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Crónica Alexandre Ferreira:”Como Ganhar o Campeonato Regional de Ralis Centro com 3 mil euros…..”

Crónica Alexandre Ferreira:”Como Ganhar o Campeonato Regional de Ralis Centro com 3 mil euros…..”

Após alguma polémica e depois da suspensão dos resultados do Campeonato Regional Centro 2016, foi esta semana divulgado pela FPAK as decisões e classificações deste campeonato e um dos principais animadores desta competição vem aqui fazer o balanço da sua temporada.

Falamos de Alexandre Ferreira que aos comandos do endiabrado Peugeot 309 e acompanhado por Paulo Amorim, se sagraram Campeões Regionais de Ralis do Centro em 2016, onde vem revelar toda a sua época desportiva e como foi ser campeão regional com um orçamento de…3 mil euros.

A época de 2016 finalmente terminou com a publicação dos resultados pela Fpak, este gosto pelos automóveis começou desde muito cedo e continua ser uma paixão, não pelo exibicionismo dos resultados conseguidos, em que 2016 foi em termos mediáticosfoi a minha melhor época, mas pelo prazer da condução, o tentar sempre superar-me, pela adrenalina em estado puro que só um troço de rali me leva a uma fasquia tão elevada, e pelo espectaculo que tento proporcionar a quem está na beira da estrada. 2016 começou com o Rali Vinhos do Dão, tinha sido a nossa ultima prova de 2015, que nem iniciamos porque o motor partiu antes das verificações. Esse foi o maior investimento de 2016, fazer um motor novo a partir de dois blocos que possuíamos, comprar baquets e cintos novos por não estarem conforme os regulamentos de 2016. Começamos a época sem revisionar amortecedores que fizeram a épocas 2015, sem mudar pastilhas que fizeram 2014 e 2015, sem mudar transmissões que fizeram a época de 2015, abriu-se a caixa de velocidades, afinou-se autoblocante e pouco mais. 4 pneus Yokohama novos mas para o Rali do Dão que foi realizado debaixo de muita chuva e lama ,leva-mos atrás dois pneus com 3 ralis feitos em 2015 e 2 novos á frente. Motivo de tal opção contenção de custos. Começamos mal a super especial, travão de mão meio travado e não nos apercebemos do sucedido, um péssimo tempo e um rali de trás para a frente, terminando com a vitória no campeonato regional. Prova seguinte Rali de Tábua, resolvemos trocar os dois pneus de 2015 por dois novos, colocando os estreados em Nelas no eixo traseiro. Na Super Especial sentimos o carro sem algum andamento e tendo falhado em dois ou três ganchos, pensamos que fosse pouca gasolina e no dia seguinte não voltou a falhar mas sentia um menor rendimento, estávamos em segundo do campeonato regional entre dois 4×4 quando no fim do penúltimo troço partiu-se o apoio do motor ao charriot e nos levou a ir calmamente na última Pec porque o motor tocava no radiador, terminamos ainda assim no pódio mas caímos para a 3º posição na classificação final do rali do campeonato regional. Além disso sentia uma vibração que me indicava que uma transmissão poderia estar a entregar a alma ao criador. Na revisão para o Rali Constálica em Vouzela, além de mudar o apoio, verifica-mos que a Junta esférica homocinética da transmissão esquerda junta á caixa estava partida, reconstruimos de uma transmissão usada e lá fomos. Mudança também das pastilhas travões traseiros que estavam completamente acabadas desde Nelas. Quanto a pneus compramos 4 pneus Michelin usados para jante 16 a um dos nossos adversários no campeonato e levamos 2 Michelin N20 comprados em 2008 novos e que tinham feito duas provas e dois Michelin N21 também comprados em 2008 mas usados para jante 15. Com troços rápidos mas encadeados resolvemos ir de jante 15, que como o raport da caixa é único e de terra faz com que o carro só desse 140km/h, mas ao arrebentar um dos pneus da frente fez com que na segunda secção utilizássemos as jantes 16. É verdade, não mexemos na suspensão e fomos com molas e amortecedores de terra e nem foi rebaixado. E os travões também não deram trabalho nenhum, porque não há outros, quer sejam ralis de terra ou asfalto. Começamos novamente com o carro falhar e cedo percebemos que o carro estava pior que em Tábua. Durante a prova o carro cada vez falhou mais e ficamos por um 5º lugar no campeonato regional. Próxima prova, Rali da Pampilhosa da Serra, mudamos alguma tubagens de gasolina e revisionamos toda a instalação elétrica da bomba de gasolina e pensamos ter o problema resolvido, quanto a pneus voltamos aos 2 Yokohama estreados em Nelas e os 2 de Tábua. Novamente o carro a falhar e a parar na super especial e nos troços sempre que o depósito baixava de meio, início da manhã em recuperação, mas novamente uma tarde complicada com o carro a parar por várias vezes, mas com a desistência dos nossos dois adversários no campeonato, um por problemas de motor, outro por despiste, conseguimos vencer, e começamos aí a pensar no posição do campeonato. Vamos para Arganil, com o problema da falha de gasolina resolvido com uma bomba de gasolina nova, visto que a que estava no carro tinha sido oferecida em 2003, mas era usada, e os pneus voltam a ser os mesmos 4 Yokohama estreados no inicio da época. Quando estávamos em 2º da geral e com um minuto de avanço para o 3º, surge a primeira e única desistência da época com a caixa de velocidades partida. Último rali, Rali de Águeda, chuva, tivemos que usar uma caixa de velocidades de origem onde só colocamos o autoblocante e voltamos às jantes 15, voltando a usar no eixo traseiro os dois N21 bem velhinhos e na dianteira 2 N21 que também tinham sido comprados já usados em 2008 e recortados para fazer um Rali Pinhais do Centro nesse mesmo ano com muita chuva.Novamente suspensão de terra e os travões de terra. Chegamos ao fim do rali em 4º lugar da geral dos que pontuavam para o campeonato regional e com o titulo de Campeões, e com os quatro pneus partidos, com as telas de fora e que fez com que no ultimo troço acabassemos por fazer os últimos quilómetros bem devagar porque o pneu dianteiro esquerdo vinha a desintegrar-se, e acabou por explodir na ligação. Assim acabou a época com um orçamento de 3 mil euros mas muita diversão.”

 

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