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m Conto de duas Cidades no Baku City Circuit

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O Grande Prémio do Azerbaijão mistura o Novo e o Antigo, a Velocidade e a Lentidão

 

Romain Grosjean apelida-o de “dois circuitos num” e Kevin Magnussen afirma que “é uma mistura entre Monza e Mónaco”. É o Baku City Circuit, um traçado citadino de 6,003 quilómetros e vinte curvas, o placo do Grande Prémio do Azerbaijão no dia 25 de Junho.

 

Os dois pilotos da Haas F1 Team e os restantes dezoito pilotos percorrem a alta velocidade duas longas rectas em forma de haltere realizadas no sentido contrário do ponteiro dos relógios. A pista concebida por Herman Tilke mistura o antigo com o moderno por entre rápidas rectas e curvas lentas. Navega por entre o moderno, o lado oriental onde bancos e lojas da moda estão localizados, e a área histórica, onde as ruas são estreitas e ingremes para regressar de seguida à recta da meta. A rápida esquerda que apresenta aos pilotos o final da recta, não é muito distinto do Circuit of the Americas, em Austin, Texas, também concebido pela Tilke e alberga o Grande Prémio dos Estados Unidos da América. É um layout único e desafiante potenciado pelos ventos de Baku, que estão sempre presentes. De facto, a Cidade do Vento é o apelido oficioso de Baku, mas é literal.

 

Os ventos de mudança têm vindo a fazer-se sentir na Fórmula 1 ao longo de todo o ano, com a nova geração de carros com mais apoio aerodinâmico que tem vindo a bater recordes em todos os circuitos que visitámos até agora no Campeonato do Mundo FIA de Fórmula 1. Baku seguirá essa tendência, uma vez que a pista albergou o seu primeiro Grande Prémio o ano passado quando os carros tinham menos apoio aerodinâmico, apesar de produzirem velocidades de ponta mais elevadas.

 

Os carros de elevado apoio aerodinâmico de hoje não são tão rápidos em recta, mas graças à sua asa dianteira mais larga, derivas laterais maiores, asa traseira mais baixa e larga, ao difusor mais alto e largo e pneus vinte e cinco porcento mais largos que o ano passado, descrevem as curvas a velocidades nunca vistas anteriormente.

 

Com vinte curvas, o Baku City Circuit, os pilotos testarão os limites do circuito citadino mais rápido do mundo num esforço para compensar a velocidade perdida nas duas rectas – a recta de meta que tem 2,2 quilómetros, seguida de outra de um quilómetro que leva os pilotos de Azadliq Square. As descrições de Grosjean e Magnussen são amplamente justificadas.

 

Por ser tão recente, existem muitas oportunidades para aprender no Baku City Circuit. Grosjean terminou no décimo terceiro lugar a corrida do ano passado, depois de um potencial resultado nos pontos ter ficado pelo caminho devido a detritos que entraram para o radiador. Logo atrás de Grosjean ficou Magnussen, tendo alcançado o décimo quarto posto ao serviço da sua antiga equipa – a Renault.

 

Por mencionar a Renault, a Haas F1 Team chega ao Grande Prémio do Azerbaijão na luta com a equipa do construtor francês. A Renault está no sétimo posto do Campeonato de Construtores, apenas com três pontos de avanço sobre a Haas F1 Team. Mas com cinco resultados nos pontos nas sete corridas da temporada, Grosjean e Magnussen anseiam por mais resultados entre os dez primeiros em Baku não só para melhorarem as suas posições no Campeonato de Pilotos – décima segunda e décima terceira, respectivamente – mas também para chegar ao sétimo lugar na competição de construtores e, potencialmente, entrar na luta pela sexta posição com a Williams, que de momento tem uma margem de sete pontos para a Haas F1 Team.

 

Em 2016, a Haas F1 Team marcou pontos em apenas cinco corridas. Tendo esse número sido já igualado, com ainda treze corridas por disputar, a equipa americana acredita que em Baku pode ser o palco de outro resultado nos pontos que lhe permita suplantar a marca de 2016 e manter-se na luta do meio do pelotão nas apertadas curvas do histórico castelo Sabayil de Baku.

 

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