Quinta-feira , Agosto 17 2017
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Ralicross no feminino (por Rodrigo Vasconcelos)

Ralicross no feminino (por Rodrigo Vasconcelos)

Cada vez são mais as pilotos na provas de Ralicross. Este ano, apareceu mais uma na categoria Super Nacional.

É o seu ano de estreia, corre com um Renault Clio e chama-se Patrícia Pereira. É filha de Ademar Pereira, um piloto dos Super Car.

Numa pequena conversa, é ela que nos diz quem é. “Chamo-me Patrícia, tenho 22 anos. Sou de Viana do Castelo”.
Depois, explicou as razões da sua participação. “A minha entrada para o Ralicross deveu-se a uma mistura de razões. Desde pequena que sempre fui ver quer provas de Rali, quer de Ralicross, com o meu Pai. Desde o Rali de Portugal no Algarve, às provas mais perto. O Desporto Automóvel foi um gosto que foi crescendo de ano para ano e que sempre gostei de acompanhar. Desde a entrada do meu Pai para este Campeonato (Ralicross ndr.), o bichinho para experimentar foi aumentando e quando o meu Pai me deu a oportunidade, não hesitei. O facto de ser uma mistura de pisos é muito interessante, gosto bastante. O desafio é maior e torna a modalidade engraçada, aliada ao facto de termos a Joker lap, que é algo que torna a decisão de quando a fazer muito importante”. Referiu, ao OffRoad Portugal, Patrícia Pereira.
Depois, passou a falar-nos das pistas. “De todas as pistas que já andei, a minha preferida é a do Alto do Roçário, em Sever do Vouga. A de Lousada é tipo Fafe para os Ralis, é a catedral do Ralicross. Não é a que mais gosto, mas sem dúvida, das que me metem mais respeito”.
Ralicross, faz a sua Paixão, mas outra modalidade também será bem-vinda. “Apesar de tudo isto, não descarto a hipótese de um dia experimentar Ralis. Vamos ver”.

Uma estreia, num ano nada fácil
Estreou-se num ano, em que nem tudo foram “rosas”. Pelo menos nas primeiras jornadas. “Neste inicio de temporada, as minhas maiores dificuldades foram a intensa chuva, pois nunca tinha treinado nessas condições, e também encontrar o meu próprio ritmo de aprendizagem e adaptação à modalidade. Os meus objectivos passavam por tentar não ser dobrada e chegar às finais. A meio da época, e olhando para as provas já realizadas, posso dizer que se mantém o objectivo de chegar às finais que, até hoje, ainda não consegui atingir, mas vou tentando”. E, seguramente, vai conseguir.
Num desporto mais ligado ao chamado “sexo forte”, Patrícia Pereira chama à atenção para um facto. “Apesar do desporto automóvel ser um mundo maioritariamente preenchido por homens, é bom ver que começam a aparecer mais mulheres e gostava de ver mais ainda”.
Mesmo em final de conversa, foi a altura para alguns agradecimentos. “Neste inicio de carreira, agradeço a todos os que me têm ajudado, nomeadamente ao meu Pai, por todo o apoio e incentivo que tem dado. À minha Mãe por apoiar e assistir às provas. A toda a equipa da Recirosa Competições e à A.Pereira Competições por tratarem do meu carro e fazerem  tudo para o tudo estar sempre em prova. Agradeço também ao meu namorado, ao Márcio, pelo apoio que me tem dado e pelas dicas para ir evoluindo”.
Faltava só sabermos, quais os planos para a próxima temporada. “Para o ano 2017, ainda não temos nada planeado. Temos de esperar para ver”.

 

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