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Nacional de TT arranca em Góis

Nacional de TT arranca em Góis

· Mário Patrão “transfere-se” para a KTM
· Ricardo Carvalho e Jorge Monteiro ausentes no arranque da temporada
· Competição Buggy/UTV promete muita animação
· Classe Hobby e Desafio Polaris são excelentes incentivos

Depois de quase cinco meses de interregno, o Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno está de regresso. A vila do Góis, no distrito de Coimbra, recebe este fim-de-semana a primeira jornada desta temporada de 2015, o 22º Raid Paraíso do Todo-o-Terreno.

Campeão troca Suzuki por KTM

Nas duas rodas a maior novidade vem precisamente do atual campeão nacional, Mário Patrão, que surge naturalmente apostado em defender o título mas agora aos comandos de uma KTM, depois de vários anos ligado à Suzuki.

Patrão continuará a ter como principal adversário António Maio, em Yamaha, com quem travou um animado duelo na temporada passada, onde a decisão do título se prolongou até a mítica Baja 500 Portalegre, a derradeira prova da temporada.

A equipa Yamaha confirmou entretanto a continuidade, tanto de Luís Teixeira, como de Sebastian Buhler, os atuais campeões TT3 e TT1. A equipa KTM Motobrioso, onde Mário Patrão se vai integrar, contará ainda com Fausto Mota, Luís Aguiar e Rui Oliveira.

Bruno Ferreira enfrenta Beto Borrego

Depois de uma temporada em que perdeu de forma inesperada o título nos Quad para um regressado Ricardo Carvalho, o campeão 2013, Beto Borrego, volta a ser o principal candidato ao título.

Num início de temporada muito marcado pela indefinição dos principais pilotos e com as novas Yamaha a ainda não disporem de matrícula, o que as impede de competir no CNTT, certo é que o atual campeão, Ricardo Carvalho fica de fora por opção própria e Luís Engeitado foi “desviado” para navegador de Rita Oliveira no Polaris da campeã UTV, pelo que o jovem Bruno Ferreira se apresenta como o mais sério adversário de Beto Borrego.

Buggy/UTV prometem espetáculo

Para os UTV & Buggy, a mais jovem disciplina da modalidade, esta será a sua sexta temporada e tudo indica que o crescimento continua de vento em popa, ao invés infelizmente das outras duas disciplinas, em particular dos Quad.

O grande destaque vai – e isso já era naturalmente previsível – para a enorme proliferação dos Polaris RZR 1000, que são a máquina escolhida pela grande maioria dos concorrentes.

Com o campeão Jorge Monteiro a aguardar pela decisão da FMP em relação a um processo disciplinar do qual se desconhecem quaisquer pormenores, são os nomes de João Lopes, Vítor Santos; João Dias, e os dois irmãos espanhóis Viñaras que se apresentam como candidatos ao título mas muitos outros se poderão juntar a esta disputa que quase se confunde com um Troféu Polaris.

Com alguma curiosidade aguarda-se pela chegada do CanAm Turbo se bem que ainda não haja qualquer confirmação nesse sentido. Certo é que na competição destinada aos Buggy se perfilam o campeão Bruno Martins, António Ferreira, que irá apresentar uma nova evolução da sua máquina e o regressado António Estevão. Poucos mas bons.

De destacar a presença de três equipas femininas e pelo menos mais duas navegadoras, num crescimento da presença das senhoras que é muito salutar.

Classe Hobby e Desafio Polaris são excelentes incentivos

Excelentes novidades para 2015 são a introdução da classe Hobby que tanto sucesso tem tido no Enduro e o Desafio Polaris Ace 570 que irá arrancar na prova de Regengos.

Em ambos os casos trata-se de criar condições para ter mais pilotos a correr e de forma mais económica. Na Classe Hobby, para a qual os pilotos não necessitam tirar a licença desportiva, tanto o valor da inscrição como o percurso a disputar na corrida serão sensivelmente metade.

O mesmo acontece no Desafio Polaris Ace 570 para o qual o construtor americano disponibiliza o seu modelo mais recente numa versão já pronta para competição a um preço ligeiramente inferior ao preço de venda a público.

Quanto ao 22º Raid Paraíso do Todo-o-Terreno em si, disputa-se em apenas um dia, no Domingo dia 15, com as verificações a terem lugar na véspera. Compreende dois troços com pouco mais que cinquenta quilómetros cada, a serem percorridos por duas vezes.

 

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