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ENCONTRADOS OS CAMPEÕES NACIONAIS DE VELOCIDADE NUM RACING WEEKEND EMOCIONANTE

ENCONTRADOS OS CAMPEÕES NACIONAIS DE VELOCIDADE NUM RACING WEEKEND EMOCIONANTE

 

A Velocidade Nacional esteve este fim de semana no  Autódromo do Estoril, naquela que foi a jornada de encerramento para os Campeonatos Nacionais de Velocidade e para alguns Troféus Monomarca e já são conhecidos os novos Campeões Nacionais: José Pedro Fontes e Miguel Barbosa no CNV Filipe Matias (H71), Rui Costa (H75) e Kiko Mora (H81) no CNC, Arnaldo Marques (H71), José Fafiães (H75) e Pedro Gaspar (H81) no CNC 1300 e por fim a dupla Francisco Carvalho/António Costa nos Abarth 500.

 

Foi um fim de semana que encheu o paddock do Autódromo Estoril, com as diversas categorias a emprestarem um fantástico colorido ao palco que recebeu a dupla jornada de encerramento de 2014, no que respeita aos Campeonatos Nacionais de Velocidade.

 

Corridas muito disputadas, campeões confirmados e algumas surpresas nas classificações finais, principalmente entre os troféus e categorias de clássicos, marcaram dois dias de corridas em que até o tempo ajudou a facilitar a vida a todos os presentes e contribuiu para que a tarefa dos homens do MCE saísse facilitada, até porque se afigurava tarefa bastante difícil, cumprir um horário tão compacto, em que nem a pausa para o almoço era contemplada.

 

MCE que estreou no sábado um fantástico sistema de Live-Timing, talvez o mais eficaz das pistas portuguesas, com uma rapidez de resposta impressionante – quase ao segundo – e que é de saudar, pois representa um enorme salto qualitativo, para as corridas a disputar nesta pista.

 

Ontem já tinham sido disputadas três corridas; Duas de Super 7 by Kia – com o vencedor a ser sempre Nuno Santos – e a primeira do CNV em que saíram vencedores Francisco Abreu e Luís Sá Silva. O programa de Domingo abriu com o Challenge Desafio Único e encerrou com os CSS e já estão encontrados os Campeões Nacionais de Velocidade 2014 – José Pedro Fontes e Miguel Barbosa – e ainda o vencedor do Troféu Fiat 500 Abarth, precisamente, António Costa e Francisco Carvalho.

 

CAMPEONATO NACIONAL DE VELOCIDADE

 

A segunda corrida do CNV este fim-de-semana ficou marcada pelas contas que cada piloto fazia em relação ao campeonato. Indiferente a tudo isso Luís Sá Silva tirou o melhor partido da pole position e liderou desde os primeiros metros, sendo seguido de perto na fase inicial por Stefano de Val. Mais para trás Pedro Salvador abandonava e Miguel Barbosa geria a corrida sem correr riscos. Depois das paragens Francisco Abreu continuou a liderar com o carro do Team Novadriver, enquanto José Pedro Fontes subia para terceiro, lugar que lhe garantia matematicamente o título. Com o segundo lugar final, Stefano de Val assegurou o título na categoria de Sport Protótipos. “Na fase inicial o Stefano ainda tentou atacar, mas depois acabou por ser uma corrida tranquila. Perdia um pouco no primeiro sector, mas respondia nos seguintes. O ritmo foi bom desde o início e acabou por ser uma boa vitória”, explicou o piloto angolano Luís Sá Silva. Miguel Barbosa e José Pedro Fontes festejavam o título. “Foi uma corrida sempre a fazer contas. Não entrei em nenhuma luta que nos pudesse colocar em risco, mas também não queria deixar a distância aumentar muito para os da frente. Quero dar os parabéns a toda à equipa, ao Zé Pedro e aos patrocinadores por este campeonato”, afirmou Barbosa. Por seu lado Fontes referia que “é sempre mais difícil correr desta forma. Forcei no início para chegar a terceiro, posição que nos colocava a cobro de qualquer surpresa, mas depois foi gerir e nas últimas voltas parece sempre que o carro está a fazer um barulho qualquer esquisito”.

 

CAMPEONATO NACIONAL DE CLÁSSICOS CIRCUITOS – CNCC 1300/LEGENDS CLASSIC CUP

 

Na corrida conjunta do Campeonato Nacional de Clássicos e da Legends Classic Cup Luís Barros começou por dominar na fase inicial, mas depois o Ford denotou problemas e o piloto foi obrigado a abandonar. Ficou na frente João Macedo e Silva, que depois se limitou a gerir a corrida para terminar com grande vantagem sobre Rui Costa, até porque este estava mais a pensar no título nacional de históricos 75. João Carlos Novo fechou o pódio e venceu entre os Legends Classic Cup.

Na primeira corrida destinada aos 1300, Pedro Miguel Gaspar venceu, na frente de José Fafiães e José Filipe Nogueira. “Acabou por ser uma corrida tranquila. No início ainda tive alguma pressão do João Carlos Novo, mas depois fiquei sozinho. Com o abandono do Luís Barros acabou por ser uma vitória de certa forma fácil, com mais de 30 segundos de vantagem”, explicou Macedo e Silva.

Na segunda corrida a história foi quase tirada a papel químico, com triunfo tranquilo de Macedo e Silva, na frente de Rui Costa, sendo que desta vez a novidade foi o terceiro lugar que ficou para Luís Silva que foi igualmente o melhor da Legends Classic Cup. Entre os 1300 vitória para José Fafiães, com Pedro Gaspar e José Filipe Nogueira a completarem o pódio.

 

TROFÉU ABARTH 500

 

A primeira corrida do fim-de-semana entregou praticamente o título do Troféu Abarth 500 há dupla Francisco Carvalho/António Costa. O piloto da Guarda largou da pole position e impôs rapidamente um ritmo impossível de seguir pelo resto da concorrência. No caminho para a vitória fez ainda a volta mais rápida, o que o deixava a dois pontos do título. “Hoje quero, acima de tudo, dedicar esta vitória ao João Lopes, que foi o jornalista que mais escreveu sobre mim ao longo da minha carreira. Depois dizer que acabou por ser uma corrida tranquila, depois de um início muito forte”, disse o piloto da Guarda. A batalha pelo segundo lugar também cedo ficou resolvida, porque José Carlos Pires arrancou melhor que Nuno Cardoso e depois de conseguir colocar uma margem de 1,5s para o adversário geriu essa diferença até ao final.

Na segunda corrida José Carlos Pires largou da pole position e apesar de não ter feito o melhor dos arranques conseguiu manter a vantagem. Depois com a aproximação de José Rodrigues a Nuno Cardoso, o líder tirou partido disso e cavou uma diferença irrecuperável. “Não fiz o melhor dos arranques, mas fiquei na frente. Consegui um ritmo rápido, mas percebi que o José Rodrigues se estava a chegar ao Nuno e acabei por tirar partido disso. Acabei o ano em beleza”, disse o vencedor. Com José Rodrigues e Nuno Cardoso em terceiro estavam encontrados os campeões. O quinto lugar de António Costa chegou e sobrou para juntamente com Francisco Carvalho festejar o título.

 

SUPER 7 BY KIA

 

No segundo dia de corridas do Troféu Super 7 by KIA, Nuno Santos confirmou o pleno e ganhou a terceira e quarta mangas, ganhando assim a segunda corrida e dando um importante passo rumo ao objectivo maior que é a conquista do campeonato. “Foi de facto um fim-de-semana perfeito, não só pelas quatro vitórias, como também pelo campeonato, uma vez que este resultado foi um passo muito importante. Sabia que os meus adversários estavam rápidos e por isso tive sempre de dar o máximo”, resumiu o vencedor. Eduardo e Ricardo Leitão conseguiram ficar com o segundo lugar, deixando o último espaço na tribuna dos vencedores ao espanhol Jaime Fuster.

 

CHALLENGE DESAFIO ÚNICO

 

Como sempre acontece, as corridas do Desafio Único foram animadas dentro e fora da pista, tanto na primeira como na segunda corrida. Entre os Alfa Romeo David e Sérgio Saraiva ganharam a primeira corrida e com isso ficaram mutio perto de fazer a festa do título. “Até ao momento das paragens estivémos sempre perto dos líderes e na altura da paragem assumimos o comando. Depois levei um toque que me desalinhou um pouco o carro e me fez perder o contacto com a frente da corrida. Voltei a recuperar e o meu rival levou um “drive through” e assumi o comando para ganhar”, resumiu David Saraiva. Joaquim Soares e António Barros terminaram em segundo, deixando o terceiro lugar para Tiago e Hugo Mesquita.

Nos Fiat Punto o título absoluto já estava entregue, mas em jogo estava o destinado aos circuitos, que ficou igualmente para André Pinto e João Brites. “Desde o Algarve que eramos campeões absolutos e também já tinhamos garantido o de rampas, faltava só o de circuitos. Controlei o ritmo do líder, pois sabia que depois da troca de pilotos o João era mais forte e acabou por ser a estratégia certa, pois ganhámos e conquistámos o título que faltava”, disse André Pinto. Tiago Vilela e Hugo Negrais foram segundos, ao passo que Bernardo Maia e Gonçalo Rodrigues ficaram com o derradeiro degrau do pódio.

A segunda corrida com a discussão do título como pano de fundo foi muito nervosa e acabou antes dos 50 minutos, em virtude de um toque que obrigou à interrupção da prova. No final das contas, a vitória ficou para José João Magalhães e Paulo Rodrigues, mas mais importante o título foi para as mãos de Luís e Raúl Delgado. Com exclusões pelo meio, o pódio ficou completo com Tiago e Hugo Mesquita no segundo posto e José e Diogo Rocha a fecharem o pódio.

Nos Fiat Punto nova vitória para André Pinto e João Brites, com Tiago Vilela e Hugo Negrais a repetirem o segundo lugar, ficando desta vez o pódio completo com Vasco e Manuel Barros.

 

CLASSIC SUPER STOCK

 

Na primeira corrida de Classic Super Stock embora a diferença no final dê uma ideia de alguma facilidade na vitória de Rui Azevedo, o que é facto é que o piloto do Ford passou por algumas dificuldades na fase inicial. “A primeira posição da grelha é muito perto do semáforo e devido à pala não arranquei bem e depois tive de ir atrás deles. O António Magalhães estava a ser um adversário duro, mas depois ficou para trás. Pareceu fácil, mas empenhei-me a fundo”, resumiu Azevedo, que foi naturalmente o melhor da classe E4. Luís Ribeiro foi segundo e ganhou a classe F4, enquanto Manuel Menezes fechou o pódio e venceu a categoria F3. Carlos Fernandes levou a melhor na F3, Rafael Pinto e Carlos Pedro ganharam na D4. Fernando Mayer Gaspar e Madalena Gaspar foram os vencedores na classe C2 e João e Miguel Ribeiro ganharam nos D2.

A fechar o dia no Autódromo do Estoril decorreu a segunda corrida dos CSS. E desta vez Rui Azevedo não se deixou surpreender pelo semáforo e venceu com autoridade. “Foi uma corrida engraçada, em que acabei por me divertir sozinho. Como sempre a CarTrofa entregou-me um carro fantástico e estou muito contente com esta corrida”, explicou o vencedor, que foi ainda o melhor dos E4. António Raposo de Magalhães e Luís Sousa Ribeiro fecharam o pódio, com Sousa Ribeiro a ganhar nos F4. Manuel Cabral Menezes venceu nos F3, Carlos Fernandes nos E3, Rafael Pinto e Carlos Pedro nos D4, João e Miguel Ribeiro nos D2 e por fim Fernando Mayer Gaspar e Madalena Gaspar nos C2.

 

SINGLE SEATER SERIES

 

Ao contrário do que tem sido hábito, a primeira corrida dos Single Seaters foi bem mais morna que o habitual. Gonçalo Inácio fez um bom arranque e isolou-se. Ainda se pensou que Tiago Raposo de Magalhães poderia seguir o líder, mas isso não veio a suceder e Inácio acabou por caminhar de forma tranquila para a vitória. “Fiz um bom arranque, mas pensei que o Tiago me ia seguir. Ainda passei duas voltas a olhar para os espelhos, mas depois percebi que estava sozinho e nas últimas duas voltas geri o ritmo”, afirmou. Atrás de Tiago Raposo de Magalhães ficou Diogo Lopes que encerrou o pódio. António Mendonça ganhou na classe FK70, António Raposo de Magalhães nos FK80, Vasco Sampaio nos FK90 e Francisco Pereira e Pedro Charrais nos FV.

A segunda prova do dia foi aquilo que tem sido hábito. Tiago Raposo de Magalhães e Gonçalo Inácio discutiram a vitória metro a metro, trocando de posições por algumas vezes ao longo da corrida, acabando no final por prevalecer Raposo de Magalhães por menos de um segundo. Espectacular foi igualmente a luta pelo terceiro lugar, com Diogo Lopes a acabar por passar por Paulo Sá Silva já na parte final da corrida, depois do angolano ter defendido mal uma trajectória. Ainda tentou responder, mas acabaram os dois a par, com a vantagem a cair para o lado de Lopes por 12 milésimos de segundo. “Foi uma corrida à imagem do que sucedeu em Portimão. A luta foi de princípio a fim, com total fair play e agradeço à minha equipa que me deu um carro fantástico que me permitiu vencer”, esclareceu no final Tiago Raposo de Magalhães.

António Raposo de Magalhães ganhou nos FK80, António Mendonça nos FK70, Vasco Sampaio nos FK90 e Francisco Pereira e Pedro Charais nos FV.

 

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