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Duarte e Jordão com pé quente no Estoril

Duarte e Jordão com pé quente no Estoril

Foi sob um sol abrasador que as 25 equipas inscritas no Classic Super Stock se apresentaram para a segunda jornada da competição que se realizou no Circuito do Estoril, no Estoril Iberian Festival. Depois das vitórias de Fernando Gaspar e de Henrique Jordão em Braga, Carlos Dias Pedro surpreendeu ao estabelecer o melhor tempo na primeira sessão de qualificação.

 

O piloto do Ford Escort RS2000 garantiu a liderança mal foi dada a partida. Com 20 minutos pela frente, Pedro imprimiu um ritmo forte na fase inicial e quando conseguiu uma vantagem suficientemente confortável, adoptou uma postura de gestão e garantiu o primeiro triunfo do ano na categoria E4. A vantagem alcançada ao longo das primeiras voltas não foi alheia aos problemas que Fernando Gaspar, o seu principal adversário à partida para esta jornada, teve nos travões do Escort com que tinha ganho em Braga. Ainda assim, classificou-se na terceira posição, atrás do estreante Pedro Ferreira que conseguiu um meritório segundo posto nesta classe com o BMW E320/6.

 

Segundo a ver a bandeira de xadrez, José Jordão ganhou entre os F4. O piloto do Porsche 928 S protagonizou uma luta interessante com Paulo Duarte que, em Volkswagen Golf GTI, não só venceu na classe D4 como foi o terceiro a cruzar a linha de meta ao fim de nove voltas ao traçado. O piloto nortenho ainda se aproximou de Jordão na segunda metade da corrida, mas nunca conseguiu chegar-se suficientemente perto para o ultrapassar. De qualquer forma, e apesar de ambos terem mantidos os lugares, deram emoção à corrida até ao fim. O pódio F4 ficou completo com José Carvalhosa (Porsche 924 Turbo), que ficou em segundo, e com António Manuel Fresco (Ford Capri MKIII), que acabou na terceira posição. Já no D4, Rafael Cerveira Pinto secundou Paulo Duarte e Carlos Diogo Matos fez terceiro. Todos correram ao volante de Volkswagen Golf GTI.

 

Para Carlos Dias Pedro, que estabeleceu como meta para 2016 terminar no pódio, “o objectivo máximo foi alcançado”, disse. “Foi uma corrida perfeita”, salientou. José Jordão mostrou-se feliz no final. “Consegui vencer na categoria e entrego o carro direitinho ao meu filho que vai fazer a segunda corrida. Só posso estar satisfeito”, esclareceu. Já Paulo Duarte, mostrou-se entusiasmado com o resultado obtido neste confronto. “Não dava para chegar ao Porsche. Em recta, ia embora com facilidade. E mesmo nas zonas mais lentas eu aproximava-me mas com alguma condescendência do meu adversário”, explicou o piloto. “Na corrida da minha categoria, foi um excelente resultado e deu para recuperar dos 26 pontos perdidos em Braga”, acrescentou.

 

Na classe C2, Madalena Gaspar impôs o seu Datsun 1200, enquanto Fernando Morgado se destacou na categoria C3 e Miguel Ribeiro em D2. Jorge Santos esteve em bom plano na classe E3.

 

Na segunda corrida do dia pontuável para o Classic Super Stock, a história foi diferente. Ao volante do Porsche 928 S, Henrique Jordão voltou a demonstrar toda a supremacia já evidenciada na qualificação da categoria F4. Depois de algumas dificuldades em explorar as capacidades do desportivo alemão na técnica pista de Braga, o piloto portuense aproveitou as características do traçado do Estoril para aproveitar ao máximo as características do Porsche. Na corrida, voltou a demonstrar a competitividade da manhã. Depois de um mau arranque, assumiu o comando e nunca mais o largou até ser consagrado vencedor na cerimónia de pódio completado por José Amaral, que foi segundo com o Porsche, e por José Fresco, que levou o Ford Capri ao terceiro posto pela segunda vez no Estoril Iberian Festival.

 

Tal como aconteceu com Henrique Jordão, Fernando Mayer Gaspar também recebeu o carro do seu pai que tinha feito a primeira corrida. Sem os problemas de travões vividos durante o confronto inaugural, o piloto tirou partido da rapidez do Ford Escort RS2000 e venceu a categoria E4. Carlos Dias Pedro, em igual modelo, não foi além do segundo posto, e Pedro Ferreira fechou as contas do pódio com o BMW.

 

Entre os concorrentes da categoria D4, a vitória não foi para Paulo Duarte, que teve problemas no Volkswagen Golf GTI e atrasou-se, mas sim para Rafael Cerveira Pinto. Sempre muito consistente, andou boa parte da corrida na segunda posição atrás do vencedor do confronto que abriu o dia. Quando este sofreu com a mecânica do seu carro, não desperdiçou a oportunidade e conquistou um importante triunfo. Carlos Diogo Matos viu a bandeira de xadrez em segundo e Rui Moura ficou com o último lugar do pódio.

 

Para Henrique Jordão, “no Estoril é menos difícil de aproveitar o potencial do Porsche face ao circuito de Braga. Acabou por ser uma vitória controlada, tal como esperava se não cometesse erros ou tivesse problemas com o carro”, disse o jovem piloto. Já Fernando Mayer Gaspar, não dúvidas que esta foi uma forma fantástica de terminar um fim-de-semana extremamente difícil para a equipa. “Tivemos imensos problemas. O meu pai teve de parar por causa dos travões. Já nos treinos tinha sido o motor. Trabalhámos para resolver essas questões que já tinham aparecido durante a semana de preparação. Felizmente conseguimos solucionar tudo e ganhar com uma boa gestão do andamento e das temperaturas do carro que subiram neste dia de calor”, explicou.

 

Madalena Gaspar voltou a ser a melhor na categoria C2 e o mesmo aconteceu com Fernando Morgado, que se destacou em C3. Em D2 foi a vez de José Manuel Ribeiro copiar o bom resultado do filho na primeira corrida e Jorge Santos voltou a estar em evidência com o Alfa Romeo GTV.

 

Com as duas primeiras jornadas já realizadas, o Classic Super Stock tem a pausa de Verão durante o mês de Agosto e regressa nos dias 10 e 11 de Setembro para mais uma ronda da temporada. A terceira reunião do ano acontece no circuito espanhol de Jerez de La Frontera.

 

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