboçar um verdadeiro ataque, até porque os pneus estavam já muito desgastados e nestes carros perdesse o apoio na frente quando se roda muito próximo do piloto da frente.

 

CNC

A primeira corrida do Campeonato Nacional de Clássicos pode ser dividida em duas metades. A primeira até à 12ª volta, em que António Nogueira dominou, e a segunda daí até final, em que o protagonista passou a ser Rui Costa, beneficiando de um problema no Ford Capri do seu adversário. João Macedo e Silva rodou também sempre com o Porsche atrás de Rui Costa, enquanto Rui Alves acabou por beneficiar do abandono de António Nogueira para fechar o pódio, ganhando ainda a Taça Nacional de Clássicos. Nos 1300 a vitória ficou para José Fafiães, que aproveitou do melhor modo o abandono de Victor Araújo.

Após a primeira corrida Rui Costa reconhecia que tirou partido do abandono de António Nogueira. “Fui controlando o andamento para não o perder de vista, pois acreditei que o Capri pudesse ter problemas de pneus para a parte final, mas isso não se verificou. Contudo, quando fiquei na frente limitei-me a controlar o ritmo, até porque a pista estava muito quente e os pneus sofreram um grande desgaste”. Para Rui Costa a segunda corrida foi bem mais tranquila. Com o Ford calçado com pneus novos foi para a frente logo no arranque e depois de forçar o ritmo nas voltas iniciais limitou-se depois a gerir o resto da corrida. João Macedo e Silva foi também um tranquilo segundo classificado, ao passo que António Nogueira depois de uma fase inicial num ritmo mais lento, acabou por chegar ao terceiro degrau do pódio batendo nessa luta Rui Alves, piloto que venceu entre os homens da Taça Nacional de Clássicos. “Foi de facto uma corrida mais fácil, até porque fui para a frente logo no arranque e depois de forçar o andamento nas primeiras voltas controlei o ritmo dos meus adversários”, explicou Rui Costa.

Entre os homens dos 1300 nova vitória de José Fafiães, que aproveitou bem a ausência de Victor Araújo nesta segunda corrida.

CSS

O dia de domingo abriu com a primeira corrida dos Classic Super Stock. Manuel Oliveira acabou por vencer, mas teve vida mais díficil do que o esperado, pois a caixa de velocidades não colaborou a 100%. “O problema da caixa acabou por me desconcentrar e falhei o arranque. Ainda assim acabou por ser uma corrida divertida e estou muito contente com a vitória”. Jorge Leite e Paulo Duarte fecharam o pódio, com este último a ganhar a classe D4. Nas restantes classes vitórias para José Mota(F4), João Andrade(C4), César Caldas(C2) e Paulo Sousa(D2).

A segunda corrida dos Classic Super Stock parecia destinada a ir parar novamente ao bolso de Manuel Oliveira, mas o motor do Alfa Romeo não colaborou e assim acabou por ser Paulo Duarte a levar o Volkswagen Golf GTi até à vitória. “Foi muito bom, mas muito sofrida. Nas últimas três voltas comecei a perder óleo, não sei se da transmissão se do vedante da caixa e assim a concorrência não se aproximou com medo de sair de pista”, afirmou Duarte. Desta vez Francisco Calheiros ficou em segundo e ganhou na classe E3 e Jorge Leite ficou em terceiro. Nas diferentes classes vitórias para José Mota(F4), João Carlos Andrade(C4), Rui Castro(C2), António Veiga Lopes(C3) e Renata Parente(D2).

SSS

Apesar de não arrancar da pole position, Tiago Marques assumiu de imediato o comando da primeira corrida de Single Seaters e por aí se manteve até ao final, apesar da perseguição de Tiago Raposo de Magalhães, que rodou sempre próximo do seu adversário desde a nona volta, altura em que suplantou Gonçalo Inácio. Estava assim encontrado o pódio da primeira corrida desta competição em 2014. “Foi uma corrida muito difícil. Arranquei muito bem e o Tiago (Raposo de Magalhães) falhou a partida, mas o Gonçalo Inácio veio colado a mim. Tive sempre um adversário nos espelhos, quando saiu o Inácio ficou o Tiago. Na parte final os pneus acusaram algum desgaste, mas foi sem dúvida uma corrida muito exigente”. Pedro Matos juntou ao quarto lugar na corrida a vitória entre os FK80, ao passo que Victor Rodrigues foi o melhor dos FK70 e Pedro Charrais ganhou entre os FVP.

Na segunda corrida Gonçalo Inácio surpreendeu Tiago Raposo de Magalhães que saía da pole position, mas no final da primeira volta as posições voltaram a inverter-se, com Inácio a ser ainda passado por Tiago Marques. As posições mantiveram-se inalteráveis na frente até às últimas duas voltas, altura em que o vencedor da primeira corrida se começou a debater com problemas de motor, acabando por ser passado por Gonçalo Inácio, conseguindo ainda assim segurar o terceiro posto. “Foi uma boa corrida. O Gonçalo Inácio passou-me limpinho na primeira curva, mas no final da primeira volta voltei para o comando. Depois forcei o ritmo para abrir uma margem de segurança, o que consegui e depois foi manter até ao final”, explicou Raposo de Magalhães.

Com Gonçalo Inácio e Tiago Marques a fecharem o pódio, Diogo Matos venceu nos FK80 e Victor Rodrigues nos FK70.

CHALLENGE DESAFIO ÚNICO

A corrida de Domingo teve os meus vencedores, mas teve contornos diferentes. Desde logo pelo facto de ter sido necessário a entrada do safety car devido a um acidente no final da recta da meta. Entre os pilotos dos Alfa Romeo, Alexandre Gonçalves e Paulo Ribeiro tiveram mais dificuldade em chegar à frente e numa altura em que parecia que tinham a corrida controlada, o reagrupamento do pelotão criou alguma dúvida para a parte final da corrida. Luís e Raúl Delgado fecharam no segundo lugar, enquanto David e Sérgio Saraiva depois dos problemas de ontem acabaram por encerrar o pódio. “Hoje foi bem mais díficil. Custou-nos mais chegar à frente, porque o carro estava mais desiquilibrado e depois a entrada do safety car voltou a juntar o pelotão. Ainda assim foi um fim-de-semana perfeito”, explicou no final Alexandre Gonçalves.

Entre os Fiat Punto nova vitória para André Pinto e João Brites, mas com um cenário mais entusiasmante que a corrida de Sábado. “A entrada do safety car tornou as coisas mais díficeis. Muitos Alfa ficaram atrás de nós e no recomeço da corrida perdemos tempo com essas ultrapassagens. Isso fez com que o final da corrida fosse espectacular, com os nossos adversários colados a nós. Foi um fim-de-semana perfeito, duas pole position, duas vitórias e acima de tudo divertimo-nos bastante”, referiram nos final os vencedores. Desta vez o pódio foi fechado por Manuel e Vasco Barros, que subiram um lugar em relação à primeira corrida, e pela dupla Gonçalo Rodrigues/Bernardo Maia, quintos na corrida de abertura do ano.

TROFÉU ABARTH 500

Se na primeira corrida do Troféu Abarth 500 foi Francisco Carvalho que dominou, desta vez foi o jovem finlandês Juuso Pajuranta quem liderou de princípio a fim, não dando qualquer margem à concorrência para se aproximar. Esta foi sem dúvida a melhor forma para Pajuranta prepara o Troféu Europeu que arranca dentro de uma semana. “Fiz um bom arranque e fiquei na frente na primeira curva. Forcei o ritmo nas primeiras voltas e percebi que eles estavam a ficar para trás. Nas últimas 10 voltas controlei o desgaste dos pneus e o ritmo de corrida. Ontem os pneus da frente aqueceram muito, mas hoje tudo correu bem. Agora vou para o Europeu e vamos ver como as coisas correr. Não sei ainda se irei fazer mais provas em Portugal, mas é possível que sim”. Interessante foi a luta pelo segundo lugar entre o campeão de 2013, Nuno Cardoso, e José Rodrigues, mas apesar da intensa pressão de que foi alvo ao longo de toda a prova, o piloto do Abarth com o nº1 conseguiu sempre manter-se na frente do rival, terminando os dois a corrida por esta ordem e ficando assim na tribuna dos vencedores.

LCC

A corrida da Legend Cup teve pouca história, tal o domínio de Luís Barros e do Sierra RS 500. “Hoje fui num ritmo mais calmo. Estamos a trabalhar ao nível das afinações e hoje serviu para tirarmos algumas ilações. Acabou por ser um fim-de-semana para me divertir, mas agora vamos ter que passar mais dois dias a testar para preparar o carro da melhor maneira para a Falperra e sobretudo para Vila Real, que é um circuito mais díficil”. Luís Sousa foi o único a conseguir ficar na mesma volta do vencedor, ao passo que João Mendes fechou o pódio.

 

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