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Um tour de force para o Abu Dhabi Total World Rally Team

Um tour de force para o Abu Dhabi Total World Rally Team

 

 

De Ajaccio a Porto Vecchio, passando por Bastia, a edição de 2016 da Volta à Córsega (30 de Setembro a 2 de Outubro) anuncia-se como um braço de ferro para as equipas do WRC. Naquela que será a sua primeira participação este ano num rali 100% em asfalto, a Abu Dhabi Total World Rally Team vai alinhar com as duplas Kris Meeke/Paul Nagle e Crag Breen/Scott Martin. Respetivamente 1ºs e 3ºs classificados na Finlândia, vão querer agora demonstrar o seu potencial nas estradas insulares.

Desde o seu regresso ao Campeonato do Mundo de Ralis na temporada passada, o Tour de Corse adotou um formato pouco habitual, com um percurso que honra o nome da prova. Na sexta-feira (dia 30), os concorrentes partirão de Ajaccio para uma 1ª Etapa disputada sem assistência na parte oeste da ilha. Voltarão para Bastia já de noite, antes da atacar as seis Especiais traçadas na Haute-Corse, agendadas para o dia seguinte. Domingo, o terceiro e último dia, levará os concorrentes até Porto Vecchio, onde será decidido o resultado final depois de mais 10 Especiais.

 

Os organizadores privilegiaram os longos setores cronometrados; sendo que, à exceção da Power Stage, a sua extensão integra-se entre os 30 e os 50 km, para um total de perto de 400 km de classificativas cronometradas! A estas dificuldades, há que acrescentar a meteorologia, muitas vezes instável neste início do Outono. Se as nuvens vierem ao encontro das montanhas da ilha, as condições poderão degradar-se brutalmente, mas não necessariamente na totalidade das Especiais. A escolha dos pneus pode então tornar-se um quebra-cabeças, com as trocas entre Michelin duros e macios, bem como o pneu joker maxi-chuva, para as tempestades mais violentas!

 

Um quadro que, em vez de desencorajar o mais aguerrido dos condutores, fascina os pilotos, a começar pelos da Abu Dhabi Total WRT. Quarto classificado na Volta à Corsega de 2015, Kris Meeke também participou nas edições de 2005 e 2006, então ao volante de um Citroën C2 Super 1600. Mesmo tratando-se do seu primeiro rali em asfalto do ano, o britânico será, necessariamente, um dos favoritos, após as suas vitórias em Portugal e na Finlândia, as duas últimas provas em que participou.

 

Graças às suas participações nas quatro últimas edições (no IRC em 2012, ERC em 2013 e 2015 e WRC2 em 2015), Craig Breen conta já uma bela experiência nas estradas locais. Este ano, ultrapassará uma etapa suplementar, ao participar no seu primeiro rali em asfalto ao volante de um WRC. A sua capacidade de progressão rápida – que lhe permitiu subir ao pódio no Rali da Finlândia – será uma vantagem para apostar num resultado convincente.

 

Após terem participado numa sessão de desenvolvimento do novo Citroën C3 WRC na semana passada, as formações do Abu Dhabi Total WRT regressaram ao asfalto no domingo (dia 25) para um dia de testes que lhes permitiu reencontrar as suas referências, antes de se iniciarem os reconhecimentos.

 

O QUE ELES DISSERAM

Kris Meeke: «Quando penso no Tour de Corse, são as terríveis condições de 2015 que me vêm à memória: as violentas tempestades, as inundações, as Especiais encurtadas ou anuladas… Estávamos à procura de pontos para o Campeonato dos Construtores e o meu 4º lugar permitiu-nos atingir este objetivo. Este ano, espero que as condições sejam mais clementes. Este rali é verdadeiramente fantástico quando as estradas estão totalmente secas! Em todo o caso, espera-me um fim de semana complicado de gerir. Na sexta-feira de manhã iremos partir para a PEC 1 de 50 km sem tempos intermédios… Nada mais podendo fazer, é preciso encontrarmos de imediato um bom ritmo, sob pena de perdermos demasiado tempo. Felizmente, a sessão de testes deste domingo permitiu-nos efetuar alguns acertos para a prova. No que diz respeito aos meus objetivos, é difícil de dizer. Evidentemente, ganhei em Portugal e na Finlândia, mas aí estava em terrenos em que sempre fui rápido. Já na Córsega penso que será mais uma etapa que terei que ultrapassar. O objetivo é fazer todos os quilómetros para progredir e estar apto para 2017. Ficarei muito feliz se acabar no pódio, mas este não é um objetivo em si.»

 

Craig Breen: «Gosto muito deste rali, pelo seu traçado ondulado e estreito, as estradas da Corsega fazem-me lembrar as da Irlanda, podendo ser por isso que me sinto aqui tão à-vontade. O formato da prova é diferente daquilo que conhecemos habitualmente no WRC, há aqui uma maior dose de resistência, com a 1ª Etapa sem assistência e com grande quilometragem. É preciso adaptarmo-nos depressa a este ritmo, para podermos acalmar nas longas ligações, antes de reencontrar o ‘fighting spirit’ no arranque para cada Especial! Depois, conhecemos bem os outros componentes deste rali, com a meteorologia que complica as escolhas de pneus, a gestão do uso dos travões, a necessidade de manter a concentração nas Especiais sinuosas e com 50 km… Será difícil logo a partir dos reconhecimentos, mas não penso que haja melhor local para disputar o meu primeiro rali em asfalto ao volante de um WRC. Mesmo se vou partir quase do zero, sei que a minha equipa tudo fará para me dar confiança. Será ilusório procurar repetir o pódio da Finlândia, um lugar no top-6 já me deixaria feliz!»

 

PARA SEGUIR A PROVA

(horas locais, mais 1 hora do que em Portugal)

Quinta-feira, 29 de Setembro: Shakedown em Sorbo Ocagnano, às 8h00

Sexta-feira, 30 de Setembro: Partida para o Dia 1 / Ajaccio – Bastia pelas 7h30 em Ajaccio

Chegada a Bastia a partir das 21h07, após 4 Especiais totalizando 157,68 km

Sábado, 1 de Outubro: Partida para o Dia 2 / Bastia – Bastia pelas 7h45

Chegada a partir das 20h01 após 4 Especiais totalizando 169,04 km

Domingo, 2 de Outubro: Partida para o Dia 3 / Bastia – Porto Vecchio, pelas 6h45

Chegada final a partir das 1430, após 2 Especiais totalizando 64,20 km.

 

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