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Gustavo Moura mostrou qualidade para rodar entre os melhores

Gustavo Moura mostrou qualidade para rodar entre os melhores

Depois de se ter sagrado o Vencedor do Desafio Único – FEUP3 2015, Gustavo Moura deu o salto para o Campeonato Nacional de Velocidade de Turismo este ano com a Ventilações Moura Laser e provou ter o seu espaço na principal competição de pista Portuguesa ao garantir um pódio e um triunfo, assegurado no Estoril.

Em 2016 realizaste a tua sexta temporada de automobilismo de pista e ascendeste à mais importante competição nacional da disciplina. Adaptaste-te bem e o que achas do nível competitivo do Campeonato Nacional de Velocidade de Turismo?

Gustavo Moura: “Mal dá para acreditar que foi há apenas cinco anos que comecei a minha carreira na velocidade, mas de facto a minha primeira época foi a de 2011. Foram cinco temporadas no Desafio Único, que culminaram com o título de 2015, que me prepararam muito bem para ascender ao Campeonato Nacional de Velocidade de Turismo. É evidente que o nível é mais elevado, tem pilotos consagrados e jovens pilotos que passaram pelo karting e monolugares, o que me deixava seguro de que teria um grande desafio pela frente. No entanto, penso que progredi durante a temporada e mostrei que posso estar entre os mais rápidos, como o prova a vitória que conquistei no Autódromo do Estoril.”

Que balanço fazes da tua época de estreia no Campeonato Nacional de Velocidade de Turismo?

Gustavo Moura: “Sabia que seria uma temporada difícil, uma vez que, muito embora conhecesse todos os circuitos, era uma competição completamente nova para mim. Para além disso, teríamos um carro completamente novo, que poderia trazer algumas dificuldades. Portanto, esperávamos uma época exigente. Apesar do nosso projecto ter sido alvo de uma reformulação completa, penso que consegui evoluir e mostrar que tinha velocidade para me bater de igual para igual na mais importante competição de pista portuguesa.”

Qual foi o ponto alto da tua temporada?

Gustavo Moura: “A resposta a essa pergunta é muito simples – a vitória na segunda corrida do Autódromo do Estoril. A pista estava muito difícil, com algumas zonas muito húmidas e outras mais secas, um terreno propício a erros. No entanto, depois de saltar para o comando no arranque, consegui manter um ritmo muito forte, abrir uma vantagem para os meus perseguidores e gerir a tentativa de aproximação do Francisco Mora, que viria a sagrar-se Campeão nesse dia. Eu sabia que, nas condições certas, tinha andamento para me impor no CNVT e isso ficou provado nesta corrida. Foi também uma forma de agradecer à minha família, amigos e patrocinadores o apoio que me deram ao longo de toda a temporada.”

Qual foi o momento mais difícil da tua temporada?

Gustavo Moura: “Houve alguns momentos complicados ao longo da época. Vila Real foi uma prova que, depois de muita expectativa com um novo carro, acabou por ser desapontante. Mas julgo que o momento em que tivemos que alterar todo o projecto e colocar de parte o carro com o qual tencionávamos realizar o campeonato foi o mais difícil. Tínhamos grandes expectativas no automóvel, mas acabámos por ter que decidir por outra opção devido a dificuldades de diversa ordem. Contudo, senti sempre o apoio de toda a estrutura da Ventilações Moura Laser e dos seus patrocinadores para ultrapassar estas dificuldades e julgo que acabámos por realizar opção correcta.”

Quais são os teus planos para o futuro? Gustavo Moura: “Os planos passam por prosseguir nos carros de Turismo com um TCR. Temos diversas ofertas de equipas para vários campeonatos, opções que estamos a analisar cuidadosamente. Neste momento é ainda muito cedo para tomar decisões, depois de avaliarmos todas as possibilidades, vamos reunir com os nossos patrocinadores e tomar uma decisão em linha com as necessidades deles.”

 

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