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Almada Extreme sprint voltou ser um enorme sucesso

Almada Extreme sprint voltou ser um enorme sucesso

ALMADA  EXTREME SPRINT  VOLTA  A  ENCHER  A  ANTIGA LISNAVE NUM  EVENTO  QUE  SE AFIRMA E QUE  ESTE ANO ELEVOU O NÍVEL DO ESPECTÁCULO

Miguel Campos e a dupla Carlos Esteves/Hugo Gomes foram os grandes vencedores do dia.

 

 

Menos  de  um  ano  depois  da  estreia  da  Almada Extreme Sprint, os antigos  estaleiros  da  Lisnave voltaram a abrir as portas  ao  público que  voltou  a dizer presente. Paredes  meias com  o rio Tejo milhares de espectadores vibraram ao longo de quase  12 horas, o que  deu total validade à aposta do Clube de Motorismo de Setúbal e da Câmara Municipal de Almada.

 

Em Outubro passado o Clube  de  Motorismo de  Setúbal e a Câmara Municipal de  Almada organizaram a primeira edição da Almada Extreme  Sprint, dando vida às antigas instalações da Lisnave e tendo como  pano de fundo o Rio Tejo. Menos  de um ano  depois, um evento que  promete marcar o seu espaço no  calendário nacional, voltou ao cenário e desta vez inovando nos 2800  metros do percurso, que  foi do agrado de toda a gente, mas também na estrutura da prova,  pois para  além das habituais provas  de regularidade e sprint, tudo terminou  com  uma   Corrida  dos  Campeões/Challenge  1000cc.  Como  garante do  sucesso basta  ver  os milhares de  espectadores que   aproveitaram o  belo  dia de  Junho, para   se  deliciarem com  o  espetáculo proporcionado  por   alguns  dos  melhores  pilotos  nacionais…  Os  números não   enganam e  segundo os responsáveis pela segurança, cerca de 27.000 pessoas estiveram na Lisnave durante o fim de semana!

 

O nível do elenco presente na  AES era elevado, tanto ao nível dos  pilotos como  das máquinas. Por isso não foi de  estranhar a enorme batalha que  Miguel Campos,  Fernando Peres, Pedro  Leal e Adruzilo Lopes, todos em  Mitsubishi, travaram com  António Dias e o Skoda  Fabia R5. Na primeira passagem aos  2800  metros do percurso foi Campos quem marcou o melhor tempo com 2m27.50s, contra os 2m28.79s de Dias. Peres, Leal se Lopes ficaram a seguir por esta ordem, com os cinco primeiros a caberem em seis segundos.

 

A entrada em cena era por  ordem numérica, pelo  que  coube ao piloto de Vizela abrir as hostilidades para  a segunda passagem. Só  que   Adruzilo Lopes  optou por  dar  espetáculo para   o  público  e  não   conseguiu melhorar o tempo que  trazia, pelo que  acabou por  até  perder lugares na  geral,  sendo batido por  Armando Carvalho,  Fernando Teotónio e  Daniel Ferreira.  Sendo   que  Carvalho ascendeu  mesmo ao  quarto posto batendo Pedro   Leal, que   melhorou a  sua  marca,   mas  não   chegou ao  segundo 30.  Na  luta pelo  pódio Fernando Peres  ficou com  o terceiro lugar, enquanto António Dias mesmo melhorando o seu  registo não conseguiu bater Miguel Campos.   O  famalicense foi o  grande vencedor e  mostrou que   quem sabe  não esquece, parando o relógio na segunda passagem no tempo de 3m26.46s.

 

No campo da  regularidade, presença habitual nas  provas  do  CMS, estes  foram  os primeiros a fazerem-se à pista  procurando encontrar o melhor ritmo  e conhecer o percurso que  iriam depois percorrer por  mais três vezes, uma  para  marcar como  sempre o tempo de referência e as restantes duas  para  igualarem essa marca.

 

 

Desta  vez havia  um  aliciante  adicional,  a presença do  campeão nacional  da  especialidade  em  2017  João

Vieira Borges, acompanhado por um navegador estreante.

 

Vencedores em  Outubro, desta vez Nuno Veiga e  Tânia  Duarte com  o Peugeot 106  não  foram  além  do terceiro lugar, conseguindo ainda assim bater João Vieira Borges  que  ficou às portas do pódio. Antonino La Vecchia e Rui Palmela colocaram o Alfa Romeo 156 no topo da tabela e parecia que  aí se iriam manter até ao final, mas o último carro  a entrar em cena,  o Porsche Cayman S da dupla Carlos Esteves/Hugo Gomes,  tinha uma  ideia diferente e acabou por garantir a vitória.

 

Mas para  além das categorias Sprint e Regularidade, este ano  houve ainda uma  inovação, com os vencedores e  segundos classificados  das  diferentes  classes  presentes a  avançarem para   a  Corrida  dos Campeões/Challenge 1000  cc,  apoiada pela Art of Speed.

 

A competição desenhada para  16  pilotos fez avançar os  oito  melhores para  a  segunda ronda e  depois sobraram quarto para  as meias-finais, Mário Castro,  Gonçalo Boaventura, Rui Ferreira  e Nuno Veiga. A final acabou por ser discutida entre Boaventura e Ferreira. O primeiro a percorrer os 2800  metros do percurso foi Rui Ferreira  que   teve  o  azar  de  ver  o  seu  carro  parar   com  problemas  de  motor,   pelo  que   a  Gonçalo Boaventura  chegou fazer  o percurso sem  sobressaltos rodando mesmo bastante mais  lento  que  nas  suas anteriores passagens para  se tornar o primeiro  Campeão dos Campeões CMS.

 

Fecha-se assim o primeiro evento do Clube Motorismo de Setúbal que  este ano  conta como  ponto alto com o regresso em Setembro da Rampa  da Arrábida ao calendário do Campeonato Nacional de Montanha. Palavra final  para   o   público  que   mais  uma   vez   compareceu  em   grande  número  e   que   voltou  a   ter   um comportamento irrepreensível, deixando claro que  fazer regressar as provas  para  a região de  Lisboa é, sem dúvida,  uma  aposta ganha.

 

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