Quinta-feira , Setembro 21 2017
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Grand Prix Historique de Pau com final emocionante

Grand Prix Historique de Pau com final emocionante

 

 

 

 

  • Triunfo britânico após duelo épico com Cazalot. Raro Ginetta G10 sobe ao lugar mais alto do pódio.
  • Francisco Albuquerque dominou a categoria H65.
  • Temperaturas elevadas criaram desafio adicional às equipas
  • Corrida intensa perante cerca de 15 mil pessoas nas bancadas e no paddock.

 

 

A Iberian Historic Endurance teve um evento épico no especial circuito citadino de Pau, no sopé dos Pirinéus franceses. Na edição deste ano, a corrida que homenageia as grandes competições de resistência do passado foi um espectáculo com indefinição até praticamente à última volta e em que James Guess venceu com o raríssimo Ginetta G10.

 

A corrida do Historic Endurance integrada no rico e preenchido programa do Grand Prix Historique de Pau foi um excelente exemplo do que representa esta prova no mundo da competição automóvel e a vitalidade da competição ibérica. Muitos e importantes modelos clássicos esgotaram a grelha de partida e centraram as atenções do público que encheu as bancadas do circuito francês.

 

Depois de um dia em que os treinos cronometrados foram o ponto alto, as expectativas eram elevadas para a corrida. O Porsche de Raoux, que tinha estabelecido a melhor marca, foi relegado para o último lugar depois de ter falhado o controlo de peso após a qualificação. A sair de último, perdeu a oportunidade de lutar pela vitória, tal o nível competitivo da corrida. Logo após o arranque, cedo se percebeu que Guess queria ganhar. Florent Cazalot, que já nos cronometrados se tinha mostrado competitivo, tentou assumir o comando para repetir o triunfo alcançado em 2016. Mas o piloto do Ginetta, que tinha corrido pela última vez em Goodwood, foi mais lesto e passou para a frente. Com o Lotus 7 sempre a pressionar, ambos protagonizaram um duelo secundado por vários despiques intensos. Ao fim de 40 minutos, Cazalot cometeu um erro que o fez cair de segundo para quarto.

 

Quem aproveitou foi Guess, bem como Francisco Albuquerque e Damien Kohler. A formação inglesa foi a primeira a ver a bandeirada de xadrez, enquanto o piloto português levou o Lotus Elan à vitória nos H65. Já o piloto do Diva F10 deixaria que Cazalot ainda subisse a terceiro. Foram várias as lutas no pelotão, mas o destaque vai para a riqueza da corrida, com sete marcas diferentes a ocuparem os dez primeiros lugares de uma hipotética classificação absoluta.

 

Antonio Cubero, com o potente Porsche 911 Carrera 3.0 RS, foi quinto e venceu os H76, enquanto Eric Martin, também em Porsche, foi o melhor dos H71. Destaque para o Index de Performance que, à semelhança do que já tinha acontecido na qualificação, foi ganho pelo icónico e atraente Abarth 750 Zagato.

 

Entre os portugueses, destaque para Francisco Pinto. O piloto do BMW 2002 foi segundo entre os H71, enquanto José Carvalhosa e Piero Dal Maso tiveram uma prestação digna na categoria com o seu Porsche 911-S SWB. Miguel Vaz também foi uma das figuras da corrida, devido ao bom desempenho entre os muitos 1300 presentes. Nota ainda para Miguel Ferreira que não fosse o abandono, tinha alcançado um resultado entre os cinco primeiros da classe.

 

“O circuito e a vila de Pau são sempre palco de corridas surpreendentes. Depois de do mau tempo do ano passado, esta época fomos agraciados com bom tempo. Até com temperaturas excessivas. Tivemos uma corrida empolgante e com a vitória de mais uma equipa e modelo diferentes, o Ginetta G10, directamente para o wall of fame da competição. Isto demonstra a abrangência do Historic Endurance e que os carros de H1965, com pneus históricos, continuam super competitivos”, afirmou o responsável pela organização, Diogo Ferrão.

 

O Iberian Historic Endurance volta às pistas já no final do próximo mês, onde se espera outra casa cheia desta vez no melhor circuito do mundo, Spa-Francochamp.

 

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