Quarta-feira , Setembro 20 2017
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CNV animou dia quente no Estoril

CNV animou dia quente no Estoril

Num fim-de-semana de muito calor onde os mercúrio dos termómetros marcou temperaturas superiores aos 30 graus o Autódromo do Estoril recebeu a quarta prova do campeonato nacional de velocidade, prova essa com a particularidade de contar com duas corridas para as classes Superbike e Superstock 600.

Depois de um dia de Sábado reservado a treinos privados pela manhã e durante a tarde treinos cronometrados para todas as categorias em pista, no Domingo foram realizada sete corridas nos mais de 4 quilómetros de perímetro do traçado, com o Motor Clube do Estoril mais uma vez a gerir o evento como acontece em todas as visitas ao traçado.

Com duas corridas em agenda para as classes Superbike e Superstock 600 esperavam-se grandes lutas pelas primeiras posições ao longo das 16 voltas que cada categoria teria que cumprir em ambas as passagens pelo asfalto. Os primeiros foram os pilotos da Superstock 600, que abriram mesmo o programa de corridas ao final da manhã e onde os desejos de todos os que acompanharam a prova se confirmaram, assistindo-se a um intenso duelo pelas primeiras posições.

No arranque para a corrida foi Pedro Nuno quem assumiu a liderança para levar consigo Ivo Lopes. Os dois primeiros do campeonato reeditaram os duelos de corridas anteriores e durante 14 voltas foi Pedro Nuno – a liderar o campeonato na chegada ao Estoril – quem esteve sempre na frente, mas com Ivo Lopes ‘colado’ na roda traseira da sua moto separado sempre por menos de um segundo. Lopes perdia no primeiro e segundo sectores, conseguia recuperar no derradeiro terço da pista e a duas voltas do final atacou mesmo no final da recta da meta a liderança, que acabou por segurar até à bandeira de xadrêz. Uma vitória suada e emotiva, com ambos a proporcionarem um excelente espectáculo no arranque do programa. Atrás deles a terceira posição foi igualmente alvo de discussão e foram três os pilotos que lutaram pela mesma: Romeu Leite, Nelson Rosa e Tiago Cleto. Qualquer um deles esteve no terceiro posto, mas no final era Romeu Leite quem batia Cleto para fechar o pódio nesta primeira corrida, com Eusébio Nogueira a conseguir mesmo passar Rosa na derradeira volta para ser o quinto classificado.

Na segunda corrida desta classe voltou a assistir-se a uma luta intensa entre Pedro Nuno e Ivo Lopes. O primeiro líder foi Ivo Lopes mas na terceira volta o rival estava já na frente, posição que manteve até à 12ª volta quando Ivo Lopes conseguiu novamente subir ao primeiro lugar. Apesar de Ivo Lopes ser sempre o primeiro na linha de meta até ao final, Pedro Nuno assumiu mesmo a liderança no início da derradeira volta, na Curva 1, mas na chegada à Variante Ivo Lopes conseguia responder e acabou por vencer com uma margem de 56 milésimas de segundo, isto depois da vitória na primeira corrida ter sido por apenas 315 milésimas.

Desta feita Romeu Leite esteve mais descansado a caminho do terceiro lugar, que voltou a repetir depois de rodar em todas as voltas nessa mesma posição, concluindo novamente na frente de Tiago Cleto e Eusébio Nogueira, este a passar de novo Nelson Rosa perto do final. Desta forma Ivo Lopes recuperou dez pontos de atraso que tinha sobre Pedro Nuno, rumando ambos com apenas uma mão cheia de pontos entre eles – com vantagem para Pedro Nuno – para as duas últimas rondas do ano.

Nas Superbike as duas corridas realizadas foram totalmente distintas. Tiago Magalhães e André Pires voltaram a reeditar o duelo de corridas anteriores e foi lado a lado que discutiram as primeiras dez volta, com Magalhães a liderar nas primeiras três e André Pires a ser sempre o líder até ao início da 11ª volta, quando Magalhães voltou a conseguir assumir a primeira posição na Curva 1. Mas logo na curva seguinte André Pires caiu e levou consigo Magalhães, com este a abandonar no final da recta anterior enquanto que André Pires ainda conseguiu levar a sua R1 até à linha de meta depois de uma passagem pela boxe da equipa. Pires viria no entanto a ser excluído da corrida devido a uma irregularidade na sua moto e por isso não pontuou.

Com a reviravolta protagonizada no início das derradeiras cinco voltas foi Rui Reigoto quem ficou com a liderança, ele que até ao momento era um isolado terceiro classificado, ficando por discutir o segundo posto, com intenso duelo entre Ricardo Lopes e Pedro Monteiro, com este a perder para o adversário já na última passagem pelo circuito, assinando Lopes um excelente segundo posto depois de sair na sexta posição na grelha de partida, com Pedro Monteiro logo atrás a fechar o pódio na classe.

Na segunda corrida, sem André Pires devido à desclassificação no final da primeira corrida, Tiago Magalhães e Rui Reigoto estiveram entretidos nas primeiras três voltas, com Reigoto a liderar depois de um excelente arranque, mas na quarta passagem Magalhães era primeiro e não mais largou essa posição até ao final das 16 voltas, cruzando a meta com quase dez segundos de vantagem para Reigoto, segundo classificado na frente de Pedro Monteiro, que novamente lutou com Ricardo Lopes pelo degrau mais baixo do pódio, num duelo onde esteve igualmente Nuno Caetano que se atrasou na fase final da corrida.

Reigoto e Magalhães são desta forma os dois primeiros do campeonato, como acontecia na chegada ao Estoril, mas agora com uma diferença mais reduzida – nove pontos apenas – depois de Magalhães ficar em ‘branco’ na primeira corrida.

As restantes categorias realizaram apenas uma prova, com vitórias de João Marinho e Bruna Lopes nas classes Moto Júnior; António Morato, Alexandre Pires, Nuno Nogueira e Pedro Flores no Troféu Século XX – Taça Luís Carreira e Tom Thompson, Francisco Monteiro e Bernardo Villar entre as Clássicas. O campeonato tem ainda duas rondas por disputar, ambas no mês de Outubro, sendo a próxima já nos dias 10 e 11 de Outubro em Braga.

 

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