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Miguel Lobo ultrapassa o desafio da estreia no Rali de Portugal

 

Miguel Lobo teve uma estreia difícil nos ralis, mas bem-sucedida ao terminar a prova da Peugeot Rally Cup Ibérica do Rali de Portugal no oitavo posto, terceiro entre os portugueses..

O Campeão Nacional de Velocidade C3 de 2015 baptiza-se este ano nas provas de estradas e teve uma estreia de fogo, ao participar na ronda portuguesa do Campeonato do Mundo FIA de Ralis, integrado na competição promovida pela marca francesa.

O piloto pacense sabia que teria um rali difícil, uma vez que os concorrentes da Peugeot Rally Cup eram os últimos na estrada, encontrando os pisos bastante degradados, depois da passagem de todos os carros de tracção total.

Ainda assim, Miguel Lobo foi realizando a sua prova, subindo gradualmente o seu ritmo, à medida que se ia adaptando ao Peugeot 208 R2 e aos pisos de terra, uma novidade na sua ainda curta carreira de automobilismo.

O piloto de Paços de Ferreira acabou por sofrer na pele as exigências do Rali de Portugal, sofrendo um furo logo na terceira classificativa da jornada, atrasando-o. Da parte da tarde, voltou a ter problemas, tendo sido vítima de dois furos logo na primeira Prova Especial de Classificação vespertina, obrigando-o a duas paragens para troca de pneus.

Apesar de todas as contrariedades e de todas as novidades, Miguel Lobo conseguiu suplantar a totalidade dos obstáculos, terminando a sua estreia nos ralis no oitavo lugar da Peugeot Rally Cup Ibérica e terceiro entre os portugueses. “Esperava uma prova dura e foi isso mesmo que tive. Entrei na primeira classificativa com cuidado, mas na segunda estava já com um bom ritmo. Porém, na terceira tive o primeiro furo, mas decidimos fazer os restantes dez quilómetros assim e foi a decisão correcta. No primeiro troço da tarde tive dois furos e então tive o duvidoso prazer de me estrear a trocar pneus durante um rali. Faz parte. O meu objectivo era terminar o rali e a partir de então tomei ainda mais cuidados com o carro, dado que os troços estavam em muito mau estado depois de cem passagens de automóveis de tracção total. Fomos muito cautelosos na Super-Especial do Porto, qualquer toque poderia colocar em causa o nosso desiderato, e conseguimos terminar”, sublinhou o piloto de Paços de Ferreira.

Terminar a sua prova de estreia nos ralis foi um feito extraordinário para Miguel Lobo, que quando ontem entrou para a Super-Especial de Lousada, nunca tinha feito mais de dez quilómetros seguidos aos comandos do Peugeot 208 R2. “É um sentimento incrível. Foi a competição mais dura que alguma vez tive. Era tudo novo para mim – pisos de terra, ouvir as notas do meu navegador – e ainda por cima integrado num rali do mundial, com todas as suas exigências inerentes. Foi difícil, o que torna o facto de ter terminado bem classificado ainda mais saboroso. Quero agradecer ao meu navegador, Paulo Marques, à BS Motorsport e ao Bernardo Sousa, que me apoiaram neste desafio e me ajudaram a evoluir neste processo de aprendizagem que estou a atravessar. Estou ansioso pelo próximo rali, que disputa no asfalto de Castelo Branco”, afirmou com entusiamo o pacense.

A próxima prova da Peugeot Rally Cup Ibérica é o Rali de Castelo Branco, que se disputa entre os dias 30 de Junho e 1 de Julho.

 

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