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Estoril Racing Festival foi uma grande festa com muita competição e animação em todas as  categorias

Estoril Racing Festival foi uma grande festa com muita competição e animação em todas as categorias

O Estoril Racing Festival 2014, organizado pela PROmotorsport, decorreu este fim de semana no Autódromo Estoril, sob um sol acolhedor e pleno de competição em todas as grelhas de algumas das categorias mais interessantes da velocidade nacional, tendo-se apurado os vencedores dos Classic Super Stock, Single Seater Series e Super 7 by Kia, esta última a contar com forte participação internacional.

Depois de no Sábado, a presença em pista se ter limitado a treinos livres e algumas qualificações, a manhã de Domingo começou pela primeira evolução em pista por parte dos CSS, que realizaram uma qualificação de uma hora, antes da primeira competição direta dedicada aos Single Seaters e da primeira de quatro corridas dos Super 7 by KIA. Do completo programa, constava ainda uma segunda prova dos SSS e as 2h Endurance SSS, que encerrava a competição em pista, nesteanimado fim de semana do Estoril.

O primeiro vencedor do dia seria Gonçalo Inácio, que apesar de vencer a primeira prova dos SSS, não evitou a conquista do título da categoria FZ, por parte de Tiago Raposo de Magalhães. Nos Super 7, quatro provas com as duplas Aaron Head/Dale Head e Jon Barnes/Mark Farmer a
dividirem irmamente as vitórias e com a representação portuguesa a marcar presença destacada, através de Ricardo Leitão e Nuno Santos que acabou por ser o vencedor do Troféu Super 7 by KIA.
Finalmente nos Classic Super Stock, a longa prova de 2 horas consagrou como vencedores absolutos Jorge Leite e Carlos Fernandes num BMW 2002 Ti.

Com o tempo a ajudar, as movimentações do Paddock foram ampliadas pelo facto de haver muita animação junto à praça da restauração, principalmente através do Troféu Nacional de Perícias, organizado junto à tenda PROmotorsport, que incluía no seu interior, a exposição de alguns carros de competição e ainda a presença dos simuladores da GT Competizione, que fizeram as delicias de muitos dos jovens presentes.

Um evento que encerrou da melhor forma a temporada portuguesa da velocidade nacional e que já se está a tornar um dos mais apetecidos de ano para ano.

CLASSIC SUPER STOCK – 2h ENDURANCE

O programa de festas no Estoril terminou já noite cerrada. As 2 Horas dos Classic Super Stock foi a última prova do dia e acabou já à luz dos faróis. Os títulos ainda estavam por atribuir, mas os pilotos entregaram-se à luta procurando o melhor resultado possível. Após os 120 minutos decorrida, a vitória ficou para Carlos Fernandes e Jorge Leite. No entanto, o segundo lugar da corrida ficou para a dupla Simplício e Marco Pinto, que com este resultado segurou o ceptro na classe E2, com José Mota e Fernando Soares a fecharem o pódio, vencendo a categoria F4, classe em que o título ficou para Mota. Na classe C2 vitória na corrida para Filipe Martins/João Diogo Lopes/Luís  Prates/Nuno Alves, título de 2014 para Rui Castro. Nos E4 António Maria Raposo de Magalhães e Luís Lisboa foram quintos na pista e venceram na classe, com o título a ficar na posse de Raposo de Magalhães. Nos D4 Carlos Pedro e Rafael Pinto levaram a melhor, com este último a sagrar-se campeão. Entre os C4 João Andrade e João Carlos Andrade fizeram o pleno, vitória e título. Na classe D2 Paulo Sousa e Pedro Charais ganharam e terminaram no nono lugar da geral, mas quem fez a festa maior foi Miguel Ribeiro. Manuel Cabral Menezes contou nesta corrida com a ajuda de Jorge Santos para ganhar a classe F3 e assegurar o título.

SINGLE SEATER SERIES

Ao contrário do que tem sido habitual, a primeiro corrida dos Single Seaters teve pouca história noque diz respeito à luta pela vitória. Gonçalo Inácio fez um bom arranque e rapidamente ganhouuma boa vantagem sobre Tiago Raposo de Magalhães, que se queixou que nas primeiras voltasteve que adaptar o repartidor de travagem, que estava desajustado e que fez com que nas primeiras voltas o carro bloqueasse as rodas dianteiras.

Assim, interessante acabou por ser a batalha pelo segundo lugar, com Paulo Sá Silva a dar muita luta a Raposo de Magalhães, a quem este segundo lugar era suficiente para garantir o título na categoria FZ, a mais concorrida da competição. “Acabou por ser tranquilo. Fiz um bom arranque, forcei nas primeiras voltas, mas na segunda recebi informação da boxe que o Tiago (Raposo de Magalhães) estava em segundo e passei a gerir para não estragar. Esse era o resultado que ele precisava para ser campeão”, explicou o vencedor.

Já Raposo de Magalhães estava contente com o título, mas descontente com o carro. “Tinha a repartição de travagem toda para a frente e por isso nas primeiras voltas bloquei várias vezes as rodas enquanto procurava acertar outra vez com a afinação. Parabéns ao Gonçalo (Inácio) que
fez uma boa corrida e mereceu ganhar. Eu estou contente com o título”. Quanto ao derradeiro degrau do pódio ficou pela primeira vez na época para Paulo Sá Silva. “Finalmente. Depois de alguns azares que tive ao longo do ano penso que já merecia. Tive uma bela luta com o Tiago, mas a experiência dele prevaleceu no fim”, disse o piloto angolano. Nas restantes classes vitórias para Eduardo Bianchi de Aguiar (VJ8), Fernando Gaspar (FK80), João Paulo Matos (FK70), Francisco Pereira (FV) e Vasco Sampaio (FK90).

SINGLE SEATER SERIES

A última corrida da temporada dos Single Seaters foi provavelmente a mais monótona. Gonçalo Inácio fez um bom arranque e saltou para primeiro, começando desde logo a cavar um importante fosso para os demais, até porque Tiago Raposo de Magalhães abandonava ainda na primeira volta com uma roda bloqueada. “Foi uma corrida calma. Fiz uma boa partida e na primeira volta criei logo uma boa vantagem. Forcei o ritmo durante as primeiras cinco voltas e depois geri. Acabei por perder o campeonato por um ponto, mas quero dar os parabéns à equipa que esteve sempre muito bem e acabou por ser um bom final de ano, com duas vitórias”, disse no fim
Gonçalo Inácio.

Luciano Carvalho acabou por levar a melhor na luta pelo segundo lugar, com Diogo Sousa a fechar o pódio, numa corrida em que Paulo Sá Silva ficou arredado desta batalha devido a problemas de  embraiagem. Fernando Gaspar (FK80), João Paulo Matos (FK70), Vasco Sampaio (FK90), Francisco Pereira (FV) e Eduardo Bianchi de Aguiar (VJ8) foram os outros vencedores da tarde.
SUPER 7 By KIA

Se nos treinos 47 carros em pista criavam a dificuldade de se conseguir fazer uma volta limpa, para a corrida a perspectiva era de uma jornada atribulada, nomeadamente no momento das partidas. E assim foi. Logo no arranque para a primeira manga da primeira corrida um incidente na curva 3 obrigou à entrada do safety car, mas alguns pilotos não respeitaram essa indicação, provocando um acidente na recta da meta que levou à interrupção da corrida.

No recomeço, rapidamente Aaron Head e Terry Langley fugiram ao resto do pelotão e entregaram-se numa luta sem quartel pela vitória. No final cortaram a meta lado a lado separados por 89 milésimos de segundo, com a vantagem a pender para o lado de Head. Também a batalha pelo derradeiro degrau do pódio foi intensa, com Mark Former a levar a melhor sobre Paul Thacker por menos de meio segundo. Nas contas nacionais, o melhor foi Ricardo Leitão.

A segunda manga teve protagonistas diferentes, com Jon Barnes, que faz equipa com Mark Former a ganhar, mas como Mike Hart, colega de equipa de Terry Langley fez segundo foram estes que acabaram por vencer a primeira corrida. Com o quarto lugar, Dale Head acabou por ficar com o terceiro degrau do pódio no acumulado das duas corridas com Aaron Head. Ricardo Leitão foi o melhor português, enquanto na luta pelo título Nuno Santos atrasou-se ao ser obrigado a abandonar com problemas de embraiagem, o que permitiu a Gonçalo Lobo do Vale passar para o
comando do campeonato.

Após a pausa para o almoço mais uma corrida com duas mangas. E as vitórias voltaram a ter os mesmos protagonistas, só que desta vez a primeira manga não teve história, com Aaron Head a conseguir rapidamente ganhar vantagem, o que lhe permitiu manter-se a cobro de qualquer ataque da concorrência. Terry Langley voltou a repetir o segundo posto, com Paul Thacker a fechar o pódio. Mas a grande exibição do início da tarde foi de Nuno Santos. Sabendo que precisava de vencer para poder chegar ao título, o piloto do carro nº 77 fez uma corrida notável.
Largou de 44º e foi ganhando lugares atrás de lugares, terminando em 15º e segundo melhor  português atrás de Ricardo Leitão.

A última corrida da temporada dos Super 7 by KIA tinha o aliciante de decidir o título. Embalado pela prova que tinha acabado de realizar, Nuno Santos voltou a estar em plano de evidência, vencendo entre os pilotos portugueses, resultado que lhe garantiu o título. “Esta tarde foi de faca
nos dentes. Na segunda corrida tive um problema de embraiagem e decidi que seria para me divertir. Larguei de 44º e foi uma corrida louca, com muitas ultrapassagens. Na segunda continuei a dar tudo, o carro esteve perfeito e consegui vencer e garantir o título por uma margem muito curta”, explicou o novo vencedor do Super 7 by KIA. Gonçalo Lobo do Vale fechou o ano em segundo, ao passo que na última corrida do programa foi Hugo Araújo o terceiro, numa prova em que a equipa da Federação Angolana não foi feliz, sendo obrigada a abandonar devido a
problema mecânicos.

No que diz respeito à vitória, esta acabou por ficar nas mãos de Terry Langley e Mike Hart, na sequência dos dois segundos lugares conseguidos nas duas mangas da tarde, com a segunda a ser ganha por Jon Barnes e Mark Former.

Outras informações em www.estorilracingfestival.com ou na página Estoril Racing Festival do Facebook

 

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