Terça-feira , Setembro 25 2018
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RECEITA MISTA DE TERRA E ALCATRÃO EM ESPANHA

RECEITA MISTA DE TERRA E ALCATRÃO EM ESPANHA

 Depois de uma longa pausa, o Campeontao do Mundo de Ralis (WRC) regressa às estradas com a disputa da sua 11ª jornada, na Catalunha.
As formações dos C3 WRC vão tentar exibir todo o seu potencial em pisos de terra e no alcatrão:
Kris Meeke/Paul Nagle, Stéphane Lefebvre/Gabin Moreau e Khalid Al Qassimi/Chris Patterson são os eleitos da Citroën Total Abu Dhabi WRT.

O REGRESSO ÀS AULAS  DO WRC

As equipas do WRC tiveram de esperar, este ano, pelo final de agosto para ter uma pausa. Depois das rondas na Polónia, Finlândia e Alemanha, o intervalo de seis semanas foi mais que bem-vindo, num verão que foi mesmo bastante movimentado! O campeonato regressa, assim, ao ativo, rumando agora à Catalunha, prova que é muito especial por diversos motivos. Com base em Salou, junto ao parque temático PortAventura, o Rali de Espanha é o únco evento do calendário do WRC disputados em pisos mistos.

Na sexta-feira, a etapa de abertura será marioritamente corrida em trajetos montanhosos em pisos de terra, embora a longa Especial de Terra Alta inclua partes em alcatrão. No final do primeiro dia as equipas irão dispor de apenas 90 minutos para modificar as especificações dos seus carros para alcatrão, num mais longo Parque de Assistência na temporada que é sempre um pouco especial, tanto para os mecânicos como para o público. As principais alterações feitas incluem a mudaça dos sistemas de transmissão e da suspensão, bem como a redução dos níveis de proteção do chassis.

As duas últimas etapas serão, por isso, disputadas em alacatrão. A prova catalã é famosa pelas suas estradas largas e bem alcatroadas, quase como que num circuito. A eficiência aerodinâmica e a potência dos motores dos World Rally Cars de 2017 irão garantir espetáculo neste tipo de piso. Dado que, nestas condições, é muito habitual os pilotos terem de cortar as trajetórias, toda a atenção é pouca, no sentido de não tocar nas pedras soltas nas bermas e, desse modo, evitarem furos.

OBJETIVOS: ANDAR DEPRESSA NOS DOIS PISOS

Disputando-se em dois tipos de piso com exigências totalmente diferentes, o Rali de Espanha dá maior ênfase à versatilidade dos pilotos e dos seus carros. Para se praparar para esta prova, a Citroën Total Abu Dhabi WRT realizou três dias de testes na Catalunha apenas em pisos de terra. Stéphane Lefebvre, Kris Meeke e Sébastien Loeb partiharam os comandos dos C3 WRC com o objetivo de encontrar o set-up capaz mais adequado a cada um. Em alcatrão, a equipa irá capitalizar nas qualidades do Citroën C3 WRC, que ficaram amplamente demonstradas na Volta à Córsega e no Rali da Alemanha.

Este ano marca a 10ª presença de Kris Meeke no Rali RACC da Catalunha – Rali de Espanha, país em que, até à data, o britânico não obteve grandes sucessos. Contudo, em 2016, teve uma participção mais positiva no rali, tendo terminado com a sensação de ter encontrado o andmento certo para a prova. À medida que tenta esquecer as suas mais recentes desilusões, o vencedor do Rali do México deste ano tem como objetivo andar nos lugares da frente.

Ausente na Finlândia e na Alemanha, Stéphane Lefebvre regressa aos comandos do C3 WRC em Espanha. Ao contrário do seu colega de equipa, o jovem francês tem pouca experiência da prova, mas isso não o irá impedir de enfrentar e aproveitar o desafio. Procurando tirar partido da excelente prova que fez no Rali da Polónia, onde terminou em 5º da geral, Lefebvre vai aproveitar para ganhar mais experiência no que respeita a competir entre a elite do Mundial de Ralis.

Para Khalid Al Qassimi trata-se, também, da sua 10ª participação no rali espanhol. Depois das presenças em Portugal e na Finlândia, o piloto do Abu Dhabi prossegue o seu programa parcial, alinhando naquele que é um dos seus ralis favoritos.

 

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