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Estarão as novas regras a dar os seus frutos? (por Carlos da Silva)

Estarão as novas regras a dar os seus frutos? (por Carlos da Silva)

 

Depois do adeus aos “Split Times” e da menos recentemente alteração regulamentar no que diz respeito a ordem de saída das equipas nos 1.º e 2.º dias de prova, a 50.ª edição do Rally de Portugal marcou simultaneamente o fim de vários “ciclos” ou quiçá o inicio de outro(s)? Ao vencer esta edição do Rally de Portugal e depois de três meses de ausência no mundial, Kris Meeke assinou em Portugal o seu segundo sucesso no WRC, pondo fim a um conjunto de circunstancialismos estabelecidos já há alguns anos.

Com a sua vitória, o piloto da Irlanda do Norte é o quarto piloto a vencer uma prova do mundial em 2016, depois de Sébastien Ogier (Monte Carlo e na Suécia), Jari-Matti Latvala (México) e Hayden Paddon ( Argentina). Em suma: quatro vencedores diferentes em quatro ralis consecutivos, situação que já não se assistia desde 2011: Mikko Hirvonen (Austrália), Sebastien Ogier (França), Sebastien Loeb (Espanha) e Jari-Matti Latvala (Grã-Bretanha)!

Com a vitória de um Citroen (que relembre-se esta época não está oficialmente representada) são três os carros de diferentes marcas vitoriosas em três ralis consecutivos, facto este que já não acontecia no WRC à cerca de dez anos ( 2005), a saber: Marcus Grönholm na Finlândia (Peugeot 307 WRC); Sébastien Loeb na Alemanha (Citroën Xsara WRC) e Petter Solberg em Gales(Subaru Impreza WRC).

A Volkswagen saiu de Portugal com a sua pior série” de sempre desde que em 2013 estreou o seu Volkswagen Polo R WRC, não vencendo as duas ultimas duas provas (Argentina e Portugal).

“Confinado” ao papel de “abridor de luxo”, e em seguida vítima de “pelo menos” um furo, Ogier “conquistou” em Portugal a terceira posição (mesmo assim, reforçando ainda mais a sua posição na liderança do campeonato…), a sua pior classificação no WRC (sem se “socorrer das regras do Rally 2) desde o Rally da Suecia em 2014…

Segue-se o Rally da Sardenha (pisos de terra) onde Ogier voltará a abrir a estrada, seguindo-se-lhe nas especiais Mikkelsen e Osterg. Com a ausência de Meeke, Hayden Paddon, Sordo e Latvala, serão respectivamente 4.º; 5.º e 6.º a ir para a estrada, com Neuville – que não foi novamente nomeado para marcar pontos para a Hyundai, a ser “apenas” o oitavo o que numa prova que tem no seu primeiro dia 102.86 kms em especiais e 177.70 kms no segundo (apenas 41.76 km no domingo) adivinha-se certamente algumas (novas) surpresas… .

Photo Credits: © Copyright Kris Meeke.com

 

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