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Mário Patrão: Um privado ao ataque na Maratona do Dakar!

Mário Patrão: Um privado ao ataque na Maratona do Dakar!

 

Piloto português, recordista de títulos de motociclismo Todo-o-Terreno em Portugal, participa pela quarta vez no mítico Rali Dakar.

Cinco portugueses marcaram posição à partida da edição de 2016 do Rali Dakar, a maior maratona de Todo-o-Terreno do mundo. Por entre os quais, Mário Patrão, piloto natural de Seia e líder na coleção de títulos de motociclismo Todo-o-Terreno em Portugal, faz a sua quarta participação na mítica prova, desta vez aos comandos de uma KTM 450 Rally, depois de nos três primeiras participações ter feito história ao inscrever uma Suzuki versão Rally pela primeira vez na prova-rainha do TT mundial e com ela ter chegado, tanto em 2013 como em 2014, ao 30.º lugar na classificação final. Em 2015, uma avaria, colocou-o fora de ação.

Este ano, apostado em fazer um Dakar de maior fiabilidade, Patrão mudou para a austríaca KTM, mota vencedora das últimas catorze edições do Rali Dakar, e, cumpridas já oito das treze etapas que compõem a presente edição da prova, ocupa o 22.º lugar da tabela geral classificativa e ainda, de forma mais garbosa, um brilhante 2.º lugar na tabela referente à categoria Maratona.

O que é a classe Maratona numa prova como o Dakar? Do oficial ao aventureiro, diferentes são os objetivos com que os participantes surgem à partida da mais cobiçada prova de desporto motorizado off road do mundo. Sendo o Dakar uma prova de regularidade, disputada ao longo de duas semanas, não é preciso ser o mais rápido para brilhar. A classe Maratona é o puro exemplo disso. Destinada a pilotos que disponham de uma moto stock, contrariamente às de fábrica utilizadas pelas equipas oficiais e que são adequadas a cada piloto, e numa versão disponível para o comum utilizador, esta classe requer dos participantes a capacidade de completarem os mais de 9.000 quilómetros que “desenham” o Rali Dakar sem recorrer à mudança de peças da mota, como é o exemplo do motor, quadro, suspensões, entre outros elementos “primordiais”.

É aqui que Mário Patrão assume particular destaque. Mecânico de profissão e proprietário de um concessionário de Motos em Seia, atividade com a qual concilia a competição, o piloto beirão chegou à partida deste Dakar disposto a melhorar a marca alcançada na prova, um 30.º lugar, objetivando a entrada no Top 20, mas também discutir a vitória por entre os privados na categoria Maratona. Até ao momento, Patrão nunca esteve fora do pódio desta categoria, iniciando-se no terceiro lugar no arranque da prova e à oitava etapa é o 2.º classificado com escassa desvantagem de 6min06s para o líder, o russo Emanuel Gyenes, também em KTM, um experiente nestas andanças já que no seu palmarés regista cinco participações desde 2007, duas das quais, em 2011 e 2015, tendo sido declarado vencedor da categoria Maratona.

Esta terça-feira disputa-se a nona etapa do Rali Dakar 2016, com partida e chegada em Belén, na Argentina, num total de 436 quilómetros, 285 dos quais cronometrados enquanto exigente navegação fora de pista.

Mário Patrão: “O Dakar é uma aventura e deve ser vivida como tal. Não sou um piloto prioritário, inscrito numa equipa oficial e com as melhores condições para discutir a vitória nesta prova. Pela quarta vez estou aqui fruto de um enorme esforço pessoal e coletivo, que em muito devo aos meus patrocinadores e àqueles que estão comigo neste projeto, como o caso da minha família e amigos. Sei que tenho capacidades para poder lutar por posições de destaque nesta prova, mas para isso é preciso ter as condições adequadas para tal. Mas isso não me impede de lutar e estou no Dakar com vontade de mostrar o meu valor e de lutar ao máximo contra os pilotos de destaque. Tem sido um grande desafio, é verdade, mas sinto que tenho uma grande mota, com uma grande fiabilidade. Estou a disputar a classe Maratona e penso ser capaz e chegar ao final com a mota conforme saiu de Buenos Aires. Esta classe faz-nos dar valor a muita coisa. Temos que fazer a gestão da nossa prova ao máximo enquanto competimos durante muitos e longos quilómetros. Mas é essa aventura que me move. Tenho o sonho de um dia fazer esta prova sem qualquer assistência mecânica, só eu, a minha mota e uma mochila. O Dakar também é isto!”

 

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