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No regresso da F1 ao Autódromo – Estoril Classic encerrou com chave de ouro

No regresso da F1 ao Autódromo – Estoril Classic encerrou com chave de ouro

 

 

Foi sob um Sol esplendoroso e temperaturas amenas que o último dia do Estoril Classic se desenrolou, contribuindo para a forte afluência de público que se verificou no Autódromo do Estoril para mais uma jornada de corridas de Fórmula 1 e muito mais.

 

Depois da multidão e ontem, esperava-se hoje mais uma enchente e as expectativas não saíram goradas, com um bom punhado de milhares de pessoas a afluírem ao “Nosso Autódromo” desde cedo para assistirem a um programa que para além dos monolugares da categoria máxima do desporto automóvel, englobava também corridas com protótipos de Le Mans, GTs e Turismos.

 

Na hora de almoço, para manter o interesse do muito público, o Automóvel Club de Portugal organizou o Rally de Portugal Exhibition – a reedição do slalom que marcou durante muitos anos o início e o fecho do Rali de Portugal no Autódromo do Estoril, tendo como cabeça de cartaz Markku Álen, aos comandos de um FIAT 131 Abarth.

 

Logo após a exibição do mais famoso dos “Finlandeses Voadores”, que foi bem secundado por inúmeros pilotos portugueses, a atenção do paddock, onde pontificava a roda gigante junto à “Food & Brand Village”, e da Bancada A centrou-se na segunda corrida do fim-de-semana do FIA Masters Historic Fórmula 1.

 

Uma vez mais, o Shadow DN5 Ford Cosworth pilotado por Nick Padmore arrancou da pole-position, mas desta feita teve forte oposição, vencendo a prova o Fittipaldi F5A Ford Cosworth conduzido por Max Smith-Hilliard a pouco mais de dois segundos.

 

A prova do HGPCA Fórmula 1 Pré-1966 foi, igualmente, bastante interessante de seguir, mas o Lotus 16 de Joaquín Folch-Rusinol impôs-se de forma categórica, deixando o Cooper T51 de Barry Cannel a doze segundos e o Cooper T45/51 a dezoito.

 

Entre as duas corridas de Fórmula 1, foi o espírito de Le Mans que reinou com a prova do FIA Masters Historic Sports Car. Manfredo Rossi Di Montelera (Abarth Osella PA1) levou a melhor sobre a armada de Lola T70s, dos quais o melhor classificado foi o inglês Jason Wright no segundo posto. Ross Hyett (Chevron B16) completou o pódio, ao passo que a dupla lusa Francisco Sá Carneiro e João Cannas (Chevron B16) terminou no décimo primeiro posto, após ter perdido três voltas com uma paragem nas boxes não planeada logo no início da corrida de uma hora de duração.

 

O domingo começou com o triunfo incontestado do Lotus Elan R26 de Graham Wilson e David Pittard nas Masters Three Hours. Francisco Sá Carneiro, João Cannas e Hipólito Pires (Porsche 911) foram os melhores portugueses, ao cortarem a linha de meta no décimo posto.

 

Na Fórmula Júnior – FIA Lurani Trophy assistiu-se novamente a um domínio dos pilotos transalpinos, mas desta vez foi Pierre Tonetti (Brabham BT6) que levou a melhor sobre Manfredo Rossi Di Montelera (Lotus 22). João Campos Costa (Lola MK5) terminou num honroso quinto lugar após um fortíssimo final de corrida, mas uma penalização pós-corrida atirou-o para o sétimo lugar final.

 

O programa do Estoril Classic fechou com o Iberian Touring & GT Cars e ao som da “A Portuguesa”. O piloto português Miguel Ferreira (Ford Escort) superou folgadamente o inglês Mark Martin (Ford Cortina Lotus) e o francês Michel Renavand (BMW 2002 Ti).

 

Após dez corridas de seis categorias diferentes e cerca de vinte e duas mil pessoas que passaram pelo Autódromo que este ano celebra o seu quadragésimo quinto aniversário, Diogo Ferrão mostrou-se satisfeito com a forma como decorreu o evento organizado pela Race Ready em parceria com a Câmara Municipal de Cascais, o Motor Clube Estoril e o Circuito do Estoril.

 

“Penso que o balanço é muito positivo! As condições climatéricas estiveram excelentes, o que nos ajudou a que o público abraçasse o evento e correspondesse com a sua presença bem visível tanto na bancada como no paddock, ultrapassando bastante as nossas expectativas. Julgo que o programa era muito interessante e isso ficou provado com a permanência do público no circuito até à última volta da derradeira corrida. Por outro lado, os nossos patrocinadores e parceiros, revelaram-se muito satisfeitos, ao passo que os pilotos gostaram bastante do evento. Os aspectos menos positivos acabaram por se relacionar com o afluxo imprevisto de público, que nos causou algumas dificuldades ao nível do parqueamento, por exemplo. Contudo, sabemos que temos margem para progredir e estamos determinados em melhorar, caso possamos realizar a segunda edição do Estoril Classic em 2018”, sublinhou o responsável máximo da Race Ready.

 

Resultados

 

Mais informações sobre o evento através do site: www.estorilclassic.com.

 

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