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Steve Jones e Paul Bonhomme falam sobre a corrida do Porto

Steve Jones e Paul Bonhomme falam sobre a corrida do Porto

Jones e Bonhomme dão dicas de como se pode ganhar esta corrida

A Red Bull Air Race World Championship regressa este fim de semana ao Porto depois de oito anos de ausência. A cidade foi palco da corrida três vezes, entre 2007 e 2009. Steve Jones foi o primeiro vencedor e Paul Bonhomme o último, num ano em que conquistaria ainda o campeonato. Em 2008, foi Hannes Arch quem ganhou.

Bonhomme e Jones estão de regresso ao Porto, desta feita como comentador na transmissão em direto e como diretor da corrida, respetivamente. Ambos guardam boas recordações quando voaram sobre o rio Douro.

“Eu gosto da pista do Porto. Há muitas queixas por ser muito simples, mas eu gosto porque é um palco simplesmente fantástico. Estás mesmo lá em baixo na cidade, o que torna o local especial”, salientou Jones.

“É um local fantástico”, concorda Bonhomme. “É tão bonito e o facto do rio nos levar para a cidade e nós andarmos ali como uma abelha zangada durante um minuto, para depois voltarmos em direção ao oceano, torna tudo um pouco bizarro.”

“Obviamente tenho histórias diferentes. Em 2007 foi bom. Fui terceiro. Em 2008 fui desqualificado e depois ganhei em 2009, o que foi muito melhor. E acabei por ganhar o campeonato, que o Hannes tinha conseguido no ano antes. Em 2008 foi a corrida que fez estragos e custou-me o título”, explicou Bonhomme, tricampeão mundial.

Tanto Jones como Bonhomme dizem que a pista tem aspetos únicos que a torna num local especial para uma corrida da Red Bull Air Race. Para ganhar, assumiram táticas diferentes. “No primeiro ano nunca tínhamos visto tantas pessoas num sítio. Estava apinhado de espectadores. Espero que tenhamos novamente esse cenário. A pista tinha de ser simples dada a natureza estreita do Douro. Tem umas curvas gentis e depois três viragens verticais no final. Gostei muito e tinha o avião preparado para ser muito rápido nas retas. Mas em geral não era muito bom nas viragens. Eu só tinha de conseguir fazer três boas viragens verticais e foi o que fiz”, recorda Jones sobre a sua vitória em 2007.

“É uma pista em que temos de voar suavemente. Não há decisões a tomar nas viragens. Em Kazan, por exemplo, os pilotos têm de assumir riscos grandes nos pórticos três e quatro”, disse Bonhomme. “Aqui não se coloca esse cenário. A única forma para se ir mais rápido é não mexendo nos controlos e alterar o fluxo de ar. Foi essa a minha tática em 2009. Há um vídeo de mim a voar na chicane e parece que vou muito largo, mas não, foi a chave para se voar aqui suavemente”, acrescentou.

Sobre os pilotos que estão no Porto este ano, Jones explica as táticas que devem utilizar se quiserem obter um bom resultado. “Vemos a maioria dos pilotos voar na mesma linha porque é a única para voar rápido e de forma legal. As variáveis são a metereologia. É uma cidade costeira com vista para o Atlântico e é importante saber qualquer alteração de tempo que possa acontecer, que pode provocar algumas surpresas aos pilotos. Não devem perder demasiado tempo com as manobras de inversão vertical, portanto será uma conjugação de equilíbrio e compromisso. Os pilotos terão muitas opções para os winglets e vão passar muito tempo a olhar para os dados, para tentar perceber qual será a melhor escolha.”

Bonhomme está entusiasmado como a fase final da temporada está a desenrolar-se. “Há quatro pilotos que têm uma boa oportunidade para ganhar o campeonato. Seis, ou até oito ou nove, ainda podem ganhar, o que é algo que nunca vimos. Aqui será os pilotos com os aviões mais rápidos que irão estar bem e têm de ser disciplinados na passagem dos pórticos. As três manobras de inversão vertical serão a chave. Um erro e a corrida fica estragada”, conclui.

 

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