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Fábio Mota com  temporada intensa e muito positiva

Fábio Mota com temporada intensa e muito positiva

Fábio Mota estreou-se este ano na Taça Europeia FIA de Carros de Turismo e apesar das novidades e das contrariedades, impressionou o paddock, realizando um balanço positivo.

Quando decidiste ingressar da Taça Europeia FIA de Carros de Turismo, esperavas um nível tão elevado?

Fábio Mota: “A Clio Cup España, que disputei em 2014 e 2015, tinha já um nível muito elevado, com pilotos que disputavam os triunfos na Eurocup e na SEAT Leon Eurocup, mas o ETCC representou mais um degrau. Os pilotos são muito fortes, como demonstram, por exemplo, os excelentes resultados do Petr Fulín no TCR International Series com um carro que está ainda em desenvolvimento. Para além disso, tive que aprender praticamente todos os circuitos o que dificultou toda a minha tarefa. Em Paul Ricard tive o primeiro embate, mas na prova seguinte, no Slovakia Ring, já estava completamente adaptado e capaz de me bater por bons resultados, como prova o pódio que conquistei.”

Que balanço fazes da tua temporada de estreia na Taça Europeia FIA de Carros de Turismo?

Fábio Mota: “Quando decidi optar por este projecto sabia que teria um enorme desafio pela frente, um dos maiores da minha carreira, e tinha como objectivo prioritário bater-me com alguns dos melhores pilotos europeus de carros de Turismo e situar-me perante eles. Penso que esse objectivo foi amplamente alcançado – hoje sou um piloto mais completo, mais forte e ainda mais rápido. Estive consistentemente na luta pelos cinco melhores lugares, apesar de não ter um carro tão actualizado como a maior parte dos meus adversários, tendo conquistado um pódio logo no segundo evento. No entanto, tivemos alguns azares, fomos envolvidos em incidentes sem que para eles contribuíssemos, o que acabou por nos penalizar na classificação do campeonato. No entanto, o balanço é francamente positivo, uma vez que ganhei um capital de experiência que será muito útil para o futuro. Foi uma época intensa e quero agradecer aos meus patrocinadores, família, amigos e fãs pelo apoio incrível que me deram ao longo do ano.”

Qual foi o ponto alto da tua temporada?

Fábio Mota: “A escolha óbvia seria o pódio no Slovakiaring. Contudo, a minha escolha acaba por ser Vila Real. Cheguei à nossa prova confiante de que poderia lutar pelas vitórias e pela pole-position e desde os treinos-livres que mostrei um ritmo muito forte. Na qualificação estive na luta pela pole e, honestamente, penso que a poderia conquistar. No entanto, o meu acidente na qualificação devido a uma falha de travões, acabou por virar todo o fim-de-semana do avesso. A Lema Racing mostrou uma postura irrepreensível, trabalhando incessantemente para que pudesse ter o carro pronto para a corrida de domingo e o espírito de sacrifício de todos os seus membros deixou-me muito sensibilizado. Na primeira corrida tive um toque quando tentava ascender ao terceiro posto e a equipa voltou a responder de uma forma notável, permitindo-me alinhar na grelha de partida para a segunda prova e alcançar o quarto posto, depois de arrancar de último. Foi um fim-de-semana intenso em que senti que, apesar de todas as contrariedades, todos nós estávamos a remar para o mesmo lado. Para além disso, senti um enorme apoio da parte do público de Vila Real, o que foi fantástico.”

Qual foi o momento mais difícil da tua temporada?

Fábio Mota: “O momento mais difícil acabou também por ser vivido em Vila Real! A falha de travões quando estava a discutir a pole-position foi frustrante. Penso que tinha andamento para arrancar do primeiro lugar da grelha de partida e perder essa possibilidade devido a uma questão técnica foi, evidentemente, difícil. Ainda assim, conseguimos ultrapassar as contrariedades e estar na luta pelos lugares do pódio.”

Quais são os teus planos para o futuro?

Fábio Mota: “A minha entrada no ETCC passava por um projecto de dois anos, fazendo parte dos meus planos continuar em 2017. É evidente que os meus objectivos serão mais ambiciosos nesta segunda temporada, pretendendo correr em condições semelhantes às dos pilotos que este ano lutaram pelo ceptro. As prestações que protagonizei impressionaram diversas equipas do paddock que me fizeram propostas bastante tentadoras. Porém, a Lema Racing, que tem vindo a fazer um trabalho extraordinário, continua a ser a minha solução prioritária, mas vamos analisar todas opções cuidadosamente. Contudo, temos também que garantir o orçamento necessário que, para podermos lutar pelo título de 2017, será mais elevado. É nisto que estamos a trabalhar presentemente e esperamos conseguir garantir o budget que consideramos necessário.”

 

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