Sexta-feira , Setembro 21 2018
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Clássicos dão espectáculo em Jerez

Clássicos dão espectáculo em Jerez

 

 

  • Convidados colombianos Botero/Orjuela vencem à frente de Briones/Horm
  • Mais de uma centena de ultrapassagens durante a corrida
  • Muset Lara/Bellmont conquistam Index de Performance Cuervo y Sobriños

 

Foi com uma corrida espectacular, cheia de glamour e indefinida até ao fim, que se concluiu mais uma jornada da conceituada organização de automóveis clássicos, o Iberian Historic Endurance, no icónico Circuito de Jerez. Houve emoção, tensão, discussões intensas e muita festa no final. Tudo vivido no melhor espírito de quem é apaixonado por automobilismo.

 

O fim-de-semana começou com uma sessão de treinos cronometrados em que Francisco Albuquerque se fez valer do carismático Ford GT40 para obter a pole-position entre os H1965. Nos H1976, o Porsche de Lopez/Rodriguez revelou-se mais rápido, enquanto em H1971, a dupla lusa Ferreira/Pina Cardoso colocou o Ford Escort RS1600 na primeira posição. Entre os 1300cc, os Mini espanhóis que se apresentaram pela primeira vez na competição mostraram que são sérios candidatos aos triunfos, com destaque para a volta rápida de Muset Lara/Bellmont que fizeram a pole.

 

Com a grelha definida, o primeiro dia de competição encerrou as hostilidades após uma intensa e exigente corrida de 50 minutos. Foram vários os protagonistas, numa sessão cheia de reviravoltas e ultrapassagens, mas em que o desportivismo e o respeito em pista prevaleceram. Francisco Albuquerque, favorito à partida, não chegou a arrancar devido a problemas de transmissão no seu carro. Perante este acontecimento, várias formações se alistaram para subir ao primeiro posto. Foram os casos de Briones (Chile)/Horm (Alemanha), que ocuparam essa posição de imediato, mas também Lopez/Rodriguez que pressionaram os seus adversários até passarem para a frente. Contudo, e devido a um problema técnico, a equipa espanhola foi obrigada a desistir. Bastos Rezende/Pais do Amaral assumiram o comando já depois de se terem superiorizado a Jorge Lopez, que se atrasou após pião. No entanto, também a dupla lusa teve problemas no Porsche e Lopez, que já se tinha resignado à segunda posição, subiu a primeiro na derradeira volta para vencer esta emocionante corrida.

 

Nos H1965, Carlos Barbot, em Lotus Elan 26R, capitalizou com a vitória, o abandono de Francisco Albuquerque depois de se terem ultrapassado mutuamente enquanto estiveram os dois em prova. Nos H1971, a discussão foi renhida mas Francisco Pinto impôs o seu BMW 2002 numa categoria muito eclética. Na competição reservada aos modelos com motores até 1300cc, Muset Lara/Bellmont tiveram a melhor estreia possível e assumiram a liderança do Index Performance Cuervo y Sobriños.

 

No segundo confronto do fim-de-semana, quem esteve presente no Circuito de Jerez assistiu a uma verdadeira homenagem às corridas de automóveis. Com a pista mais suja e quente do que na véspera, as equipas sentiram mais dificuldades para tirar partido dos automóveis.

 

As equipas convidadas, uma proveniente da Colômbia, Botero/Orjuela e a outra formada por Briones (Chile)/Horm (Alemanha), andaram sempre na discussão pelo primeiro lugar, com várias trocas de posições. A estas juntaram-se os Porsche de Jorge Lopez, de Bastos Rezende/Pais do Amaral e de Zorrilla/Moreno que, até à troca de pilotos, andaram sempre muito próximos uns dos outros e protagonizaram ultrapassagens vistosas. Além deste quinteto, Francisco Pinto também se imiscuiu na “guerra” durante as primeiras voltas. Mas perdeu o contacto e acabou por fazer a sua própria corrida.

 

Já na segunda metade da prova, Briones/Horm estabilizaram na frente e foram os primeiros a ver a bandeira de xadrez. Contudo, uma penalização relegou-os para segundo e deu a vitória, entre os convidados, a Botero/Orjuela. Nos H1976, Jorge Lopez voltou a ser o mais feliz. “Foi uma vitória dura mas que soube muito bem. Tive de me aplicar a fundo e cheguei a sair de pista. Não podia terminar melhor o fim-de-semana”, explicou. Já Bastos Rezende/Pais da Amaral fizeram segundo muito perto do vencedor e levaram a definição de quem iria ganhar mesmo até à última volta. Ficaram a três segundos numa corrida de 50 minutos. Zorrilla/Moreno completaram este pódio.

 

Francisco Pinto voltou a ser o melhor dos H1971 com o BMW com a original decoração branca e verde, depois do triunfo alcançado na véspera. O português protagonizou um duelo intenso com o Lotus Elan de Carlos Barbot até este ser forçado a parar. Assim, foi acompanhado no pódio por Gutierrez/Steuer, que ficaram em segundo, e por Miguel Vaz e Fernando Soares, que chegaram ao terceiro posto com o agressivo Datsun SSS. Teves Costa e Formosinho Sanchez destacaram-se entre os H1965, não sem antes terem réplica de Luís Sousa Ribeiro. O piloto do Ford Cortina voltou ao pódio, tal como na corrida de sábado. António Torres da Silva, fechou o pódio nesta categoria.

 

O Index de Performance Cuervo y Sobriños voltou a ser extremamente disputado e, no final, houve caras novas entre os vencedores. O Mini preparado pela Cars by Simon e pilotado por Muset Lara/Bellmont voltou a destacar-se com uma corrida muito consistente. “Estamos muito satisfeitos com o resultado alcançado. Para a estreia, obter duas vitórias no fim-de-semana foi o melhor que podíamos fazer”, disse um dos pilotos. O bom desempenho valeu a vitória entre os 1300cc, categoria em que a equipa sentiu dificuldades no início para se distanciar de Francisco Gonzalez. Este acabou por ficar em terceiro depois de sentir problemas na segunda parte da corrida. António Escalante herdou a segunda posição.

 

O Iberian Historic Endurance prepara-se, agora, para ir pela primeira vez a Portugal. É entre os dias 27 e 30 de Outubro, durante o Algarve Classic Festival, que se realiza no Autódromo Internacional do Algarve.

 

foto: RSPHOTO.EU

 

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