Quinta-feira , Outubro 19 2017
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O VEREDITO DE JYVÄSKYLÄ

O VEREDITO DE JYVÄSKYLÄ

 O Rali da Finlândia, aquele que é um dos mais importantes eventos da temporada, excedeu todas as expetativas, proporcionando um fabuloso espetáculo na terra dos 1000 lagos. Mais uma vez, os três C3 WRC da Citroën Total Abu Dhabi WRT chegaram ao fim, com Craig Breen e Scott Martin a assegurar o melhor resultado para a equipa, com um 5º lugar, num rali que foi amplamente dominado pelos pilotos finlandeses.

O RALI EM RESUMO

Pela primeira vez nesta temporada, um Citroën C3 WRC registou o tempo mais rápido num Shakedown. Apesar de ter conduzido num ambiente frio e molhado durante a maior parte dos testes pré-rali, Kris Meeke obteve os melhores tempos na Especial de Ruuhimäki, normalmente vista como representativa do resto do rali.

Depois dos procedimentos iniciais na noite de quinta-feira com a Super Especial de Harju, o piloto da Irlanda do Norte revelou nova excelente performance na Especial de abertura, na sexta-feira, obtendo o 2º melhor tempo, a apenas um décimo de segundo do piloto mais rápido. O restante desta enorme Etapa – com quatro Especiais ao longo de 15 horas – foi menos positiva para o vencedor deste rali no ano passado. Sentindo alguma falta de confiança, Meeke quebrou o seu andamento, vindo a perder mais tempo durante a tarde, depois de entortar a direção do seu carro ao embater numa pedra. No final do dia, mantinha-se no 9º lugar, a pouco mais de um minuto do líder.

Quanto a Craig Breen, conquistava a alcunha de “Irlandês Voador”. Ascendendo à 3ª posição depois da ES2, Breen revelou, de seguida, um impressionante nível de consistência e regularidade. Apesar de problemas no set-up e de notas menos precisas em algumas zonas, manteve-se no grupo dos cinco primeiros, em que era o único não-finlandês. Ao chegar a Jyväskylä, no final deste longo dia, Craig era 4º da Geral, a 33 segundos de Esapekka Lappi.

 

 

O programa de Sábado foi ligeiramente mais ligeiro do que o dia anterior, num percurso que incluía duas passagens pela famosa Especial de Ouninpohja, muitas vezes comparada com a sensação de se andar numa montanha russa devido aos seus mais de 75 saltos, invariavelmente feitos sempre a fundo. Durante a ronda da manhã, os pilotos da Citroën foram surpreendidos pelas condições de aderência, muito menor do que a do dia anterior, condições em que foram incapazes de igualar o andamento dos seus rivais nos C3 WRC, aqui menos eficazes. Meeke voltou a ter problemas com a direção, relacionados com o toque de sexta-feira.

Com a gravilha afastada da estrada, a segunda passagem foi mais positiva. A melhor performance foi registada por Meeke, que registou o 4º melhor tempo em Ouninpohja 2. Mas na última Especial do dia, o piloto do Ulster perdeu um minuto na sequência de um furo seguido da explosão do pneu, arrancando parte da seção dianteira da carroçaria. Na noite de Sábado, Craig mantinha-se no 5º lugar – a menos de um minuto do 2º classificado – enquanto Kris era 8º, a três minutos de distância.

A Etapa de domingo teve apenas quatro Especiais. Com grandes diferenças entre os concorrentes, os pilotos da Citroën optaram por segurar as suas posições. Tripulado por Khalid Al Qassimi, o terceiro Citroën C3 WRC terminou a prova na 16ª posição.

 

PERGUNTAS A YVES MATTON, DIRETOR DA CITROËN RACING

Como avalia este fim-de-semana no Rali da Finlândia?

“Penso que mostrámos, com clareza, que os Citroën C3 WRC estão a evoluir na direção certa. O Kris obteve alguns bons tempos, especialmente no início do rali, com o melhor tempo no Shakedown e o 2º melhor na ES2. Depois disso, ele teve algumas dificuldades em chegar ao andamento dos líderes e, aqui na Finlândia, sabíamos que isso se ia traduzir pela descida de alguns luagres. É uma espécie de ciclo vicioso: o carro já está a dar o rendimento que devia mas depois é muito mais difícil recuperar o ritmo. Por isso, ele optou por passar particamente todo o fim de semana atrás do Craig, que fez um rali muito bom. Pela quinta vez nesta temporada, ele terminou no 5º lugar. O mais importante é que o Craig foi o primeiro dos ‘pilotos não-finlandeses’ durante a maior parte da prova, num rali em que assistimos ao controlo absoluto por parte dos pilotos locais. Os dados que recolhemos ao longo destes três dias de prova confirmaram as áreas em que temos de continuar a concentrar os nossos esforços. Sabemos que o carro é mais competitivo ou menos competitivo em função dos pisos ou das condições meteorológicas. A amplitude da eficácia do C3 WRC está cada vez maior, mas ainda temos algum trabalho pela frente.

 


 

Pode agora dizer se a redefinição das equipas para o Rali da Polónia foi ou não a opção certa?

“Este fim de semana o Kris teve a abordagem certa: quando percebeu que não podia disputar a vitória, aceitou a situação e geriu o seu andamento de forma a completar todas as Especiais e até obteve bons tempos quando as condições moteorológicas lhe eram favoráveis. A experiência adquirida ao longo deste rali tanto foi útil para ele como para os nossos engenheiros. De certa forma, voltámos ao ponto de partida.

 

Daqui a três semanas o WRC regressa ao alcatrão na Alemanha. Pode dizer-nos quais são as suas expetativas para esta 10ª ronda?

“Tendo vencido na Alemanha 11 vezes desde 2002, o Rali ADAC Deutshland é, sem dúvida, o evento favorito da Citroën. Na Volta à Córsega dominámos na parte inicial até ao Kris ter tido um problema mecânico. Portanto, estamos determinados a dar a volta na Alemanha, mas a nossa abordagem continuará a ser de cautela. As estradas na Córsega têm pouco em comum com as da Alemanha e sabemos que os nossos rivais têm trabalhado bastante ao longo dos últimos meses. Tal como anunciado previamente, os três C3 WRC inscritos no rali vão estar nas mãos do Kris Meeke, do Craig Breen e do Andreas Mikkelsen.” 

 

Ainda antes disso, o Sébastien Loeb irá conduzir um C3 WRC durante um dia de testes. Qual o significado deste acontecimento?

“É algo em que já andava a pensar há algum tempo e que só se tornou possível depois da criação da entidade PSA Motorsport. Há um desejo e um interesse em comum na realização deste teste. Quanto a nós, vamos obter o ‘feedback’ de um dos maiores pilotos de ralis de sempre. No que respeita ao Séb, vamos poder, finalmente, satisfazer a sua curiosidade e proporcionar-lhe a condução de um World Rally Car da nova geração.” 

 

 

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