Sexta-feira , Novembro 24 2017
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CITROËN ALCANÇOU OS SEUS OBJETIVOS NA ALEMANHA

CITROËN ALCANÇOU OS SEUS OBJETIVOS NA ALEMANHA

Um lugar no pódio final para Andreas Mikklsen/Anders Jæger e um segundo C3 WRC entre os cinco primeiros graças ao empenho de Craig Breen/Scott Martin: na Alemanha, a Citroën Total Abu Dhabi WRT alcançou os objetivos delineados por Yves Matton antes da partida.

O RALI EM RESUMO

O Rali da Alemanha arrancou ao fim da tarde de quinta-feira com uma Super Especial disputada nas ruas de Saarbruckën. Num trajeto pouco apropriado para a largura dos carros do WRC, Kris Meeke foi a maior “baixa” da noite. O piloto da Irlanda do Norte foi forçado a parar após bater num muro de cimento e danificar a direção. Meeke conseguiu alinhar no dia seguinte em Rali2, mas com uma penalização de 10 minutos.

A Etapa de abertura de sexta-feira foi maioritariamente disputada em estradas acidentadas e sinuosas ao longo dos vinhedos de Mosel. Apesar de posicinado bem para trás na ordem de partida, Andreas Mikkelsen juntou-se imediatamente no grupo que disputava a liderança. O norueguês Craig Breen consegiu mesmo o melhor tempo na ES4, o que o colocou no comando do rali.

Os chuveiros dispersos que caíram durante a manhã transformaram-se em chuva forte quando as equipavas estavam já a enfrentar as segundas passagens pelas Especiais. Apesar de utilizar os pneus Michelin Pilot Sport Full Weather, Andreas Mikkelsen não conseguiu resistir aos ataques de Tänak, que passou para o primeiro lugar após a ES7. No final do dia, os dois primeiros classificados estavam separados por apenas 7,5s.

Esforçando-se para se sentir confiante num rali com qual está pouco familiarizado, Craig Breen efetou alguns pequenos erros durante o rali. No final da Etapa de abertura, o irlandês esteava em sétimo lugar, atrás de Neuville, Ogier, Evans e Hänninen.

No Sábado, as equipas cumpriram as Especiais delineadas na base militar de Baumholder. Na primeira passagem pela famosa Especial de Panzerplatte, Mikkelsen perdeu terreno para Tänak devido a uma escolha de pneus demasiado conservadora. De seguida, Andreas cometeu alguns pequenos erros que permitiram a Sébastien Ogier aproximar-se e diminuir a vantagem do jovem norueguês!

Depois disto, o piloto do C3 WRC deu o seu máximo na segunda passagem por Panzerplatte, rubricando o segundo melhor tempo e, desse modo, manter a pressão sobre Tänak e distanciar-se um pouco mais de Ogier…

Na sexta-feira, as coisa correram melhor a Craig Breen, principalmente na segunda passagem, em que contou com uma escolha de pneus mais consistente. Devido a uma série de incidentes de prova, Breen chegou ao sexto lugar, a menos de 20 segundos de Evans e Hänninen.

Em contrapartida, as coisas complicaram-se para Kris Meek, que terminou a sua particiapão no rali após a ES14. Numa altura em que começava a aproximar-se do andamento dos pilotos da frente, o britânico foi obrigado a abandonar devido a um problema mecânico nos acessórios do motor.

No domingo, havia apenas quatro curtas Especiais para determinar as posições finais. Sempre a dar o seu máximo, Mikkelsen afastou-se definitavamente de Ogier… e aproximou-se ligeiramente mais de Tänak. Porém, não houve mais alterações na classificação até final do rali, o que significou que o C3 WRC nº9 tinha garantido o segundo lugar.

Entretanto, Craig Breen protagonizou um forte ataque final, aproximando-se rapidamente de Elfyn Evans.Na Power Stage, Breen consegui passar à frente do seu rival e, assim, aumentar a sua coleção de quintos lugares!

 

PERGUNTAS A YVES MATTON, DIRETOR DA CITROËN RACING

Os objetivos que tinha definido para a Alemanha foram alcançados?

“Antes do início do rali, pedi aos pilotos para se esforçarem até a um nível que lhes permitisse estar envolvidos na luta pela liderança. Claro que foi necessário correr alguns riscos, dada as previsões meteorológicas e o fato de os nossos pilotos estarem posicionados relativamente para trás na ordem de partida para a primeira Etapa. Implicitamente, tínhamos como objetivo um lugar no pódio e um lugar entre os cinco primeiros para o segundo carro. Portanto, a minha resposta é sim, o resultado corresponde totalmente às nossas expetativas.”

 

Commo avalia o desempenho de Andreas Mikkelsen no seu terceiro rali ao volante do C3 WRC?

“Durante os testes que antecederam o rali, o Andreas estava muito entusiasmado com o potencial do carro em alcatrão. Apesar da sua falta de experiência com o C3 WRC neste tipo de piso, ele colocou-se rapidamente entre os pilotos da frente, logo no íncio do rali. Tal como lhe tínhamos pedido, o Andreas conseguiu esforçar-se até ao nível certo, de forma a andar depressa. Fico também satisfeito por ele ter, finalmente, dominado a Especial de Panzerplatte. Ele estava um pouco nervoso com esta Especial, mas conseguimos incutir-lhe mais confiança graças à experiência que a Citroën Racing tem deste rali. Estou radiante pelo fato de a conserva ter resultado para ambos os lados.”

 

O Craig Breen parece ter-se especializado em terminar em quinto lugar. Está satisfeito com isso?

“Depois de um temporada prometedora em 2016, o Craig confirmou que merece o seu lugar entre a elite mundial dos ralis. Esta sequência de seis quintos lugares mostra a capacidade que ele tem para gerir as provas do princípio ao fim. Este fim-de-semana, o Craig disputou apenas o seu terceiro Rali da Alemanha. A sua falta de experiência, combinada com a instabilidade meteorológica, levaram-no a cometer alguns erros logo nas primeiras Especiais. Mas ele manteve-se longe de quaisquer problemas sérios e avançou para um belo quinto lugar, o que nos ajudou a concretizar os nossos objetivos para o fim-de-semana.” 

 

 

Quanto a Kris Meeke, teve um fim-de-semana mais difícil…

“Antes do rali ter propriamante começado, o Kris já estava com uma penalização de 10 minutos devido a algo que ele próprio disse ser um erro estúpido. Devo dizer que também sou da opinião de que este traçado era totalmente impróprio para os carros do WRC de 2017! Depois de um começo desanimador, compreendo que era difiícil para ele encontrar a motivação necessária para chegar ao andamento dos pilotos da frente. A Etapa de sexta-feira era difícil, mas, no Sábado, ele foi rápido nas Especiais de Baumholder. Infelizmente, o seu rali acabou prematuramente devido a um problema mecânico, e acabámos por retirar o carro da prova porque não queríamos arriscar danificar o motor. Isso também permitiu ao Paul Nagle ir mais cedo para casa, ao encontro do seu filho, que nasceu no Sábado.”

 

Nas zonas de assistência, circulam rumores acerca de potenciais transferências de pilotos para 2018. Qual é a sua posição acerca disto?

“Acho que toda a gente sabe que o próximo mês deverá ser um período muito ativo no que respeita às transferências de pilotos. O mesmo acontece com o desenvolvimento do carro, por isso a prioridade é prepararmo-nos para 2018. Temos agora um intervalo no calendário do WRC, portanto vamos utilizar o mês de Setembro para desenharmos a nossa estratégia. Ao fazermos isso, iremos falar com os pilotos que nos possam ajudar a alcançar os nossos objetivos. Por enquanto, nada foi decidido.”

 

 

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