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CNVT: O balanço de 2016

CNVT: O balanço de 2016

Dois mil e dezasseis marcou uma nova era na velocidade nacional. Os turismos regressaram às pistas e a elevada qualidade dos projectos presentes, que provocou um equilíbrio de resultados constante até à última prova, foi o espelho do sucesso da fórmula adoptada para a principal competição da velocidade nacional.

Novos regulamentos, novos carros, novos projectos e pilotos, mas sobretudo uma nova abordagem à velocidade nacional, que ao aderir ao regulamento TCR (Touring Car Racing) abriu a porta a participações internacionais e sobretudo a uma época marcada pelo equilíbrio, que só se decidiu na derradeira jornada do ano.

Após 12 corridas, em que houveram seis vencedores distintos, chegamos ao último fim-de-semana de corridas, com dez pilotos com hipóteses matemáticas de serem campeões.

Nuno Batista e Francisco Carvalho, detinham 213 pontos e por isso partiam com vantagem para as corridas do Estoril. No entanto Francisco Mora, estava apenas a dois pontos, além disso, afirmou-se sempre como um dos homens da frente e que venceu 5 das 12 corridas, com mais destaque na segunda metade da época e apontava-se como a principal oposição à dupla Carvalho/Batista.

Logo a seguir, com menos 15 pontos do que os líderes, aparecia o vice-Campeão Nacional de Velocidade em título, Rafael Lobato, que fazia equipa com César Machado e com menos oito pontos que os homens do Seat estáva o Campeão em título, Francisco Abreu, que fazia equipa com um nome de peso, que depois de anos a disputar corridas além fronteiras, regressou ao Nacional; nada mais nada menos do que o consagrado Manuel Gião, que dividia a condução do Golf, com o madeirense.

José Rodrigues estav no quinto posto, separado por três pontos de Gião e Abreu e era outro potencial vencedor do Campeonato.

Por fim, com hipóteses meramente matemáticas, havia ainda ainda António e José Cabral. Com menos 89 pontos do que os primeiros classificados, só mesmo uma hecatombe entre os primeiros lhes daria o título.

Ora, em termos de título, o único que estava decidido era o dos TCC 2.0, falamos viaturas de troféus de velocidade com 2.000 cc, uma fórmula de participar, com custos mais controlados, mas que permite terminar a época com um título e que poderá ser uma optmia porta de entrada para o CNVT. Tiago Ribeiro e Luís Carneiro eram já os virtuais campeões.

A decisão

Fomos assim chegados à derradeira jornada, e o título estava longe de estar decidido e por isso cada ponto iria ser fundamental para as contas do campeonato.

Francisco Mora assumiu-se como o mais rápido nas qualificações, mas na primeira sessão, ultrapassou um concorrente lento em zona de bandeiras amarelas e dessa forma entregou um ponto de bandeja a Rafael Lobato e a César Machado.

A decisão do Campeonato ficou mais próxima, logo no início da primeira corrida. Francisco Carvalho viu-se envolvido num toque e com a suspensão traseira do Seat bastante danificada, não lhe restava outro caminho, que não fosse o da box. Por seu lado, Francisco Mora ganhou e ficou “mais” na frente do Campeonato.

A segunda corrida de Domingo deixava o título praticamente entregue. Carvalho e Batista não ficavam com o carro pronto a tempo e ficavam fora das contas. Francisco Mora foi segundo e dessa forma ficou com o Campeonato praticamente garantido. Muito bem esteve Gustavo Moura, que venceu a sua primeira corrida no CNV e provou que tendo carro, temos piloto. Além disso Moura foi o sétimo vencedor de corridas na época de 2016.

Não foi necessário esperar pela última corrida para se saber quem seria o Campeão de 2016. Rafael Lobato e César Machado estavam ainda na luta pelo Campeonato, mas Mora venceu e arrumou a questão a seu favor.

Para a última corrida de 2016 ficou a decisão do vice-Campeonato, que acabou por ser favorável a Francisco Abreu e Manuel Gião. Rafael Lobato e Cesar Machado fecharam a época na terceira posição.

Tiago Ribeiro e Luís Soares Carneiro, apesar de terem sido os únicos campeões antecipados da época, não deixaram de estar presentes no Estoril.

A época de 2017 arranca já em 29 e 30 de Abril no circuito do Estoril, com uma prova integrada no programa dos GT Open. A principal novidade deste ano é a realização do Campeonato Ibérico, com novidades para muito em breve.

 

João Bica

 

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