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PRIMEIRAS VOLTAS E PRIMEIRAS EMOÇÕES NO AIA  NUM RACING WEEKEND COM TUDO PARA SER ANIMADO

PRIMEIRAS VOLTAS E PRIMEIRAS EMOÇÕES NO AIA NUM RACING WEEKEND COM TUDO PARA SER ANIMADO

A Velocidade Nacional está de regresso ao Autódromo Internacional do Algarve, para o segundo evento Racing Weekend, que inclui um programa bem completo com o CNV e os CNCC, LCC e ainda alguns troféus – Super 7 by KIA, Challenge Desafio Único e Troféu Abarth 500 – todos a darem ainda mais brilho ao Blancpain Sprint Series, que visita igualmente o circuito algarvio nesta ocasião.

Aproveitando as condições ímpares fornecidas pelas estruturas do AIA, os participantes ao Campeonato Nacional de Velocidade, Campeonato Nacional de Clássicos Circuitos, Super 7 by KIA, Challenge Desafio Único e Troféu 500 Abarth estão este fim de semana na pista algarvia, para disputarem os melhores lugares nas respetivas corridas, algumas já realizadas hoje e outras marcadas para amanhã, completadas pelo competitivo Blancpain Sprint Series.

Uma lista de inscritos bastante completa nas diversas categorias, com o CNV a apresentar um boa diversidade e quantidade de carros, num campeonato em que a luta está ao rubro. Entre os CNCC e LCC, são igualmente muitos os participantes, todos em carros muito competitivos e essencialmente muito vistosos, sendo por isso alvo de admiração para os elementos das equipas estrangeiras que nos visitam.

Os Abarth 500 voltam ao AIA depois das provas de Julho, e para completar o programa, estreiam- se ainda este ano no circuito algarvio os Super 7 by KIA e a Challenge Desafio Único, esta última recheada de jovens pilotos, sempre desejosos de vencer no soberbo traçado algarvio.

Depois de várias sessões de treinos livres e cronometrados – que se iniciaram na sexta-feira, pois o programa é bastante longo, já se disputaram quatro corridas, Abarth, CNV, FEUP e Super 7; No Troféu Abarth 500, o vencedor foi Nuno Cardoso, enquanto entre os CNV, a vitória ficou para a dupla José Pedro Fontes/Miguel Barbosa, no Challenge Desafio Único, os primeiros foram André Pinto e João Brites – no FEUP 2 – e David e Sérgio Saraiva – no FEUP 3 e finalmente entre os Super 7, depois de luta animada, foi Nuno Santos quem levou a melhor, nas duas mangas.

CAMPEONATO NACIONAL DE VELOCIDADE

NunOrganistA-210A corrida de hoje do Campeonato Nacional de Velocidade foi espectacular. Carlos Vieira largou da frente, com José Pedro Fontes a subir para segundo ainda na primeira volta ao passar Gonçalo Araújo. Na fase inicial o líder foi ganhando vantagem, mas após as primeiras voltas Fontes começou a diminuir a diferença até colar ao líder, que nesta altura já tinha sido avisado pela direcção da corrida para não ultrapassar os limites da pista. A corrida manteve esta toada até ao momento em que Vieira cometeu um erro no final da recta da meta, permitindo a José Pedro Fontes passar para  o comando e entregar o carro a Miguel Barbosa com cerca de seis segundos de vantagem. Os dois primeiros pararam ao mesmo tempo e no limite da janela. Pedro Salvador rapidamente colou no líder, o que deixava antever luta até ao final. Só que o piloto maiato fez meio pião e acabou por ver o comandante afastar-se irremediavelmente. Barbosa caminhou então para o triunfo. “O Zé Pedro fez um excelente turno e depois quando eu entrei estávamos encostados. Forcei um pouco e depois o Pedro Salvador cometeu um erro. Geri até ao fim e era preciso alguma atenção na zona mais baixa do circuito, pois estava a chover nessa parte. Parabéns a toda a equipa que fez um trabalho fantástico”, resumiu. Também Fontes estava contente com o resultado. “Ganhei um lugar logo na primeira volta, mas o Carlos Vieira estava mais rápido no início. Depois comecei a recuperar, cheguei mesmo a colocar-me ao lado dele, mas ele defendeu. Passado umas voltas fez um pião e eu aproveitei”. Gonçalo Araújo e Miguel Cristovão fecharam o pódio, numa corrida, ao contrário do que sucedeu em Julho aquando da primeira passagem do CNV pelo Algarve, em que nunca estiveram no ritmo dos homens da frente.

TROFÉU ABARTH 500

NunOrganistA-6Depois de ter sido o mais rápido na qualificação de ontem, Nuno Cardoso fez valer a pole position e assumiu de imediato o comando da primeira corrida da penúltima ronda do Troféu Abarth 500.

Segundo do campeonato na chegada ao Algarve, o campeão em título fez um bom arranque e levou atrás de si José Rodrigues e o restante pelotão. José Carlos Pires depois de fazer o terceiro tempo nos treinos acabou por largar do final da grelha e fez uma corrida de trás para a frente. Nuno Cardoso acabou por vencer com algum à vontade, acabando por referir no final que “acabou por ser relativamente tranquilo. Reagi bem ao semáforo e nas primeiras voltas o Zé (Rodrigues) estava próximo. Depois apercebi-me que ele estava a entrar numa luta com quem vinha atrás e consegui ganhar uma margem, que acabou por ser suficiente para controlar até ao fim. Amanhã vamos ver. Parto de segundo e espero fazer um bom resultado para sair daqui na frente do campeonato”. José Carlos Pires acabou por conseguir subir numa volta de quarto para segundo e depois a diferença para o líder já era grande para esboçar uma recuperação. José Rodrigues acabou por fechar o pódio na frente de uns distantes Nuno Pontes e António Costa.

SUPER 7 BY KIA

NunOrganistA-1 (2)Dividida em duas mangas de 17 minutos, a primeira corrida dos Super 7 by KIA foi a mais espectacular do dia. Na primeira manga seis pilotos degladiaram-se metro a metro pela vitória, sendo que o piloto que iniciava uma volta na frente podia terminá-la em quinto. No final dessa primeira manga a vitória ficou para Nuno Santos, na frente de João Galvão, Ricardo Megre, Gonçalo Lobo do Vale e Hugo Araújo.

A segunda foi mais monótona na discussão da vitória, mais igualmente empolgante na guerra pelo segundo posto, com quatro pilotos a chegarem a passar lado a lado na linha de meta. Nuno Santos voltou a vencer e por isso foi o vencedor do primeiro dia. “A primeira corrida foi de loucos. Optei por estudar um pouco os adversários antes de atacar. Passei para a frente quando achei que era o momento certo e depois tive um pouco de sorte, que também é preciso, para abrir uma  pequena vantagem que me permitiu ganhar. A segunda acabou por ser mais fácil, porque os meus adversários se envolveram na luta pelo segundo lugar e eu consegui escapar, depois de fazer um bom arranque”, resumiu o vencedor. Atrás de Santos nesta segunda corrida ficaram Ricardo Megre, Hugo Araújo, Manuel Caetano, Gonçalo Lobo do Vale e João Galvão, sendo que os dois primeiros acompanharam Nuno Santos na subida ao pódio.

CHALLENGE DESAFIO ÚNICO

NunOrganistA-266Como é habitual, os troféus monomarca proporcionam corridas espectaculares, com alguns toques pelo meio. E foi isso que aconteceu na primeira corrida do fim-de-semana do Challenge Desafio Único. David Saraiva largou da pole position e conseguiu manter a posição, mas a meio da primeira volta foi ultrapassado por vários adversários, numa altura em que havia indicação de safety car em pista devido ao acidente de Tiago Vilela, que tinha sido o mais rápido entre os Fiat Punto.

Quando a corrida recomeçou era Luís Delgado que estava na frente, mas Saraiva foi ganhando posições até chegar de novo ao comando. Depois aproveitou a paragem do seu mais directo rival para fazer mais uma volta rápida, o que permitiu ao seu primo Sérgio ficar na frente após a troca de pilotos. “Fiz um bom arranque, mas a meio da primeira volta houve indicação de safety car e quatro adversários passaram por mim e caí para quinto. Felizmente não foi preciso, mas estou curioso para ver se há penalizações. Foi recuperando lugares e quando cheguei ao comando fiz uma volta muito rápida para que o meu primo pudesse sair na frente. Ele depois fiz uma corrida brilhante, para alguém com pouca experiência, e conseguiu mesmo alargar a vantagem”, explicou o piloto da Guarda. O segundo lugar acabou por ficar assim para Luís e Raúl Delgado, enquanto António Barros e Joaquim Soares encerraram o pódio.

NunOrganistA-308Menos interessante foi a corrida da FEUP 2, com domínio total de André Pinto e João Brites, que ficaram tranquilos na frente depois do abandono logo na volta inicial de Tiago Vilela e Hugo Negrais. “Acabou por ser uma corrida fácil. O nosso maior rival ficou fora logo na primeira volta. Voltámos a fazer um extraordinário trabalho nas boxes e a segunda metade da corrida foi só gerir”, afirmaram os dois pilotos. Bernardo Maia e Gonçalo Rodrigues ficaram com a segunda posição, deixando o degrau mais baixo do pódio à dupla André Martins/José Monteiro.

 

 

 

CAMPEONATO NACIONAL DE CLÁSSICOS CIRCUITOS

No Campeonato Nacional de Clássicos de Circuitos desta vez apenas 16 pilotos nas duas categorias marcaram presença no Algarve. João Macedo e Silva com o Porsche 911 RSR foi claramente o mais rápido, até porque o seu maior rival, Rui Costa, teve um problema com um semi-eixo e não alinhou na sessão de qualificação. “Acabou por ser tranquilo. Foi o pena o problema do Rui Costa e também a ausência do António Nogueira, o que acabou por facilitar um pouco as coisas. Veremos se amanhã para as corridas o Rui Costa consegue recuperar o carro para poder haver alguma animação”, afirmou. Kiko Mora foi segundo, mas a quase cinco segundo, e Francisco Pinto terceiro.

No que diz respeito aos Clássicos 1300 domínio para Vítor Araújo que efecutou apenas duas voltas porque “entretanto começou a chover e não dava para melhorar o tempo, pelo que seria sempre gastar material. Agora é tentar ganhar as duas corridas amanhã”, disse o piloto do Datsun 1200. José Fafiães foi o segundo mais rápido com outro Datsun 1200, ficando Pedro Gaspar com o terceiro registo entre os homens dos 1300. Amanhã duas corridas vão animar o dia no AIA.

LEGENDS CLASSIC CUP

Como vem sendo habitual, Luís Barros e o Ford Sierra RS 500 dominaram por completo a sessão de qualificação para as duas corridas da Legends Classic Cup que amanhã terão lugar. Apesar do leque de adversários ter crescido, como era desejo do piloto do Sierra, ainda assim Barros deixou o segundo mais rápido, Luís Silva num BMW M3, a quase cinco segundos, com João Carlos Novo noutro Sierra RS 500 a fechar o lote dos três mais rápidos. No final da qualificação o homem da pole position estava satisfeito com o aumento de adversários. “É importante ter mais carros competitivos, até por uma questão de motivação. O meu carro ainda não está como quero ao nível de afinação, temos ainda algum caminho a percorrer. Fizemos algumas alterações hoje durante a qualificação e melhorou, mas para o Estoril, por exemplo, iremos experimentar colocar jante 18, pois acredito que o comportamento será ainda melhor. Foi a primeira vez que guiei este carro nesta pista e embora seja divertido, acredito que no Autódromo do Estoril poderei divertir-me ainda mais”, explicou Luís Barros.

 

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