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Acção SALVEM O MESSI vai permitir restauro do Messerschmitt KR200 de 1958

Acção SALVEM O MESSI vai permitir restauro do Messerschmitt KR200 de 1958

“Salvem o Messi”, a primeira acção de crowdfunding lançada pelo Museu do Caramulo, terminou o prazo de angariação, tendo ultrapassado o seu objectivo inicial.

 

 

A campanha teve como objectivo angariar, em dois meses, os €5.000 necessários para o restauro de um microcarro Messerschmitt KR200 de 1958, pertencente à colecção do Museu do Caramulo, e excedeu largamente as expectativas. Com início no passado dia 22 de Agosto, a campanha decorreu offline (no Museu do Caramulo) e online (em www.salvemomessi.com), até 21 de Outubro de 2015, tendo atingido 112% de execução, num total de €5.601 angariados e 130 apoiantes.

 

 

Para Tiago Patricio Gouveia, director do Museu do Caramulo, “estamos muito satisfeitos na medida em que esta campanha não só criou uma ligação de 130 pessoas e entidades a uma peça do museu como viabilizou a recuperação de um automóvel que estava há muito tempo à espera de um restauro para poder integrar a exposição permanente do Museu do Caramulo, e que de outra forma não teria essa oportunidade”. E acrescenta “além disso, esta campanha de crowdfunding foi também um teste às capacidades e ao goodwill do Museu do Caramulo, que sentimos que passamos com distinção, e isso deixa-nos muito satisfeitos e com vontade de repetir”,

 

 

Seguem-se agora os trabalhos de restauro do automóvel, que incluem acções como a colocação de um vidro de cabine novo, que se encontra actualmente partido, a reparação de chaparia, uma pintura nova, estofar o interior, a reparação mecânica do motor e da caixa de velocidades, a reparação dos componentes eléctricos, a reparação e substituição de borrachas e cromados, colocar farolins novos, entre outras intervenções.

 

 

Integrando actualmente a exposição temporária “Micro Carros, Grandes Historias”, patente no museu até ao dia 6 de Dezembro de 2015, o Messerschmitt KR200 passará a fazer parte da exposição permanente do Museu do Caramulo, uma vez concluído o seu restauro, fazendo as delícias a todos os que contribuíram para a sua recuperação e regresso aos seus dias de glória.

 

 

 

 

Sobre o Messerschmitt KR200 (1958)

 

 

A Messerschmitt AG, fabricante de aviões alemães, estava proibida, desde a Segunda Guerra Mundial, de prosseguir com a actividade de construção de aviões, tal como todos os outros fabricantes alemães.

 

 

Apesar da empresa ter voltado a sua atenção para outros empreendimentos, um dos quais foi a produção de kits para a construção de casas pré-fabricadas, utilizando técnicas de liga de alumínio derivado da indústria aeronáutica, foi a produção de microcarros que permitiu manter a fábrica em laboração.

 

 

O primeiro veículo construído pela Messerschmitt teve por base a parceria com Fritz Fend. Em

 

1952, Fritz Fend apresentou à Messerschmitt a ideia de construir pequenos veículos a motor, com três rodas, inspirados na motocicleta que havia sido construída para pessoas que, devido à guerra, tivessem ficado com limitações de mobilidade.

 

 

Em 1953, Fritz Fend desenvolveu, em conjunto com Willy Messerschmitt, uma espécie de motocicleta que se assemelhava a um avião: uma forma alongada, dois lugares longitudinais e uma carlinga em plexiglas que se abria para o lado para entrar e sair. Estava criado o KR175, em que KR significa kabinenroller ou “scooter fechada” e 175 significava a cilindrada do motor.

 

 

Este primeiro Messerschmitt era movido por um motor monocilíndrico Sachs a dois tempos colocado à frente da única roda traseira e era accionado por comandos no guiador, tal como uma scooter, o mesmo sucedendo para o arranque que se fazia com um pedal. Não tinha marcha atrás,

 

 

mas, posteriormente, foi incorporado um sistema que invertia a rotação do motor sendo possível quatro velocidades em marcha atrás!

 

 

Medindo 2.820 mm de comprido e 1.220 mm de largura, saltavam à vista as abas que cobrem as rodas dianteiras que lhe conferiam um ar imponente. A carroçaria estreita e uma área frontal baixa foram alcançadas com a disposição dos assentos em linha, o que permitiu à carroçaria afunilar-se como uma fuselagem de avião, obtendo uma excelente aerodinâmica dentro do comprimento de um microcarro.

 

 

A entrada dos passageiros para uma espécie de carlinga faz-se através da canópia que estava articulada do lado direito do veículo. A porta incluía todas as janelas, pára-brisas, caixilhos das janelas e tecto acrílico, e a parte da carroçaria onde as peças transparentes estavam montadas. Curiosidade era o limpa pára-brisas ser operado manualmente.

 

 

O início do fabrico do KR175 debateu-se com vários problemas, dos quais resultaram 70 modificações no seu desenho entre Fevereiro e Junho de 1953. A produção manteve-se até 1961.

 

 

O KR200 substituiu o Messerschmitt KR175 e criou um redesenho total, embora mantendo o conceito original. Com um motor de 191 c.c. e mais um CV de potência, o peso do conjunto subiu

23 kg, o que não foi impedimento para o aumento da velocidade máxima em 10 km/h. O KR200 existiu ainda nas versões cabrio, sport, roadster.

 

 

A versão tiger, uma das últimas, foi apresentada com quatro rodas, o que lhe retirou todo o encanto enquanto microcarro, e também todos os benefícios fiscais… No entanto, terá sido esta versão mais cobiçada, pois aliava ao motor de 20 CV e ao chassis bastante evoluído a estabilidade das 4 rodas, permitindo atingir os 130km/h.

 

 

Apesar do nome e o logótipo da Messerschmitt serem usados na viatura, foi criada uma empresa para fabricar e comercializar o veículo, a Regensburger Stahl und Metallbau GmbH.

 

 

No total, foram produzidas 30.286 unidades da versão KR200.

 

 

 

Ficha técnica

 

Alemanha

 

10 CV

 

1 cilindro

 

191 c.c.

 

4 velocidades + MA

 

230 Kg

 

100 Km/h

 

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