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Nacional de TT arranca em Arganil

Nacional de TT arranca em Arganil

 

 

  • Campeões regressam à competição UTV/Buggy que promete muita animação
  • Patrão e Gaudêncio “transferem-se” para a Classe TT3
  • Senhoras regressam às duas rodas
  • Tiago Gomes e João Lopes não vão defender o título
  • Troféus da Polaris e da CanAm são excelentes incentivos

 

Depois de mais de cinco meses de interregno, o Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno está de regresso. Com organização do Góis Moto Clube a bonita vila de Arganil, no distrito de Coimbra, recebe no próximo fim-de-semana a primeira jornada desta temporada de 2016, o 23º Raid Paraíso do Todo-o-Terreno.

 

Duelo Maio vs Patrão nas duas rodas

Depois de em 2015 ter alcançado o seu primeiro título absoluto, o piloto da Yamaha António Maio prepara-se para defender o cetro e terá de novo como principal opositor Mário Patrão que, depois da estreia de KTM no início de 2015, se muda agora de classe, passando a competir em TT3.

Na classe TT1 o jovem piloto da Yamaha, Sebastian Buhler, campeão em 2014, é o mais sério candidato à conquista do título já que o atual campeão Gustavo Gaudêncio vai mudar de classe.

Na Classe TT2 e para além do campeão António Maio, os principais concorrentes serão David Megre e Salvador Vargas, ambos em KTM e Rui Oliveira, agora a competir em Yamaha.

Com a passagem de Mário Patrão (KTM) e Gustavo Gaudêncio (Honda) para a classe TT3 e com o campeão Fausto Mota a passar para a Yamaha, esta classe fica extremamente competitiva.

De salientar o regresso das senhoras à competição das duas rodas por intermédio da veterana Flávia Rolo (KTM) e da jovem Catarina Sampaio (Yamaha).

Pontualmente deverão ainda participar em provas do CNTT pilotos com programas internacionais ou da disciplina de Enduro, como são os casos de Hélder Rodrigues e Luís Oliveira, ambos pilotos Yamaha.

 

Saídas e entradas nos Quad

A disciplina de Quad, que perdeu os seus três últimos campeões – Beto Borrego, Ricardo Carvalho e Tiago Gomes – para outras disciplinas ou projetos, regista todavia diversos regressos e algumas estreias que muito prometem animar a temporada de 2016. Os veteranos António Moreira (3º em 2015 em Yamaha) e António Azevedo (Honda) são dois pilotos que vão fazer a temporada completa, assim como o regressado Arnaldo Martins (Suzuki), que já deu um ar da sua graça ao vencer a Baja Rota do Douro (extra campeonato). De regresso está também o rapidíssimo Vítor Caeiro e também Fábio Ferreira ambos em Yamaha. André Carita (4º em 2015 de Suzuki) não fará a primeira prova, mas será também um forte candidato ao título. De salientar que em 2016 os Quad competirão em conjunto com as motos, embora com classificações independentes. A primeira especial será feita em separado e os tempos obtidos neste prólogo ditarão a ordem de partida para a etapa seguinte.

 

UTV & Buggy prometem espetáculo

Para os UTV & Buggy, a mais jovem disciplina da modalidade, esta será a sua sétima temporada e o crescimento continua de “vento em popa”. O grande destaque vai para o regresso dos Troféus ao CNTT e logo três de uma assentada. Se o dos pequenos Polaris Ace apenas se inicia em Reguengos, já o Troféu Polaris RZR e o Troféu CanAm asseguram mais de dezena e meia de máquinas novas, algumas estreias e muitos regressos ao nível de pilotos. Mas não ficam por aqui as novidades já que, a este campeonato, chega agora um novo e importante “player” chamado Yamaha. De registar todavia uma importante baixa, já que o campeão João Lopes mudou este ano de disciplina passando a competir no Trial 4×4.

Vamos então para a difícil tarefa de referenciar nomes que prometem ser os mais fortes em 2016.

Na Polaris que, depois da estreia do Turbo na Baja de Portalegre, conta já com 13 unidades deste modelo para 2016, são de destacar os nomes de Rui Serpa e Nuno Tavares, campeões respetivamente em 2011 e 2013, o dos espanhóis Teo e Roberto Viñaras, de Miguel Jordão, Pedro Santinho Mendes, João Dias, Mário Ferreira e Carlos Miranda. Na CanAm que, ao que tudo indica, irá já apresentar oito Maverick Turbo na primeira prova, o piloto de ponta será seguramente Vítor Santos, mas tanto Avelino Luís, como Jorge Esperto prometem também lutar pelas primeiras posições. Na estreia do UTV da Yamaha o piloto de referência será o consagrado Ricardo Carvalho, campeão Quad em 2014. José Cerqueira e Nuno Ferreira são outros dois pilotos que optaram por esta nova máquina.

Na competição destinada aos Buggy perfilam-se o campeão Bruno Martins e António Ferreira, ambos em Rage, Jorge Branco que estreou com bastante sucesso o bonito Smart Hayabusa em Fronteira e António Estevão com um Proto Bombardier a estrear em Arganil.

Também no feminino o duelo promete colocar de novo frente a frente a francesa Dorothee Ferreira e Rita Oliveira. A primeira, campeã em 2015 onde foi ainda 6ª absoluta, passa a dispor de um Polaris Turbo, podendo ainda optar por um Yamaha que tem também ao seu dispor. Já Rita Oliveira, que em 2016 será assistida pela JL Racing, equipa campeã em 2015, preferiu manter-se fiel ao Polaris 1000.

 

Classe Hobby e Campeonato de Navegadores são excelentes incentivos

Com a manutenção da classe Hobby, que tanto sucesso tem tido no Enduro, o objetivo continua a ser o de criar condições para ter mais pilotos a correr e de forma mais económica. Para uma participação pontual os pilotos não necessitam tirar a licença desportiva e o valor da inscrição é mais reduzido.

 

Novidade para este ano e para além dos já citados Troféus Polaris e CanAm é ainda o Campeonato de Nacional de Navegadores, destinado obviamente à competição UTV/Buggy.

 

Quanto ao 23º Raid Paraíso do Todo-o-Terreno, que terá um total de 211 quilómetros cronometrados, a organização do Góis Moto Clube garante uma prova cuidada em termos de segurança e de marcação, com custos reduzidos, tendo delineado um percurso composto por troços rápidos e exigentes, com muito interesse desportivo e de grande beleza natural, que alternam entre a Serra do Rabadão e o vale do Rio Ceira.

No Sábado terá lugar, a partir das 15 horas, a PEC 1 com cerca de 17 quilómetros de extensão e que terá início no Mont’Alto e fim em Casal de São José, junto à Vila de Arganil. No Domingo serão disputadas duas especiais com 52 e 45 quilómetros respetivamente, percorridas por duas vezes. A prova compreende ainda duas zonas de assistência, uma na Vila de Góis, junto ao Pavilhão Gimnodesportivo e a outra junto ao Parque Fechado em Arganil.

 

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