Sexta-feira , Dezembro 15 2017
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O final de época menos desejado para Nuno Santos

O final de época menos desejado para Nuno Santos

Piloto obteve segundo lugar como melhor resultado
Nuno Santos tudo fez para renovar a vitória no Super Seven by Kia, mas na última jornada do campeonato, realizada no Circuito do Estoril, o piloto não foi feliz e o melhor que conseguiu foi um segundo lugar na primeira corrida.
Concentrado em somar todos os pontos possíveis, Nuno Santos começou o fim-de-semana de corridas da melhor maneira. Estabeleceu o melhor tempo nos treinos cronometrados e adicionou o ponto correspondente à sua classificação. No dia de hoje, a sua tarefa avizinhava-se exigente. Eram três horas de competição divididas em duas corridas de 1h30.

A preparação física tinha sido feita. O carro tinha a afinação ideal e Nuno Santos estava mentalizado para andar o mais depressa possível em todas as voltas. Foi isso que fez logo a partir do arranque. Juntamente com alguns dos candidatos à vitória final, andou sempre entre os primeiros lugares e discutiu a liderança. Quando a assumiu ainda antes da paragem nas boxes, esteve várias voltas nesse lugar. No regresso depois do reabastecimento, era segundo a cinco segundos do líder. Não esmoreceu e atacou. À entrada para a última volta mantinha o segundo lugar a uns míseros 19 milésimos de segundo. Mas nesse derradeiro esforço, o tráfego (eram mais de 50 carros em pista) foi fatal e Nuno Santos terminou a nove décimas da dupla vencedora, Sérgio e David Saraiva.

“É caso para dizer, glória aos vencedores, honra aos vencidos. Foi uma corrida espectacular, muito emotiva. Fomos vários os pilotos que passaram pela frente e isso torna tudo mais entusiasmante. O meu carro esteve impecável, com uma óptima afinação. Mas não deu para mais. Na última volta, o facto de corrermos com os ingleses criou mais confusão. Isso acabou por me atrasar e perdi a possibilidade de lutar pela vitória. Quero dar os parabéns aos meus adversários”, disse Nuno Santos.

Perante este resultado, perdeu as hipóteses de vencer o Super Seven by Kia a nível absoluto. Mas o segundo lugar mantinha-se em aberto, bem como a vitória entre os pilotos que correm a solo. Foi com esse objectivo que Nuno Santos partiu para a segunda corrida. E tudo estava a correr bem. Ainda antes da paragem para reabastecer, voltou a ascender ao primeiro posto. Mas a ida às boxes não foi positiva. O motor do Super Seven aqueceu ao ponto de obrigar o piloto a abandonar.

“A primeira parte da corrida correu bem. Aliás, depois da partida, subi posições e cheguei à dianteira. Quando parei para reabastecer a temperatura do motor começou a subir e no regresso ao circuito, a água saiu do bloco. Não era possível continuar”, lamentou.

“Há fins-de-semana em que nem devia correr. Este foi um deles. Vim para o Estoril entusiasmado e com enorme motivação para procurar a vitória no troféu. Sabia que tinha adversários à altura e a minha tarefa não ia ser nada fácil. Isso provou-se logo na primeira corrida. Apesar das tentativas, não consegui ganhar. O nível competitivo deste troféu está elevado. Ganhar não são favas contadas. Mesmo depois de ter perdido, mantive-me concentrado e com vontade de vencer. Não consegui. Esta não era a forma como queria terminar a temporada, mas faz parte das corridas e pelo menos sei que dei muita luta, contribuí para a competição e para a indefinição na classificação até ao fim”, sublinhou Nuno Santos.

 

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