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COLECÇÃO DO MUSEU DO CARAMULO  RECEBE CITROËN DS21 SUPER 5 DE 1973

COLECÇÃO DO MUSEU DO CARAMULO RECEBE CITROËN DS21 SUPER 5 DE 1973

O Museu do Caramulo recebeu mais um extraordinário automóvel para a sua colecção permanente: um Citroën DS21 Super 5 de 1973.

Este automóvel foi um dos mais importantes do século passado, ao lado do famoso Ford T ou do Volkswagen “Carocha”, conjugando a carroçaria aerodinâmica com a tecnologia de ponta, como nenhum outro automóvel havia feito até então, totalizando mais de 1.330.755 unidades vendidas em todo o mundo.

Para Tiago Patrício Gouveia, Director do Museu do Caramulo, “a inclusão deste modelo na colecção do museu é de extrema importância, não só porque reforça os seus atractivos mas também porque comprova o espírito altruísta dos colecionadores de clássicos que assim permitem uma constante renovação da colecção permanente do Museu do Caramulo.

Doado ao museu por José Ramos da Costa, o automóvel já se encontra em exposição no museu, podendo agora ser visto de terça-feira a domingo, durante o horário de expediente do museu.

 

Sobre o Citroën DS21 Super 5 (1973)

Pronunciado “Déesse”, a palavra francesa para Deusa, o DS da Citroën é um dos automóveis mais emblemáticos da sua época.

Sendo a principal inovação tecnológica estreada no modelo DS, o sistema hidropneumático, concebido por André Lefèvre para o DS, utilizava a relação de pressões entre gás e óleo de modo a gerir a suspensão, direção, transmissão e travões. Com um engenhoso sistema de transmissão semiautomático, ao condutor apenas era necessário escolher a mudança, pois o esforço da embraiagem era feito pela pressão de óleo. O amortecimento era garantido por uma esfera contendo gás e óleo separados por uma membrana de borracha, garantindo o amortecimento nos buracos e firmeza do rolamento.

Em 1965 a Citroën apresentou o DS21 e DS19, equipados com motores de quatro cilindros, com 2.175 c.c. (109 cavalos) e 1.985 c.c. (90 cavalos), respetivamente. No caso do DS21 o novo motor era uma evolução significativa em relação ao bloco herdado do Traction Avant, estando equipado com cambota de cinco apoios e sistema Bosch de injeção eletrónica de combustível. Em 1967 o modelo recebeu a sua primeira atualização estética, passando a dispor das duplas óticas integradas e faróis capazes de acompanhar o movimento do volante, proporcionando uma iluminação mais homogénea em curva.

Em 1975, 20 anos após o início da comercialização do DS, a Citroën dava por terminada a produção do modelo, com mais de um milhão de unidades vendidas.

 

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