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Haas F1 Team ambiciona bom resultado no Bahrein

Haas F1 Team ambiciona bom resultado no Bahrein

Depois de garantir o seu melhor lugar na grelha de partida a 25 de Março, no Grande Prémio que abriu a temporada, o da Austrália, a Haas F1 Team vai para a terceira prova do Campeonato do Mundo FIA de Fórmula 1, o Grande Prémio do Bahrein que se realiza no Circuito Internacional do Bahrein, em Sakhir, para superar o seu melhor resultado em corrida.

 

No Grande Prémio do Bahrein do ano passado, o piloto da Haas F1 Team Romain Grosjean terminou num impressionante quinto lugar, melhorando numa posição o resultado de estreia da equipa americana, que tinha terminando em sexto o Grande Prémio da Austrália. Desde que a Shadow Racing – outra equipa americana – se estreara em 1973 com dois resultados nos pontos alcançados pelo californiano George Follmer que uma equipa não conseguia duas classificações nos seis primeiros nas suas duas primeiras corridas.

 

Os dois resultados seguidos nos pontos levantaram muitos olhares no paddock e legitimou a Haas F1 Team como uma verdadeira equipa de Fórmula 1. Mas num desporto que se move a alva-velocidade, tudo se passa muito rapidamente. Com duas corridas disputadas na sua segunda temporada e vinte e três na sua história, aquele quinto lugar conquistado no deserto continua a ser a marca de água da Haas F1 Team.

 

Agora a série que cruza o globo regressa ao Bahrein depois de um bom Grande Prémio da China, em Xangai.

 

Depois de ter sofrido uma dupla desistência na Austrália, a Haas F1 Team recuperou bem, conquistando pontos na China. O novo piloto da equipa, Kevin Magnussen, liderou a equipa rumo a um bom oitavo lugar e Grosjean protagonizou uma boa recuperação, terminando em décimo primeiro depois de arrancar de décimo nono. Os quatro pontos conquistados por Magnussen colocou a Haas F1 Team no sétimo posto do Campeonato de Construtores, a quatro pontos da sexta classificada, a Williams, e com quatro pontos de vantagem para a Renault, Sauber e McLaren.

 

Será o Bahrein palco de mais pontos, tal como aconteceu no ano passado? A Haas F1 Team crê que sim, seguramente, uma vez que os seus pilotos andam bem na pista de 5,412 quilómetros e 15 curvas.

 

Grosjean marcou pontos em quatro das cinco ocasiões em que participou no Grande Prémio do Bahrein. O seu melhor resultado foi o terceiro lugar, conquistado por duas vezes consecutivamente em 2012 e 2013, tendo sido o de 2012 o seu primeiro pódio na Fórmula 1. Grosjean terminou a corrida de 2015 em sétimo e, claro em quinto no ano passado.

 

Magnussen realizou a prova de Fórmula 1 do Bahrein por duas vezes – uma em 2014 pela McLaren e outra pela Renault, em 2016, terminando no décimo primeiro lugar, à beira dos pontos.

 

Mas para além dos resultados de ambos os pilotos no Bahrein é a capacidade colectiva de ambos em ganhar posições, independentemente das suas posições na grelha de partida. Em cada uma das performances que levaram Grosjean ao pódio, ele arrancou de sétimo e décimo primeiro, respectivamente. De facto, em todas as corridas de Fórmula 1 que realizou no Bahrein, Grosjean foi capaz de ultrapassar e avançar, ganhando vinte e três posições no total. Magnussen provou, igualmente, ser capaz de se impor aos seus adversários no Bahrein, uma vez que no ano passado foi de vigésimo segundo a décimo primeiro.

 

A possibilidade de ultrapassagens no Bahrein advém das generosas escapatórias, o que permite aos pilotos atacarem sem a consequência de ir contra um muro. Uma largura de pista substancial oferece, igualmente, aos pilotos diversas opções quando atacam, uma vez que há muito asfalto para pisar enquanto perseguem a sua presa.

 

Mas todas as pistas têm limites, independentemente do asfalto disponível, e em 2017 esses limites podem ser encontrados de forma abrupta.

 

Os pneus da Pirelli significativamente mais largos, sessenta milímetros à frente e oitenta milímetros atrás, trouxe alterações profundas ao comportamento dos carros. Um aumento de vinte e cinco porcento relativamente a 2016 trouxeram os pneumáticos da frente para os trezentos e cinco milímetros e os traseiros para os quatrocentos e cinco, o que significa que o equilíbrio para realizar a trajectória mais rápida de uma curva sem entrar em pião está agora no fio da navalha. A quantidade que o carro pode escorregar é muito limitada. A perda de aderência é repentina, o que torna complicado apanhar o carro.

 

“Os pneus conseguem escorregar de uma certa forma, mas assim que se ultrapassa essa fronteira, perde-se todo o apoio aerodinâmico”, disse Grosjean. “O apoio aerodinâmico é elevadíssimo, portanto, a sua perda é maior. Quando acaba, acaba mesmo”.

 

Para além disso, o Circuito Internacional do Bahrein está situado no meio do deserto. A areia pode ser um problema – para o nível de aderência da pista e para a performance do carro, com os filtros do motor a serem verificados com maior regularidade.

 

É um ambiente exigente que muitas vezes evidencia a determinação dos pilotos e das equipas, como foi demonstrado pela Haas F1 Team e pelos seus pilotos. Com a Fórmula 1 a regressar ao Bahrein, Grosjean e Magnussen estão entusiasmados com as oportunidades que podem assegurar em Sakhir.

 

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