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‘Super-G’ Regressa a Sochi

‘Super-G’ Regressa a Sochi

 

Os carros mais rápidos da história da Fórmula 1 estão prontos para o Grande Prémio da Rússia

 

KANNAPOLIS, Carolina do Norte (27 de Abril de 2017) – A primeira vez que vimos a Super-G em Sochi foi em 2014 quando a cidade russa albergou a vigésima segunda edição dos Jogos Olímpicos de Inverno. O norueguês Kjtil Jansrud bateu o americano Andrew Weibrecht por três décimos de segundo na pista de 2,096 quilómetros com um desnível de 622 metros, conquistando a medalha de ouro no evento de slalom.

 

Três anos mais tarde, a Super-G regressa de uma forma diferente a Sochi, mas em vez de ter lugar nas encostas brancas do Resort Rosa Khutor Alpine, acontecerá no asfalto negro do Autódromo de Sochi, disputando os carros mais rápidos da história da Fórmula 1 o Grande Prémio da Rússia no dia 30 de Abril no circuito de 5,848 quilómetros e dezoito curvas.

 

Com um novo regulamento técnico para 2017, os carros apresentam um pacote aerodinâmico que produz níveis de apoio aerodinâmico significativamente mais elevados e mais forças G. Uma asa dianteira mais larga, derivas laterais maiores, uma asa traseira mais larga e mais baixa e um difusor que foi expandido em cinquenta milímetros na altura e na largura fazem parte do pacote. Para plantar estes carros no chão, os pneus da Pirelli são muito mais largos, sessenta milímetros à frente e oitenta atrás, um aumento de vinte e cinco porcento relativamente a 2016.

 

Entre o maior apoio aerodinâmico e a aderência fornecida pelos pneus Pirelli, os pilotos conseguem ser mais rápidos quase cinco segundos por volta que no ano passado. Os recordes das pistas já visitadas este ano, Austrália, China e Bahrein caíram. Sochi é o palco da quarta corrida do Campeonato do Mundo FIA de Fórmula 1 de 2017 e, provavelmente, será o quarto circuito em que os seus recordes serão batidos.

 

A maior velocidade destes carros de corrida leva a que as forças G sofridas pelos pilotos aumentem drasticamente. Depois do Grande Prémio da Austrália, que abriu a temporada, o piloto da Haas F1 Team, Romain Grosjean, disse que esteve muito perto de sofrer forças de 8G’s quando rodava a alta velocidade.

 

“Estes carros são brutais de pilotar – não estamos longe de picos de 8G’s nas curvas de alta velocidade – portanto, é muito divertido, mas é duro para o corpo, para os componentes e para os carros”, disse Grosjean. “É bom que não falhemos os pontos de viragem em alguns lugares. A velocidade que realizamos algumas curvas é insana, comparativamente ao ano passado. Temos que ser mais precisos, mais exactos, mais determinados”.

 

8G’s significa oito vezes a força da gravidade, o que significa que os 68 quilogramas que pesa um piloto de Fórmula 1 passam ser 544. Parece ser um número enorme – e é – mas está bem dentro da tolerância do corpo em curtas durações.

 

Grosjean e o seu colega de equipa, Kevin Magnussen, desenvolveram ao longo do Inverno a sua capacidade física da mesma forma que a Haas F1 Team desenvolveu o seu carro.

 

“Não convém arriscar não estar suficientemente em forma ou forte, portanto, os treinos foram muito mais duros durante o defeso”, disse Magnussen. “Foi um treino mais para fortalecer. Antes o nosso programa de treinos era concebido para nos impedir de ganhar peso, mas este ano podemos treinar mais com mais foco no desenvolvimento muscular e não apenas em longas sessões de cardio”.

 

“Sustemos mais forças G, portanto, o pescoço tem que ser mais forte, tudo tem que ser mais forte”, disse Grosjean. “Todo o nosso corpo tem que se ajustar a todas estas altas velocidades”.

 

O actual recorde do Autódromo de Sochi é de 1m35,417s, registado o ano passado pelo Mercedes de Nico Rosberg na Q3 da Qualificação. Cairá em 2017. A questão é por quanto.

 

Provavelmente será um piloto da Scuderia Ferrari ou da Mercedes que marcar o novo recorde. Para a Haas F1 Team o objectivo passar por se aproximar o máximo possível destes gigantes, durante a qualificação de sábado, para arrancar para a corrida de domingo o mais perto possível da frente.

 

A melhor posição de Grosjean na grelha de partida de Sochi foi a oitava alcançada em 2015, e a melhor de Magnussen foi a décima primeira, garantida o ano passado. Enquanto Grosjean tem a melhor performance de qualificação entre os dois, Magnussen tem o melhor resultado em corrida. Magnussen nunca terminou abaixo do sétimo posto nas suas duas corridas nesta pista, tendo alcançado o melhor resultado em 2014, um quinto lugar.

 

Com corpos humanos modulados para a nova era da Fórmula 1, Grosjean e Magnussen esperam melhorar os seus resultados em Sochi com boas corridas na sua versão da Super-G.

 

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