Sexta-feira , Maio 24 2019
ÚLTIMAS
Home / RALI / BOA ESTREIA PARA ANDREAS MIKKELSEN
BOA ESTREIA PARA ANDREAS MIKKELSEN

BOA ESTREIA PARA ANDREAS MIKKELSEN

O primeiro dia do Rali de Itália/Sardenha foi muito duro para o Citroën Total Abu Dhabi WRT. Só Andreas Mikkelsen e Anders Jaeger não tiveram problemas: no seu primeiro dia de competição “a sério” com o Citroën C3 WRC, os noruegueses terminaram a etapa de abertura no nono lugar.
 O Rali de Itália/Sardenha arrancou na quinta-feira à noite com a realização da super especial de Ittiri. Os carros seguiram depois para Olbia onde passaram a noite no parque fechado.
 A primeira etapa de hoje compreendeu quatro especiais disputadas duas vezes, totalizando 125,46 km
 de troços cronometrados: Terranova (ES2/ES6), Monte Olia (ES3/ES7), Tula (ES4/ES8) e Tergu-Osilo (ES5/ES9)
 Orientados pela ordem de parrida e pela natureza exigente das especiais, os pilotos optaram por variadas combinações dos pneus Michelin LTX Force. Meek e Breen escolheram montar três pneus duros e dois pneus macios, enquanto que Mikkelsen optou por três macios e dois duros.
 Na ES22, Meeke assumiu a liderança da geral ao vencer a especial. Craig Breen segurou o quinto posto e Andreas Mikkelsen foi 13º.
 A especial seguinte foi fatal para Craig Breen, que embateu numa pedra na sequência de uma aterragem violenta, danificando. Apesar de uma fuga de óleo, o irlandês consegui chegar ao fim do troço, mas não teve possibilidades de ir mais longe e acabou por abandonar na ligação por estrada.
 Despois de ceder, por pouco tempo, a liderança a Hänninen, Kris Meek voltou à liderança na ES4. A seguir, todo o cenário voltou a alterar-se drásticamente quando o C3 WRC nº7 capotou na especial seguinte. Depois de perder quase sete minutos, o piloto da Irlanda do Norte consegui chegar ao parque de assistência de Alghero.
 Contudo, quando o carro foi examinado pelos Comissários, constatou-se que o arco de segurança estava danificado, o que ditou o fim do rali para Kris e Paul.
 Oitavo classificado da geral na assistência a meio da etapa, Andreas Mikkelsen e Anders Jaeger passaram a ser, portanto, os únicos representantes do Citroën Total Abu Dhabi WRT. Para a segunda passagem, a dupla norueguesa decidiu levar seis pneus Michelin LTX Force de composição dura.
 Ao longo da tarde, Andreas acabou por ir perdendo tempo, pois o motor do seu carro ia sempre abaixo nos ganchos. Acabou por cair para a nona posição depois de ter sido ultrapassado por Lapi na ES7, terminando o dia nessa mesma posição.

O QUE ELES DISSERAM…
YVES MATTON, DIRETOR DA CITROËN RACING: “Foi, na generalidade, um dia muito frustrante, com apenas um C3 WRC em competição a meio da etapa. Para o Andreas, o objectivo era fazer quilómetros com o carro e foi exactamente isso que ele fez. Depois de investir algum a perceber o carro, ele começou a modificar o set-up para algo mais adequado ao estilo de condução. Ele precisa de mais tempo porque o seu estilo é substancialmemte diferente do estilo do Kris, por exemplo. E como tem sido habitual nesta temporada, pagámos um preço bem alto pelo pequeno erro de julgameto do Craig. É um incidente infeliz que é fruto da sua falta de experiência, o que nos leva também a tentar tornar o carro mais sólido neste tipo de situações. Quanto ao Kris, ele disse que estava bastante confiante e que ia controlar o seu ritmo. Mesmo assim, o erro semelhante ao que ele cometeu em Portugal impediu que ele atingisse os objectivos que tínhamos traçado.”

ANDREAS MIKKELSEN: “Não foi um dia fácil. O meu objectivo era aprendar mais sobre o Citroën C3 WRC. Tenho de fazer as coisas gradualmente, passo a passo, antes de voltar a envolver-me com os pilotos da frente! Comparado com os carros que estava habituado a conduzir, este carro tem uma condução muito diferente, e é preciso algum tempo de adaptação. Trabalhámos com a equipa no sentido de alterar as afinações para padões mais próximos do meu estilo de condução. A coisa mais importante foi ter cumprido todas as especiais desta etapa.”

KRIS MEEKE: “Em primeiro lugar, lamento muito pela Citroën, por toda a equipa e por todos os nosso fãs. Começámos bem o rali e eu tentei não cometer quaisquer erros, com uma condução limpa e certinha. Mas embatemos numa berma com a roda traseira esquerda e o carro foi imeaditamente projectado e acabámos por capotar. Conseguimos endireitar o carro, com as rodas no chão, e, assim, chegar ao fim da especial. Mas o abandono tornou-se inevitável depois de vermos que uma secção do arco de proteção tinha ficado afectado. Neste momento, estou a dar o melhor, mas, pelos vistos, não chega.”

CRAIG BREEN: “No final da ES3, havia um salto forte, e nós aterrámos com violência, embatendo numa pdera que não tínhamos visto ou anotado nos reconhecimentos. O embate no chão danificou a caixa de velocidades. Tentámos reparar provisoriamente a fuga de óleo, mas não foi o suficiente para podermos continuar. Na segunda etapa, vamos alinhas em Rali 2 com uma boa posição de partida. Vamos trentar fazer bons tempos nas especiais e obter alguns pontos para Campeonato Mundial de Construtores.”

 

Scroll To Top