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Os porquês da saída da Polónia e a entrada da Turquia, com a Croácia provável em 2019

Depois da já esperada saída do campeonato do Rally da Polónia devido a reincidentes problemas de segurança, o Diretor da prova Jaroslaw Noworol já prometeu começar a trabalhar para melhorar a segurança do seu evento para tentar voltar ao Campeonato Mundial de Rali o mais rápido possível. No lugar da prova polaca dar-se-a a reentrada oito anos depois do Rali da Turquia no calendário do Mundial, agora com centro nevrálgico na cidade de Marmaris, onde os organizadores do mesmo pretendem ter uma prova muita concentrada e relativamente perto do parque de assistência.

Segundo Noworol os incidentes foram causados ​​por um erro humano e por falta de negligência por parte de sua equipa. “Como organizadores da prova, assumimos a total responsabilidade pelos incidentes ocorridos e levamos a uma avaliação negativa dos padrões de segurança. Nós não pretendemos desistir de nossos esforços para voltar ao círculo de elite dos Ralis no WRC nos anos vindouros. Estamos começando a trabalhar no desenvolvimento de um novo conceito de segurança nos Ralis usando a ajuda oferecida pelo Departamento de Segurança da FIA. Convém ressaltar a alta avaliação geral do rally confirmado nos documentos relevantes pelos dos Delegados da FIA que avaliam a organização do evento. Relatórios detalhados dos representantes da FIA confirmam que, além das questões de segurança, não houve outras objeções significativas para a nossa prova. Como a segurança dos fãs é crucial para a FIA, infelizmente, o Rally da Polônia não foi incluído no calendário do WRC no próximo ano”.

Apesar das agitações contínuas em certas regiões, a Turquia retorna ao mundial pela primeira vez desde 2010. Um evento baseado em Marmaris será disputado a meio de setembro. Para Oliver Ciesla, o “Promotor” do WRC: “A Turquia é um mercado de automóveis extremamente importante, em termos de vendas e fabricação. As vendas recordes de quase um milhão de veículos foram magistradas em 2016 e as razões desportivas para sua reintrodução são acompanhadas por uma lógica comercial convincente. Estou satisfeito com o retorno da Turquia que foi unanimemente apoiado pelos Construtores oficiais do Campeonato “.

A Croácia que poderia ter tido o seu evento – o INA Delta Rally, no WRC já em 2018, foi “batida” nesta corrida pela Turquia. Os organizadores da Turquia reuniram todas as licenças necessárias e garantias do estado turco em apenas uma semana, além de assinar um contrato com o promotor do WRC que bloqueava uma data em setembro, o que foi “madrasta” pelos organizadores coatas. A Croácia recebeu para a efectivação da sua prova uma data em julho de 2018, o que era inaceitável devido às altas temporadas que se fazem sentir na região de Istria e Kvarner, locais onde se disputa a prova. Abril, maio, início de junho, e finais de setembro ou outubro são as datas que os organizadores da Croácia estão tentando junto da FIA para que a sua prova possa fazer parte do calendário mundial em 2019.

 

CARLOS DA SILVA

 

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