Quarta-feira , Setembro 20 2017
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Joaquim Teixeira e as rampas transmontanas que encerram o Campeonato Nacional de Montanha

Joaquim Teixeira e as rampas transmontanas que encerram o Campeonato Nacional de Montanha

Joaquim Teixeira e as rampas transmontanas que encerram o CNM: “Os autarcas da região sabem que este é um dos melhores campeonatos nacionais”

O Campeonato Nacional de Montanha / Valvoline terá a sua fase final totalmente disputada no distrito de Vila Real, com a primeira de três provas transmontanas a ser realizada já no próximo fim-de-semana, na regressada Rampa da Senhora da Graça.

Sendo um dos pilotos mais conceituados e experientes do panorama da Montanha, Joaquim Teixeira tem uma perspectiva priveligiada sobre o regresso da Rampa da Senhora da Graça ao Campeonato Nacional. “A Senhora da Graça disputou-se durante vários anos e cheguei a participar nela de Toyota Starlet, de Renault Megane e de Renault Clio. O último ano em que se realizou foi em 2005, organizada pelo TARGA, prova onde corri ao volante de um Renault Clio RS 2.0 ex-troféu. Esta prova era uma das mais seguras do campeonato e embora fosse tivesse condições naturais para ser uma rampa muito rápido, não o era devido à quantidade de chicanes que as organizações colocavam e que, do meu ponto de vista, eram desnecessárias, exceto a da reta inicial. Cheguei a disputar esta rampa com três partidas em locais diferentes; o traçado mais longo tinha a partida no local onde se vai realizar este ano, o segundo local de  partida era na reta onde agora vai ser colocada uma chicane, e no último ano era no fim da segunda curva à esquerda após a reta grande, onde tem o cruzamento para a pedreira”, recorda o piloto da Bompiso.

Em termos desportivos, Joaquim Teixeira não desiste da luta pelo título da Categoria 4, ocupando nesta altura a 2ª posição do campeonato mas com hipóteses de reverter a situação nas últimas três provas da época, na Senhora da Graça, em Murça e Boticas. “Espero conseguir lutar pelo primeiro lugar da minha categoria e o melhor lugar possível a nível da geral. Sei que não vai ser fácil porque a concorrência também tem argumentos de peso, ao contrário do que se apregoava antes do CNM começar. A Categoria 4 neste momento tem viaturas muito potentes além da minha, e os meus adversários estão com um ritmo bastante elevado. Como sou um otimista por natureza, enquanto a matemática me permitir eu lutarei pelo título. Sei que a diferença pontual é muito grande e em condições normais é quase impossível reverter a situação. Neste momento tenho contabilizado alguns maus resultados como o 6º lugar na Penha e o 3º na Falperra, provas onde nunca tive o carro em condições mínimas de sequer participar e lutar pelos lugares da frente, devido a problemas mecânicos. Nas corridas isso pode acontecer a qualquer um, por isso quem sabe se uma situação dessas com um dos meus adversários não poderá relançar o campeonato. A diferença neste momento para a liderança, se cada um deitar uma prova fora, está em 15 pontos, e de mim para o terceiro está em 16 pontos, ou seja é menor a diferença para o 1º lugar do que para o 3º. Nem tudo está perdido”, refere o piloto do Renault Megane Trophy.

Sendo um piloto com fortes ligações à região transmontana, Joaquim Teixeira também abordou a aposta que as autarquias do distrito de Vila Real têm feito no Nacional de Montanha. “Isto mostra acima de tudo o esforço que os autarcas da região e concretamente do distrito de Vila Real estão a fazer para terem provas do CNM/Valvoline nas suas localidades. Claro que os autarcas investem neste campeonato e não em outro qualquer porque sabem que o CNM/Valvoline neste momento é um dos melhores a nível nacional e quem sabe a nível europeu, o que ajuda a divulgar a região e a trazer mais valias para esses locais. É tambem nesse sentido que a APPAM, em parceria com os clubes organizadores, tudo tem feito para conseguir o retorno desejado e que este seja compatível com o investimento, algo que até ao momento temos conseguido. Por todas estas razões é que temos apelado a todos os pilotos que, independentemente das disputas pelos títulos, grupos e classes que estão ao rubro em todas as categorias, participem em massa nessas provas pois é a presença de todos que poderá ajudar a justificar o investimento e o carinho dos autarcas por esta modalidade”, concluiu Joaquim Teixeira.

A edição que marca o regresso da Senhora da Graça ao CNM / Valvoline começa no próximo sábado, dia 23, com a primeira subida de treinos agendada para as 14:45. No domingo, pilotos e máquinas entram em pista a partir das 10:30.

 

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