Quinta-feira , Outubro 19 2017
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CITROËN INICIA UM NOVO CAPÍTULO DA SUA HISTÓRIA DESPORTIVA COM O C3 WRC

CITROËN INICIA UM NOVO CAPÍTULO DA SUA HISTÓRIA DESPORTIVA COM O C3 WRC

Chegou o momento tão aguardado pelos fãs do WRC: dentro de dias tem início o Campeonato do Mundo de Ralis 2017, arrancando com o lendário Rali de Monte-Carlo. Projetado de acordo com os novos regulamentos da FIA, o Citroën C3 WRC fará a sua estreia em competição. Para esta ronda inicial do campeonato foram incritos dois carros, para as duplas Kris Meeke/Paul Nagle e Stéphane Lefebvre/Gabin Moreau.

RALI DE MONTE-CARLO: SIMPLESMENTE MÍTICO!

Para além do prestígio do seu nome, o Rali de Monte-Carlo deve a sua reputação às imprevisíveis e constantes alterações das condições da prova. Em janeiro, as estradas localizadas no alto nas montanhas do sudoeste francês podem estar cobertas com neve, gelo, humidade, podem mesmo apresentar-se secas. O mais divertido é que uma só especial pode ter tudo isto. A escolha dos pneus é, por isso, muito importante. Para uma ronda completa de especiais são escolhidos os pneus que se acredita serem mais convenientes. As diferenças entre eles podem ser grandes, mas também desaparecer muito rapidamente, o que torna esta prova ainda mais emocionante.

Este ano disputa-se a 85º edição da prova, tornando-o no rali mais antigo do mundo, realizando-se ao longo de quatro dias. O rali inicia-se na quinta-feira (dia 19 de janeiro) à tarde, com a cerimónia inaugural no Mónaco. Os veículos partem depois para Gap, para a disputa das especiais noturnas, sendo que uma delas é nova este ano. Depois de um breve descanso, o segundo dia promete ser intenso, com duas rondas por três especiais, disputadas nas zonas de Isère e Hautes-Alpes. No sábado, os participantes irão regressar ao Mónaco, disputando-se cinco especiais. A última não terá assistência e inclui a subida do famoso Col de Turini. O rali termina no Principado no domingo (dia 22) ao início da tarde.

OS DESAFIOS: O INÍCIO DE UMA NOVA ERA NO WRC

O início de uma nova temporada é sempre interessante para os fãs dos ralis. Este ano vai sê-lo ainda mais devido ao surgimento de novos veículos, mais potentes e mais espetaculares do que os anteriores. Para além do novo regulamento e dos novos carros, este ano o mercado de pilotos foi especialmente movimentado, com o início desta temporada de 2017 repleto de incógnitas.

Qual é o verdadeiro nível dos veículos? Serão suficientemente fiáveis? Quem vai ser o que melhor se adapta a estas novas montadas? Muitas perguntas que, em parte, poderão ver-se respondidas quando acabar o Monte-Carlo.

No seu regresso ao WRC como equipa oficial, o Citroën Total Abu Dhabi WRT gerou muito interesse, mas será com humildade que a «Armada Vermelha» se irá apresentar. Todos estão ansiosos pelo seu início, numa mistura de excitação e ansiedade, para ver se os resultados do árduo trabalho realizado nos últimos dois anos cumprem com as ambições da Marca.

Em quatro das cinco primeiras provas da temporada, o Citroën Total Abu Dhabi WRT apenas irá inscrever dois C3 WRC. Desta feita Kris Meeke/Paul Nagle e Stéphane Lefebvre/Gabin Moreau foram escolhidos para marcar pontos no Campeonato do Mundo de Construtores, enquanto Craig Breen/Scott Martin irão correr com um veículo da geração anterior. Todos podem marcar pontos para o Campeonato de Pilotos.

No ano passado, Kris Meeke esteve em luta pela vitória até abandonar. Stéphane Lefebvre foi 5º, naquele que ainda é o seu melhor resultado no Mundial de Ralis. Este ano os dois companheiros de equipa têm o mesmo objetivo: eliminar as incógnitas e gerir as variáveis, tentando resolver a complicada equação colocada pelo Rali de Monte-Carlo 2017.

O QUE ELES DIZEM…

YVES MATTON, DIRETOR DA CITROËN RACING: «Como sempre acontece no início de um novo programa, gostaríamos de contar com mais uns dias para termos mais tempo para o desenvolvimento do carro. O desenvolvimento do C3 WRC foi o mais curto da história da Citroën Racing e deve-se enfatizar o extraordinário envolvimento de todos os nossos profissionais ao longo dos últimos meses. Ao mesmo tempo, queremos ver onde estamos, num espírito competitivo a que estamos ligados. O carro parece ter um bom design e é consistente, mas temos que ver onde nos encontramos face aos nossos rivais. Quanto aos nossos pilotos, eles têm duas abordagens diferentes. No ano passado, o Kris mostrou que tinha hipóteses de vencer este rali, mas temos de diferenciar entre pilotar durante um dia de testes e enfrentar quatro dias de rali, com apenas duas passagens para o reconhecimento das especiais. Precisamos de entrar na defensiva desde o início para ver onde estão os nossos rivais e só depois olhar em frente para o resto da prova. Para o Stéphane será diferente. Tal como o Craig, queremos elevá-lo a um nível onde possa obter vitórias, mas antes disso há que passar por um período de aprendizagem, especialmente durante a primeira parte da temporada. Há que lutar pelos pontos e garanti-los no final. Aqui só temos dois carros, o que significa que nós não temos nenhum joker.»

 

LAURENT FREGOSI, DIRETOR TÉCNICO: «Chegamos a Monte-Carlo com a sensação de ter feito um conjunto de bons testes de preparação do rali. Os pilotos estão confortáveis com os C3 WRC, o que nos faz sentir otimistas em relação à performance do carro. Preparámos o Monte-Carlo focando-nos em dois aspetos: testar uma grande variedade de compostos de pneus e procurar diferentes configurações para ver se o que fazemos normalmente dá o mesmo resultado neste carro. Investimos muito tempo a estudar o mapping do diferencial central ativo. Este novo componente permite-nos ajustar, com subtileza, a condução do carro dependendo das condições da estrada. O objetivo é dar ao piloto um carro ‘fácil’, que corrige de imediato qualquer mudança súbita na aderência. O primeiro rali também será um teste de fiabilidade ao carro. Neste tipo de superfície, a transmissão é colocada à prova durante as mudanças de aderência.»

 

KRIS MEEKE: «Estamos a aproximar-nos do momento em que temos que estar preparados para iniciar um rali nas melhores condições possíveis. Após as nossas sessões de testes mais recentes, estou ansioso para passar à próxima fase. Tenho a sensação de que estaremos sob os holofotes, mas espero ser capaz de me concentrar na minha condução. Nunca é fácil competir em Monte-Carlo. Em cada assistência devemos pensar em conjunto no que são as melhores escolhas de pneus. Ou as menos más. As pessoas não têm ideia do volume de trabalho feito durante as sessões de testes para recolher dados e, assim, descobrir qual é a opção adequada. Nesta área, a Citroën Racing tem muita experiência que podemos aproveitar. Para este primeiro rali, o meu objetivo é simples: estar relaxado e desfrutar do carro. Como se diz, com razão, tudo pode acontecer em Monte-Carlo.»

Número de vezes à partida desta prova: 8

Melhor resultado: 3º (2014)

 

STÉPHANE LEFEBVRE: «Pouco a pouco, vou tendo consciência de que o dia está cada vez mais próximo Tudo o que falámos nos últimos meses acerca do futuro está aqui, no presente. Todos os dias falámos com os engenheiros acerca de todos os detalhes do meu carro. Nada foi deixado ao acaso e é realmente fascinante fazer parte desta equipa oficial. No meu primeiro rali com este estatuto, o meu objetivo será terminar bem classificado e conseguir o máximo de pontos possíveis para a Citroën. Acho que ainda precisava de mais tempo ao volante do C3 WRC mas não quero antecipar nada. Tenho de me habituar ao comportamento do carro em competição antes de tentar chegar ao limite. Até certo ponto, acho que estamos todos no mesmo barco, com dúvidas em todos os aspetos.»

Número de vezes à partida desta prova: 3

Melhor resultado: 5º (2016)

 


 

CRAIG BREEN: «Não há dúvida de que serei o piloto com menos pressão neste fim-de-semana. Fico satisfeito por começar a temporada com um carro da anterior geração, porque não tenho muita experiência em Monte-Carlo. Esta participação vai dar-me a oportunidade de aprender este rali. Também será uma oportunidade de ver a diferença entre as duas gerações de World Rally Cars. A minha prioridade é acumular quilómetros, mas ficaria muito feliz se conseguisse alguns pontos. Podem dar muito jeito no final da temporada.»

Número de vezes à partida desta prova: 2

Melhor resultado: 13º (2015)

 

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