Segunda-feira , Agosto 20 2018
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Ricardo Matos brilha na estreia em Mortágua e vence Taça Nacional de Terra

Ricardo Matos brilha na estreia em Mortágua e vence Taça Nacional de Terra

 

 

Num duro e exigente rali que desconheciam por completo e para o qual só tiveram o Mitsubishi Lancer Evo IX pronto a poucas horas das verificações, Ricardo Matos e o navegador Carlos Matos estiveram em excelente nível nos troços de Mortágua e venceram a prova destinada à Taça Nacional de Ralis de Terra.

 

Depois da tempestade… a bonança. Ricardo Matos teve em Mortágua uma dos mais duras e difíceis provas da sua carreira nos ralis, tendo de ultrapassar um conjunto de adversidades que colocaram à prova o seu caráter determinado e resiliente. Tudo começou no teste de preparação que antecedeu o rali, quando a caixa de velocidades do Lancer Evo IX cedeu inesperadamente. Isso obrigou Ricardo Matos e toda a equipa técnica a um verdadeiro contra-relógio para ter o carro pronto a tempo das verificações técnicas, na sexta-feira. Após ter recorrido a uma caixa de velocidades emprestada, o piloto de Amarante conseguiu arrancar para o rali e fez depois uma exibição irrepreensível, gerindo com mestria uma prova que nunca tinha disputado antes e onde é preciso saber quando atacar e quando ser cauteloso. No final, tudo culminou com uma brilhante (e merecida) vitória em Mortágua, o primeiro triunfo da carreira de Ricardo Matos na Taça Nacional de Ralis de Terra.

 

“É uma vitória que ambicionávamos há muito mas que tem um sabor muito especial por tudo o que nos aconteceu”, começou por referir Ricardo Matos. “Toda a gente sabe que tivemos vários problemas ao longo da época que nos impediram de andar no máximo das nossas capacidades na maior parte dos ralis. Como havia uma longa paragem no campeonato antes de Mortágua, decidimos fazer uma revisão profunda ao carro mas a caixa de velocidades partiu logo no teste seguinte. Foi um stress conseguir arranjar uma caixa de velocidades emprestada e montar toda a transmissão a tempo de ter o carro nas verificações. Basicamente, eu e a equipa técnica estivemos a trabalhar 24 horas seguidas, sem dormir, entre quinta e sexta-feira. Nem sequer tivemos tempo para alinhar o carro da melhor forma, e o mapa de gestão do motor também não era o mais adequado”, conta o piloto.

 

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