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TEAM NOVADRIVER e o CNV 2016

TEAM NOVADRIVER e o CNV 2016

O Team Novadriver deseja prolongar a sua presença no Campeonato Nacional de Velocidade (CNV) apoiando a regulamentação TCR que vai servir de base ao CNV. César Campaniço, diretor de equipa, afirma: “Como sempre, a equipa encara o futuro com profissionalismo e tal como sucedeu com o projeto GT quando nasceu, temos como estratégia participar nas competições a nível nacional e ibérico para ganhar experiência com os novos carros, numa primeira fase, partindo depois em busca de um projeto europeu ou internacional que nos forneça garantias de lutar pelos melhores resultados.”
O Team Novadriver, através do seu responsável máximo, César Campaniço, efetuou várias deslocações e alguns testes a modelos TCR para fazer uma escolha informada sobre a melhor opção a tomar para alcançar os objetivos traçados. “Essa escolha já está feita, faltando apenas terminar o desenho financeiro para comportar o investimento necessário na aquisição de viaturas novas, para depois o Team Novadriver fazer o anúncio final.”
A decisão final levou em linha de conta as maiores garantias de competitividade, de relação entre o departamento de competição da marca e o departamento técnico do Team Novadriver e, finalmente, a relação com a marca e o assegurar da melhor exposição mediática possível.
Naturalmente que a relação com a SIVA, desde os tempos do projeto GT com os Audi R8 LMS, é muito boa, mas nos últimos dois anos a presença do Team Novadriver no CNV com o Tatuus PY012 equipado com o motor Honda, permitiu um bom relacionamento com a Honda Portugal e um importante apoio para a participação da equipa. A Seat é outra bela opção, pois em termos de logística tudo está mais perto de nós e existe, já, uma base sólida de dados sobre o carro e a sua exploração, que podem ser uma mais valia.
A aposta do Team Novadriver nos TCR está intimamente ligada à convicção do departamento técnico e do seu principal responsável, César Campaniço, “que a nível de sustentabilidade futura, a decisão de ter um campeonato com viaturas que podem ser rentabilizadas a nível praticamente global e com custos contidos, é a mais correta. A vantagem de poder utilizar viaturas facilmente reconhecíveis com os modelos de segmento que mais se vende no nosso país, será, de igual maneira, um trunfo importante para o sucesso desta fórmula de competição.”
Na opinião de César Campaniço, “os sport protótipos são a melhor disciplina de aprendizagem logo a seguir ao kart e com custos também eles razoáveis, mas penso que os turismos irão preencher a lacuna de uma categoria que poderá juntar o melhor dos dois mundos, ou seja, pilotos com experiência e pilotos que queiram começar uma carreira internacional em viaturas de rodas cobertas que, hoje em dia, é uma das melhores vias para o profissionalismo, sonho de qualquer jovem piloto.”
Naturalmente que os custos serão sempre uma preocupação, numa altura em que o mercado automóvel dá sinais de pujança. Porém, como assinala o responsável do Team Novadriver, “começar um Campeonato com uma categoria que é praticamente nova vai obrigar a esforços financeiros muito importantes das equipas. O que vai obrigar a que os projetos dependam, nesta fase, apenas de apostas pessoais de pilotos e equipas. Se os regulamentos estabilizarem, o produto oferecido for de qualidade e a promoção a correcta, acredito que dentro de algum tempo podemos seduzir as marcas a envolverem-se de forma mais séria e empenhada. A ‘bola’ está agora do lado da federação e dos promotores no sentido de promoverem a categoria e tudo fazerem para conseguir melhorar o produto.”
O responsável máximo do Team Novadriver sabe, perfeitamente, que para um melhor trabalho de promoção, “terá que haver produto de qualidade. Isso é uma verdade inatacável. Porém, há sempre alguma coisa que se pode fazer a montante, ou seja, encontrar formas de dinamizar a competição e premiar os que investem no CNV, com prémios que diminuam os custos fixos. Apoios esses que podem passar pela oferta de jogos de pneus, gasolinas, materiais diversos aos melhores da competição e, também, aos restantes. Não terá de ser prémios em dinheiro.”
César Campaniço lembra, ainda, que “tem que se começar por algum lado e é fundamental aliciar quem vai ou quem está a pensar disputar o CNV, ajudando nos custos dessa mesma participação com estes prémios, não deixando de premiar de forma clara quem faz melhor trabalho. Penso que o sucesso do campeonato passa, também, pela sensação que todos podem ter que investir, participar e ser profissional, irá ser recompensado com uma boa ajuda para diminuir os custos fixos da competição. Se assim for, os interessados serão em maior número e a competição mais acesa e, sobretudo, mais interessante para quem assiste.”
No que toca ao aparecimento de novas categorias de promoção para 2016, César Campaniço mostra-se “bastante cético.” E mais concretamente sobre o projeto de uma nova categoria com monolugares (F4).
“ O monolugar que foi apresentado não é de todo moderno. Tive oportunidade de o ver ‘in loco’ e fez-me lembrar os primeiros fórmulas que corri já há uns anos (chassis tubular e mecânica bastante simples). Penso que a FPAK tem, de uma vez por todas, de fazer uma triagem do que é realmente importante em termos de competição nacional e para o futuro dos jovens pilotos.”
Na opinião do líder do Team Novadriver, “uma categoria de promoção nos sport protótipos seria muito mais interessante.” E sublinha a sua opinião explicando que “são carros mais modernos com custos a serem divididos por 2 pilotos, com corridas mais longas, e com cada vez mais adeptos nos mercados europeus, sobretudo no sul da Europa. Correr sozinho num campeonato de fórmulas fica extremamente caro.”
Evidentemente que César Campaniço não desvaloriza o esforço feito para colocar de pé um projecto novo, porém, “deveria ser a FPAK a abrir concursos para a promoção de campeonatos específicos que, depois, deveriam ser escolhidos mediante linhas mestras ditadas por profundo estudo do que é o panorama do desporto automóvel de velocidade em Portugal. Temos, de uma vez por todas, de deixar o amadorismo, o empirismo e partir para decisões informadas que apontem soluções correctas e viáveis para o futuro. Esse estudo terá de analisar de forma criteriosa e profissional o aspecto financeiro, a inovação tecnológica e as bases técnicas para que a escolha feita proporcione uma preparação próximo do ideal a um piloto que queira, mais tarde, dar o salto para uma carreira internacional. Depois, temos de enfrentar uma dura realidade: a Velocidade em Portugal precisa, urgentemente, de um novo rumo, mas um novo rumo bem estruturado e com contributos de todos e não apenas de alguns, onde valores como a estabilidade, contenção de custos e saídas para um futuro internacional, sejam inegociáveis.”
Por tudo isto, o Team Novadriver apenas está disposto a participar numa categoria de promoção “no quadro de uma competição de Endurance criado pela FPAK e onde os sport-protótipos seriam a melhor opção para esse efeito, reunindo os vários carros que existem.” Fora desta realidade, o Team Novadriver não projeta qualquer participação.

 

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