Quinta-feira , Novembro 15 2018
ÚLTIMAS
Home / TODO-O-TERRENO / OS PEUGEOT DKR CONTINUAM AO ATAQUE A APENAS DOIS DIAS DO FINAL DA PROVA
OS PEUGEOT DKR CONTINUAM AO ATAQUE A APENAS DOIS DIAS DO FINAL DA PROVA

OS PEUGEOT DKR CONTINUAM AO ATAQUE A APENAS DOIS DIAS DO FINAL DA PROVA

 

 

  • Quando faltam apenas dois dias para o final do Silk Way Rally 2017, Cyril Despres e David Castera redobram-se em esforços para manter a sua vantagem de 45 minutos na Geral provisória, contando sempre com o apoio dos seus colegas Stéphane Peterhansel e Jean-Paul Cottret, que os acompanham bem de perto.

 

  • A dupla que lidera a prova não ganhou para o susto na Etapa de hoje, depois do seu Peugeot DKR nº100 ter ficado imobilizado no topo de uma duna e, poucos quilómetros a seguir, deixar de funcionar o sistema de assistência hidráulica da direção. Ainda assim, Cyril Despres e David Castera terminaram a Etapa no 8º posto, com 20 minutos de atraso sobre o melhor tempo, tendo apenas perdido 11 minutos face ao seu adversário mais próximo na Geral.

 

  • Ao volante do Peugeot DKR nº106, Stéphane Peterhansel conseguiu prestar assistência a Despres e, assim, diminuir o tempo perdido na Especial devido a estes incidentes. Foi mais um exemplo do espírito de equipa que reina no seio do Team Peugeot Total, agora que a meta final instalada em Xi’an começa a surgir no horizonte. Registaram o 10ª melhor tempo do dia.

 

  • Esta à noite, no bivouac, os mecânicos do Team Peugeot Total vão ocupar-se da saúde dos Peugeot DKR, enquanto os pilotos e navegadores se entregam a um merecido repouso, a fim de se concentrarem na Etapa de amanhã, que integra a passagem por uma sucessão de dunas bastante complicada.

 

A ETAPA EM RESUMO

Como que a relembrar que o Silk Way Rally está ainda longe de terminar, Cyril Despres não ganhou para o susto, quando o seu Peugeot DKR ficou atolado no topo de uma das muitas dunas que integravam a segunda parte da Especial de hoje. Embora a equipa tenha conseguido desatolar o carro recorrendo aos macacos integrados, alguns quilómetros mais à frente a situação complicou-se devido a um problema no sistema hidráulico que deixou o carro sem direção assistida.

 

No mais perfeito exemplo de trabalho em equipa, Stéphane Peterhansel esperou pelo seu colega logo após a partida, de forma a seguirem em comboio para que, caso surgissem problemas, os pudessem ajudar a resolvê-los. A estratégia deu frutos, já que foi o Peugeot DKR nº106 que retirou o carro de Despres daquela situação. Seguiram ambos, depois, até à linha de chegada, sem mais sobressaltos.

 

 

O QUE ELES DISSERAM…

 

Bruno FAMIM, Diretor da Peugeot Sport

Diretor do Team Peugeot Total

“Tendo em conta as dificuldades globais deste rali, o incidente de hoje não foi grave, mas deixou bem claro que tudo pode ainda acontecer até ao final da prova. O Cyril perdeu 20 minutos nesta Especial, mas não cedeu mais do que 11 ao 2º classificado, que também passou por problemas. Obviamente que é uma grande vantagem poder contar com o Stéphane a rolar junto do Cyril. O trabalho de ambos hoje demonstra o grau do estado de espírito que se vive na nossa equipa, sendo que para além do apoio em termos práticos, o Stéphane e o Jean-Paul garantem, também, um grande conforto psicológico. O Cyril está na frente do rali e pode contar com o apoio e assistência do seu colega de equipa. Esta noite, vamos analisar as razões que o levaram a ficar sem direção assistida, obrigando a um grande esforço de mãos e braços. Mas o carro pôde seguir caminho e, depois de um bom descanso, amanhã tudo estará perfeito.”    

 

Cyril DESPRES, piloto Team Peugeot Total

8º lugar na Etapa / 1º da Geral (autos)

“Ainda não acabou, pois não? Tivemos um problema no sistema hidráulico que nos impossibilitou de usar os macacos e nos deixou sem direcção assistida. Normalmente, não teríamos perdido mais do que 1 minuto, mas acabámos por para tentar reparar a avaria. Os quatro – o Stéphane, o Jean-Paul, o David e eu – tentámos tudo para encontrar uma solução mas sem êxito. No meio do deserto isto nunca é fácil. Ainda tínhamos 45 km de dunas para transpor e a nossa única opção foi ir até ao fim a todo o custo. O carro pesa cerca de uma tonelada e meia e conduzir sem direção assistida não é mesmo nada fácil. Mal consigo mexer as mãos e os braços, mas estou feliz por ter conseguido chegar ao fim da Etapa. Sei que os mecânicos do Team Peugeot Total já têm a solução para o problema. Foi muito enervante porque eu sabia que, caso surgisse outro problema, podíamos ficar atolados durante horas. Muito sinceramente, foi um dos momentos mais difíceis de toda a minha carreira. Estou ansioso por arrancar manhã com tudo resolvido.

 

Stéphane PETERHANSEL, Piloto Team Peugeot Total

10º lugar na Etapa (autos) / 7º da Geral (autos)

Tudo estava a correr bem até o Cyril ficar atolado no topo de uma duna. Parámos imediatamente para o ajudar. Não era nada de muito complicado e usámos os macacos que funcionam com o mesmo sistema hidráulico da direção assistida, mas foi depois disso que, infelizmente, o Cyril deixou de ter assistência na direção. E, num carro deste tipo,  ficar sem direção assistida é mesmo um grande problema. Seguimos sempre atrás dele de forma a termos a certeza que conseguia cumprir os 50 km seguintes sem mais problemas. Estou feliz por ter conseguido ajudar, sendo que o objetivo é que um Peugeot chegue a Xi’an no 1º lugar. A Etapa era muito bonita, das que eu gosto mesmo nos rali-raid.”

 

Scroll To Top