Sexta-feira , Setembro 22 2017
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Francisco Mora em maré de azar

Francisco Mora em maré de azar

Francisco Mora foi um dos protagonistas da primeira jornada do Campeonato Nacional de Velocidade Turismos, disputada este fim-de-semana em Braga

Sempre rápido e consistente, Mora afirmou-se logo nos treinos. Na primeira sessão de qualificação fez a segunda marca a 198 milésimas da pole-position e na qualificação para a segunda grelha terminou com o melhor tempo e, portanto, com a pole.

“A qualificação correu-nos muito bem. Em ambas ficamos na primeira linha da grelha de partida e só foi pena que na primeira tenha apanhado a pista um bocadinho mais húmida do que estava a contar… e faltou-me um bocadinho.”

Na primeira corrida, Mora andou sempre a lutar pelos lugares da frente. A fase final da corrida foi espectacular e quando tentava manter o segundo posto “fiquei com pouca pressão de gasolina, o carro falhou e foi o suficiente para perder um lugar.”

E se a sorte não sorriu na primeira corrida, foi ainda pior na segunda. “Não fiz mais do que uns cem metros. Arranquei mal, a embraiagem patinou e fiquei um bocadinho parado, foi o suficiente ser abalroado por um adversário, que tentou meter um carro onde não cabia. Ficamos com a direcção danificada e já não deu para continuar.”

Domingo de manhã Francisco Mora parte da primeira posição da grelha de partida, mas “mais uma vez a embraiagem falhou o carro foi abaixo e fiquei parado na grelha. Fiquei em último…”

A partir desse momento o objectivo era retomar uma posição na dianteira e o piloto nortenho encetou a recuperação, naquela que foi talvez a melhor corrida da sua carreira. “Sabia que tinha o carro em boas condições e que podia ser rápido. Acho que o segredo para a recuperação foi não perder muito tempo a ultrapassar os concorrentes mais lentos. Entretanto, na parte de trás do circuito apanhei o Honda que tentou defender a posição. Nós estávamos mais rápidos, meti o carro e ele fechou, não consegui evitar o toque, são situações de corrida.”

Sempre rápido, Mora seguiu para a bandeirada final e venceu.

Na segunda corrida do dia, a quarta do fim-de-semana, o problema de embraiagem voltou a prejudicar a partida de Francisco Mora, depois foi mais uma corrida espectacular, mas mais uma vez a má sorte bateu à porta o Seat Leon TCR: “Estava em primeiro e tinha a corrida aparentemente ganha. Mas o carro começou a aquecer muito e ví que não ia dar para terminar. “

Mora seguiu para a box, onde foi detectado o problema que esteve na origem do sobreaquecimento: o radiador danificado ditou o abandono.

Mas a maré de má sorte não ficou par aqui. Mora foi chamado ao colégio de comissários, onde foi informado de que seria penalizado em 30 segundos, devido ao toque na prova anterior. “Foi um toque normal de corrida. Ontem aconteceu-me a mim e estes toques fortuitos fazem parte da competição… Não entendo esta penalização… Hoje, não é mesmo o meu dia!” Rematou o piloto, que pela segunda vez no mesmo dia, viu uma vitória quase certa, escapar entre os dedos.

 

Photo:Nuno Organista

 

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