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FMP com novas apostas no CNTT

FMP com novas apostas no CNTT

· Introdução da Classe Hobby
· Aposta na valorização e no crescimento
· Primazia às competições Auto/Moto
· Sucesso das medidas de segurança

Sob a égide da Federação Portuguesa de Motociclismo arranca, em Góis, no próximo fim-de-semana a primeira jornada desta temporada de 2015 do Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno.

Para José Rita “este ano de 2015, tal como nos anteriores, temos importantes novidades que vão no sentido de valorizar as competições e criar mecanismos que permitam às provas ter um maior número de participantes. Depois do sucesso no Nacional de Enduro, avançou-se este ano para a criação da classe Hobby no Todo-o-Terreno. É uma forma de atrair, para as competições, pessoas, normalmente das regiões próximas onde a prova se disputa, que gostariam de ter essa experiência, mas não estão suficientemente motivadas, nem para todo o processo de tirar a licença desportiva, nem para, eventualmente, disputar a prova por inteiro. Para além disso o seu orçamento é por norma limitado e poderem competir, em total segurança, mas a um preço mais reduzido passa a ser mais atrativo. A experiencia que temos do Enduro é que este primeiro contacto com a competição é uma porta de entrada para uma participação mais efetiva e o número de pilotos licenciados e participantes assíduos nas provas, cresce”, salienta o responsável da Comissão de Todo-o-Terreno da FMP que acrescenta:

“A valorização das provas do calendário nacional de todo-o-terreno passa também pela imagem que transmitem, tanto a nível local com a nível nacional e por isso continuamos a dar primazia às competições conjuntas auto/moto. Estamos perante uma modalidade onde os espectadores apreciam esta diversidade e os organizadores conseguem assim oferecer um espetáculo bem mais aliciante e completo. As autarquias, que são geralmente um excelente suporte das competições de todo-o-terreno, na sua quase totalidade disputadas no interior, conseguem também deste modo uma maior promoção para a sua região e em época de crise temos de ser cada vez mais criteriosos nestes domínios. É muito importante a qualidade desportiva das provas mas sem promoção, divulgação e sem espectadores, seja no terreno como na televisão ou nas redes sociais, é muito complicado tantos para os pilotos como para os organizadores conseguirem os indispensáveis apoios”.

Uma das apostas recentemente introduzidas com muito sucesso teve a ver com questões de segurança. “A segurança em provas de todo-o-terreno é fundamental. É de todo impossível acompanhar in loco cada um dos pilotos e os acidentes podem surgir a qualquer momento. É necessário atuar rápido e pelas suas caraterísticas nem sempre os acessos são fáceis. A introdução do GPS para cada um dos pilotos veio permitir não só monitorizar a sua posição e situação a cada momento como levou à criação de um posto de comando das provas, que coordena de forma extremamente eficaz a direção da prova, bombeiros, médicos e proteção civil. Com menos pessoas no terreno passou a ser possível responder melhor às necessidades. Para além disso o GPS tem um conjunto de funcionalidades que estamos aos poucos a poder explorar com será para este ano o incremento de um maior número de Controlos de Passagem com cronometragem efetiva sem a necessidade de ter pessoas no local para além de identificar com muito rigor o cumprimento do percurso por parte dos pilotos. Isto alarga de forma muito importante a capacidade da gestão desportiva das provas e a eventual redução de custos” explica José Rita.

Sendo uma modalidade que tantas alegrias tem dado aos portugueses no plano internacional onde, para além do reconhecido valor desportivo dos seus pilotos, também as provas nacionais são vistas como de excelente nível organizativo e pela qualidade e variedade das suas pistas. Para José Rita “a captação de pilotos e equipas para o nosso campeonato é também uma aposta que gostaríamos de fazer. A competição de UTV/Buggy pela sua originalidade no plano europeu tem atraído pilotos de diversas nacionalidades mas seria muito interessante que o fluxo fosse ainda maior. O CNTT é Open o que permite a pilotos estrangeiros conquistarem o título e esse é um dos incentivos mas vamos continuar a trabalhar nesse domínio”, salienta o responsável da Comissão de Todo-o-Terreno da FMP.

 

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