Quarta-feira , Agosto 23 2017
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GRANDE ANIMAÇÃO E COMPETIÇÃO NO REGRESSO DA VELOCIDADE NACIONAL A VILA REAL

GRANDE ANIMAÇÃO E COMPETIÇÃO NO REGRESSO DA VELOCIDADE NACIONAL A VILA REAL

A Velocidade Nacional invadiu as ruas de Vila Real, capital transmontana que recebeu de novo, quatro anos depois, os grandes especialistas em provas de circuitos, participantes nos Campeonatos Nacionais ou na grande diversidade de troféus que integram o Calendário Nacional em 2014.

Este era um regresso prometido por todos os “quadrantes” dos desportivos aos políticos. A cidade transmontana recebe assim de braços abertos um dos eventos que a colocam em destaque no mundo inteiro, já com tradições cimentadas em décadas sempre marcantes e prestigiantes.

Com um horário apertado, limitado pela condicionante imposta pelos organizadores, de efetuar tudo em dois dias apenas, o 44o Circuito de Vila Real recebe este ano mais de 200 equipas e pilotos, divididos por oito categorias; CNV, CNCC, CNCC 1300, LCC, CSS, SSS, SUPER 7 BY KIA, ABARTH e DESAFIO ÚNICO, categorias cuja evolução em pista iremos acompanhar a par e passo durante dois intensos dias, em que se espera muita competição pela conquista de um dos mais cobiçados troféus do ano.

Hoje, Sábado, foi dia de treinos, mas também das primeiras corridas, nada menos do que cinco. No CNV o triunfo foi para Pedro Salvador e Carlos Vieira, entre os homens do Desafio Único os primeiros louros foram para Luís e Raúl Delgado nos Alfa Romeu e André Martins e José Monteiro nos Punto, nos Super 7 by Kia, Hugo Araújo foi o vencedor, nos Abarth 500, ganhou Manuel Pedro Fernandes e finalmente entre os Single Seaters, o primeiro a cortar a meta foi Gonçalo Inácio ainda que tenha havido muitos outros vencedores, já que para este troféu a classificação geral não é importante.

Muitos problemas de cronometragem e de comunicações dos resultados, fizeram com que de alguma forma o dia – que desportivamente até correu bem e quase cumprindo os horários estabelecidos – ficasse ensombrado pela falta de eficácia dos serviços. A ausência de live – timing – prometido pelos organizadores na semana anterior à prova – é uma falta grave, que deveria ser acautelada por quem de direito.

CAMPEONATO NACIONAL DE VELOCIDADE

O warm up do Campeonato Nacional de Velocidade abriu o programa do 44o Circuito de Vila Real. Esta sessão serviu apenas para os pilotos terem um primeiro contacto com a pista antes das duas sessões de qualificação que decorreram ao final da manhã. Na primeira Gonçalo Araújo foi o mais rápido, colocando o Norma na pole position batendo Pedro Salvador e José Pedro Fontes. Na segunda sessão, foi a vez de Carlos Vieira assinar a melhor marca, o que lhe permite largar amanhã para a segunda corrida da pole position, cabendo nesta sessão a Stefano del Val, o dominador da jornada de abertura em Braga, o segundo tempo.

A corrida deste Sábado ficou marcada pelo aparecimento da chuva que causou naturais dificuldades aos pilotos. No momento do arranque Gonçalo Araújo fez valer a pole position e ficou no comando, levando atrás de si Pedro Salvador. O duo da frente rapidamente ganhou vantagem, enquanto mais para trás, na primeira abordagem à chicane da descida de Mateus, José Pedro Fontes falha a travagem e sai de frente danificando a asa dianteira e o fundo plano, sendo obrigado a abandonar.

Na luta pela vitória Gonçalo Araújo foi dominando a corrida até ao momento em que cometeu um erro na entrada do circuito antigo, na dobragem a um piloto mais lento, acabando por sair de frente, deu um toque no rail e teve de desistir. “Arrancámos bem e rapidamente ganhámos vantagem para o resto da concorrência. Nunca deixei a diferença crescer, mas sempre que me chegava mais próximo perdia apoio na frente. O momento mais difícil da corrida acabou por ser quando a chuva apareceu, pois não foi fácil perceber onde havia aderência ou não. Não forcei a ultrapassagem, mas o Gonçalo acabou por ter possivelmente uma falha de concentração e bateu na entrada do circuito antigo e com isso fiquei na frente” explicou Pedro Salvador. Desta vez sem a companhia de César Campaniço, Francisco Abreu fez uma excelente corrida e terminou no segundo lugar, ao passo que o Radical de Rafael Lobato e Armando Parente fechou o pódio.

CAMPEONATO NACIONAL DE CLASSICOS CIRCUITOS

O Campeonato Nacional de Clássicos teve à partida para os treinos cronometrados 33, sendo por isso o pelotão mais numeroso do fim-de-semana. Luís Barros foi o mais rápido com o Escort RS 1600, mas a vantagem para o Capri de António Nogueira foi de apenas 97 milésimos, o que deixa antever animada luta para as duas corridas de amanhã. João Macedo Silva no Porsche foi o terceiro, mas já a mais de um segundo.

Já no que diz respeito aos Clássicos 1300, Vítor Araújo com o Datsun 1200 foi de longe o mais forte, conseguindo deixar Fernando Carneiro em Mini a mais de seis segundos e tendo alcançado o quinto tempo absoluto. Gonçalo Gomes ficou com a terceira marca entre os 1300.

LEGENDS CLASSIC CUP

O dia de Domingo vai abrir com a primeira corrida da Legend Cup. Mas os pilotos tiveram já neste Sábado um primeiro contacto com a pista transmontana, com Rui Costa no Toyota Carina E a assinar a melhor marca, deixando o segundo classificado, Luís Sousa num BMW M3, a quase um segundo. Edgar Florindo foi o terceiro, num treino que ficou marcado pela ausência dos dois Ford Sierra RS 500 de Luís Barros e João Novo.

SUPER 7 BY KIA

Os treinos cronometrados dos Super 7 by KIA, colocaram os três primeiros separados por pouco mais de meio segundo, o que deixava aberta a porta para uma interessante batalha na luta pela vitória pela primeira corrida do fim-de-semana nesta competição, com Nuno Carvalho, João Batista e Hugo Araújo a serem os protagonistas.

E foi isso mesmo que aconteceu. A luta a três perdeu um protagonista, quando João Batista deu um toque logo na fase inicial da corrida, mas ganhou outro, com a chegada de Ricardo Megre ao grupo da frente, ele que tinha apenas largado de sexto devido a algumas dificuldades nos treinos. Esta foi a mais espectacular corrida do dia, com os Carvalho e Araújo a trocarem várias vezes de posição, a última delas já na derradeira volta. “É difícil expressar o que sinto”, começou por dizer o vencedor Hugo Araújo. “Depois de dois anos a tentar manter-me aqui, ganhar pela primeira vez, e logo em Vila Real, é espectacular. Quero agradecer à CRM e aos mecânicos pelo carro que estava fantástico.

A luta foi até ao fim. Trocámos várias vezes de posição e deixei o ataque final para o último local possível”, acrescentou.

CLASSIC SUPER STOCK

Entre os pilotos dos Classic Super Stock o mais rápido na sessão de qualificação foi Rui Azevedo, que com o Ford Escort RS 2000 dominou toda a concorrência e naturalmente a sua categoria, a E4. Numa competição que vive sobretudo das lutas à classe, Alexandre Nogueira foi o mais forte entre os pilotos da E3, Paulo Duarte dominou na D4, Fernando Mayer Gaspar assinou a melhor volta entre os homens da C2, Manuel Cabral Menezes superiorizou-se nos F3, nos D2 melhor tempo para Miguel Ribeiro, João Andrade foi o mais rápido nos C4, José Mota colocou o Jaguar XJS no topo dos F4 e finalmente António Veiga Lopes ficou com o melhor registo nos C3. Este Domingo têm lugar as duas corridas, com a nota de destaque a ir para a participação do Presidente da FPAK, Manuel Mello Breyner.

SINGLE SEATER SERIES

Os Single Seater encerraram o programa do primeiro dia do Circuito de Vila Real com uma corrida de 20 minutos. Antes, durante a qualificação, Tiago Marques foi o mais rápido, na frente de Jorge Borges e Gonçalo Inácio. Manuel Mello Breyner foi o melhor da categoria Tuga, João Paulo Matos o mais rápido entre os FK70 e Fernando Gaspar ficou na frente dos FK80.

Para a corrida Tiago Marques e Gonçalo Inácio protagonizaram um interessante duelo, embora sem trocas de posições. A duas voltas do fim, numa altura em que se preparava para um concorrente atrasado, Marques o piloto mais lento fechar a porta. Foi obrigado a travar e com isso Inácio aproveitou para subir ao primeiro lugar, posição que manteria até ao final. “Foi difícil. Num circuito citadino não é fácil ultrapassar e eu e o Tiago estávamos com um andamento igual. Por essa razão fiquei à espera de um eventual erro dele. Acabou por acontecer, não dele, mas de um piloto atrasado. Eu acabei por aproveitar e depois forcei o ritmo para não ser surpreendido. Esta é uma pista de muito coração e amanhã será outra vez uma corrida difícil”, rematou Gonçalo Inácio. O pódio foi encerrado por Tiago Raposo de Magalhães.

João Paulo Matos foi sexto da geral, mas venceu entre os concorrentes da classe FK70, Manuel Mello Breyner foi o mais forte entre os Tuga e Fernando Gaspar ganhou nos FK80.

TROFÉU ABARTH 500

Para os pilotos do Troféu Abarth o programa na capital transmontana arrancou por volta das 10 da manhã, com as duas sessões de treinos cronometrados. Na primeira o mais rápido foi Manuel Pedro Fernandes, enquanto na segunda foi Francisco Carvalho. Mas o prato forte deste Sábado estava marcado para as 18h20, com a realização da primeira corrida.

Contrariando o ditado que diz que “santos da casa não fazem milagres”, Manuel Pedro Fernandes dominou em absoluto a primeira corrida do fim-de-semana do Troféu Abarth. Apesar de uma passagem de caixa falhada logo a seguir ao arranque, o piloto vila realense assumiu pouco depois o comando, numa ultrapassagem algo “optimista” a Nuno Cardoso. A partir daí foi aumentando a vantagem até ver a bandeira xadrez. “Pareceu fácil. Falhei uma passagem de caixa e com isso o Nuno Cardoso passou. Depois eu consegui recuperar o primeiro lugar e fui aumentando o avanço.

A dificuldade muitas vezes neste tipo de corridas é conseguir manter a concentração. Amanhã acredito que vá ser mais difícil, até porque o lote de pilotos amanhã é um pouco mais forte”, afirmou Manuel Pedro Fernandes.

Depois de ser passado por Fernandes, Nuno Cardoso conseguiu abrir alguma vantagem para António Costa, que acabou por se esfumar quando a chuva apareceu, mas o vencedor do Troféu em 2013 garantiu mesmo a segunda posição, na frente de António Costa.

CHALLENGE DESAFIO ÚNICO

Os pilotos do Desafio Único foram os primeiros a fazerem-se à pista para as sessões de qualificação. Na primeira, Marcos Teixeira foi o mais rápido na corrida dos Alfa Romeu, ao passo que Tiago Vilela fez o mesmo para a prova destinada aos Fiat Punto. Na segunda sessão foram Raúl Delgado e Carlos Rodrigues os melhores entre os Alfa 156 e os Punto, respetivamente.

Mas o programa do dia para os concorrentes do Challenge Desafio Único englobava ainda uma corrida de 40 minutos.

Entre os homens dos Alfa Romeu, a vitória foi para os irmãos Luís e Raúl Delgado que arrancaram apenas de quinto, mas que aos poucos foram subindo na tabela. No primeiro turno Luís Delgado ganhou dois lugares e o irmão Raúl fez o mesmo no segundo, mas beneficiou do abandono de um dos adversários, acabando por ganhar com alguma margem de conforto. “A prova correu-nos bem. Na primeira volta da descida de Mateus passei logo um dos adversários e depois o Tiago Mesquita.

Entreguei o carro no terceiro lugar e o meu irmão terminou a tarefa”, explicou Luís Delgado. “No meu turno ganhei mais um lugar, mas aproveitei depois do abandono de um adversário e naturalmente estamos muito contentes com esta vitória”, finalizou Raúl.

Sérgio e David Saraiva ficaram com o segundo degrau do pódio, enquanto Tiago e Hugo Mesquita fecharam o pódio, numa corrida encurtada devido a um acidente.

No que diz respeito aos Fiat Punto, André Martins e José Monteiro emergiram no final como vencedores, depois de na fase inicial outras equipas terem passado pelo comando da corrida. João Martins e António Ferreira concluiram a primeira corrida em Vila Real no segundo posto, deixando o derradeiro degrau do pódio para Bernardo Maia e Gonçalo Rodrigues.

 

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