Terça-feira , Novembro 13 2018
ÚLTIMAS
Home / RALI / TRÊS RALIS NUM SÓ, NO REGRESSO AO ALCATRÃO
TRÊS RALIS NUM SÓ, NO REGRESSO AO ALCATRÃO

TRÊS RALIS NUM SÓ, NO REGRESSO AO ALCATRÃO

A 9ª ronda da temporada, o Rali da Alemanha, marca o regresso ao alcatrão depois de quatro ralis disputados em pisos de terra. Os representantes oficiais do Citroën Total Abu Dhabi WRT, as duplas Craig Breen/Scott Martin e Mads Ostberg/Torstein, irão bater-se com um percurso que apresenta um vasto leque de dificuldades, ao mesmo tempo que procuram manter o impulso ganho na Finlândia.

 

 

ESTRADAS REPLETAS DE CONTRASTES

Os concorrentes ao Rali da Alemanha vão ter pela frente um desafio fora do comum: obter bons resultados em três diferentes tipos de estradas. Este evento de verão, apenas o segundo rali da temporada a ser inteiramente disputado em alcatrão (depois da Córsega), vai arrancar com um dia dominado por Especiais particularmente estreitas e tecnicamente exigentes, nas quais os concorrentes sobem e descem pelas encostas das vinhas de Mosel. No sábado, os carros do WRC irão “transformar-se” em Panzers, ou “tanques”, ao percorrerem o ambiente hostil da base militar, enquanto o resto do rali será disputado pelos campos da região do Sarre, onde o alcatrão se apresentará inevitavelmente bastante sujo. Dificuldades não faltarão, portanto, e as coisas ainda ficarão mais complicadas devido ao tempo sempre imprevisível, mas o Citroën Total Abu Dhadi WRT conhece bem as “regras do jogo”, pois já venceu por doze vezes desde 2001 (incluindo 11 no WRC). A equipa esforçou-se por passar essa experiência a Craig Breen e Mads Østberg, os dois pilotos que vão competir no rali deste ano, principalmente durante os cinco dias de intensos testes efectuados num variado conjunto de estradas com perfil de Especiais. Tendo terminado em quinto no ano passado, numa corrida que foi ganhando impulso e acabou disputada ao segundo, o irlandês sabe que, com o C3 WRC, dispõe de um carro que não só chegou ao fim em segundo na edição de 2017 deste rali, mas que também registou três vitórias em Especiais na Córsega, e que lhe permitiu, a si, exibir a sua propensão para este tipo de piso. Por sua vez, galvanizado pelos seus recentes resultados na Finlândia, Mads Østberg vai ter como objectivo terminar nos pontos, apesar da sua falta de experiência em alcatrão ao volante do carro francês.

UM ÚLTIMO DIA MAIS DIFÍCIL

Embora a Super Especial que dá início ao rali na quinta-feira tenha lugar em St.Wendel em vez de SaarBrücken, o resto das hostilidades seguirão, mais coisa menos coisa, o padrão tradicional. Contudo, aqui e ali, existem algumas alterações, incluindo o regresso da Especial de Stein Und Wein, que integrou o percurso pela última vez em 2015, na sexta-feira, e a inclusão da Especial de Grafschaft no domingo. Este selectivo percurso de 29,07 km ao longo das vinhas de Mosel, que será cumprido por duas vezes, deverá traduzir-se num último dia competitivo mais difícil, ainda antes da Power Stage de Bosenberg, que também integrou o programa pela última vez em 2015.

 

O QUE ELES DISSERAM…

Pierre Budar, Diretor da Citroën Racing: “Depois do nosso lugar no pódio na Finlândia, o objectivo é agora arrancar do mesmo ponto de partida e mostrar, tal como na Córsega, quão bom o C3 WRC é em asfalto. É claro que o tempo vai ter, mais uma vez, um papel crucial, mas demos o nosso melhor na preparação para este rali, com uma aturada sessão de testes que incluiu as vinhas de Mosel, a base militar e a zona do Sarre.”

Craig Breen: “Estou ansioso por voltar ao alcatrão. Já fez um ano desde a última vez que competi num rali 100% em asfalto. Mais uma vez, a Etapa de sábado vai ser decisiva, com duas passagens pela base militar de Baumholder, mas antes disso, espero, acima de tudo, que não chova na sexta-feira, para podermos começar o rali nas condições ideais, apesar do nosso lugar na ordem de partida. A seguir aos nossos testes na Alemanha no início do verão, tive depois um dia extra de testes na Alsácia para recuperar os hábitos de condução em alcatrão, e vou dar o meu máximo para voltar a descobrir a alegria de estar no pódio.”

Nº de participações na prova: 3 / Melhor resultado: 5º lugar (2017)

 

Mads Ostberg: “Com excepção do ano passado, entro neste rali desde 2010, portanto, conheço o percurso bastante bem e gostei sempre da variedade dos troços. Embora isso torne as coisas mais difíceis, tenho, mais uma vez, de recuperar os meus hábitos de condução neste tipo de piso, mas sei que posso contar com a imensa experiência da equipa nas competições em asfalto, e neste rali em particular. Tive dois dias de testes com o C3 WRC para experimentar as sensações em todos os perfis de estrada que vou ter pela frente. Portanto, um lugar final entre os cinco primeiros, será um bom resultado para mim.”

Nº de participações na prova: 7 / Melhor resultado: 4º lugar (2012)

 

Scroll To Top