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HAAS F1 TEAM AMBICIONA OS PONTOS PELA 3ª VEZ CONSECUTIVA

HAAS F1 TEAM AMBICIONA OS PONTOS PELA 3ª VEZ CONSECUTIVA

 

A Haas F1 Team chega à terceira ronda do Campeonato do Mundo FIA de Fórmula 1 num impressionante quinto lugar do Campeonato de Construtores graças a resultados consecutivos do Romain Grosjean. Desde que a Shadow Racing – outra equipa americana – se estreou em 1973, com resultados nos pontos consecutivos para o californiano George Follmer, que uma organização não terminava entre os seis primeiros nas suas duas primeiras corridas.

Agora, a Haas F1 Team – a primeira equipa de Fórmula 1 americana em trinta anos – tem a oportunidade criar história quando chegar a Xangai para o Grande Prémio da China. A corrida de cinquenta e seis voltas ao Circuito Internacional de Xangai, com o perímetro de 5,451 quilómetros e dezasseis curvas, marcará a terceira prova da Haas F1 Team e, para além de mais pontos para Grosjean, o principal objectivo é garantir que o seu colega de equipa, Esteban Gutiérrez, termine e também nos pontos.

Enquanto Grosjean conquistou um sexto lugar na prova de abertura da temporada, o Grande Prémio da Austrália, apoiado por um quinto lugar no Grande Prémio do Bahrein, Gutiérrez foi bafejado pelo azar e não pôde reproduzir o mesmo tipo de resultados. Apesar de um ritmo semelhante ao do seu colega de equipa, na Austrália Gutiérrez foi vítima de um acidente para o qual em nada contribuiu com dezasseis voltas cumpridas, ao passo que no Bahrein uma dificuldade técnica obrigou-o ao abandono após nove voltas.

A força colectiva da Haas F1 Team foi vislumbrada na qualificação do Bahrein, com ambos os pilotos a avançarem com solidez para a Q2, tendo Grosjean se qualificado em nono e Gutiérrez em décimo terceiro. Foi a primeira vez na história da Haas F1 Team que os seus pilotos avançaram para a Q2 – outro feito alcançado na época de estreia da equipa.

Para se ter sucesso na China é necessário vencer o desafio apresentado pelas “curvas caracol” e a enorme recta traseira de Xangai. As curvas caracol assemelham-se a um caracol e forçam os pilotos adoptar um ritmo de caracol – pelo menos comparando com a normalidade da Fórmula 1. Estas curvas, que compreendem as curvas 1-4 e 11-13, opõem-se aos 1400 metros da recta traseira – a mais longa da Fórmula 1. Assegurar o apoio aerodinâmico necessário para maximizar estes elementos vastamente divergentes, juntamente com outros aspectos da pista, é semelhante a andar no fio da navalha.

O décimo terceiro Grande Prémio da China é o terceiro round da temporada deste ano e a Haas F1 Team ambiciona os pontos pela terceira vez consecutiva na terceira corrida da sua existência. Para Grosjean, a oportunidade de marcar pontos surge no dia do seu trigésimo aniversário. Para Gutiérrez, terminar nos pontos marcaria o seu terceiro Grande Prémio da China.

A numerologia é um bom pronuncio para a Haas F1 Team, dado que o três é um número muito importante na cultura chinesa. Pronunciado “sān”, é semelhante ao caractér de nascimento. É claro que, logo após o nascimento vem o crescimento e, desde a estreia na Austrália, a estatura da Haas F1 Team cresceu a um ritmo considerável – um ritmo que pretende manter na China.

GUNTHER STEINER – CHEFE DE EQUIPA
Dois Grandes Prémios, duas corridas muito fortes para a Haas F1 Team. Esperava que este sucesso fosse possível de alcançar tão cedo?
“Não, realisticamente, não. Sempre dissemos que gostaríamos de marcar pontos e de fazer a diferença. Queríamos estar no meio do pelotão, mas terminar no sexto e quinto lugares nas primeiras duas corridas não estava certamente nos planos. Mas nós não nos fazemos de rogados e estamos satisfeitos com os resultados.”

A equipa aprendeu cada vez mais durante cada um dos Grandes Prémios. Mas o que estão a aprender sobre a estratégia de pneus e de que forma os diferentes tipos de compostos afectam o carro?
“É sempre específico de cada Grande Prémio. Saímos para a pista e testamos na sexta-feira e no sábado e, sobretudo, observamos a degradação dos pneus e os níveis de aderência. Na Austrália usámos os dados que recolhemos em Barcelona, dado que não rodámos muito em Melbourne devido às condições climatéricas. As corridas são todas diferentes, assim como as pistas. Cada pneu reage de forma diferente à pista e tentamos sempre aprender o máximo que podemos durante os fins-de-semana de corridas. Por outro lado, temos que escolher os pneus antes dos fins-de-semana de corridas. A nossa equipa tem feito boas decisões e escolheu os pneumáticos certos para o momento certo.”

Com o formato de qualificação usado na Austrália e no Bahrein , era muito vantajoso alcançar a Q2 sem passar à Q3?
“Na Austrália estivemos longe de chegar à Q2 devido a algumas dificuldades na Q1. No Bahrein ficámos muito satisfeitos por não chegar à Q3, dado que isso permitiu-nos iniciar a corrida com um novo jogo de pneus. Com pneus novos, temos mais aderência no arranque. Ambos os pilotos jogaram bem com essa vantagem e partiram muito bem.”

Pela primeira vez na história da jovem Haas F1 Team, ambos os pilotos avançaram para o segundo segmento da qualificação. Esse facto foi importante para a equipa?
“Avançar para a Q2 ajudou-nos a ganhar confiança. Queríamos realizá-lo na Austrália, mas não conseguimos. No entanto, no Bahrein conseguimo-lo e é isso que vamos tentar fazer em todos os Grandes Prémios.”

A Haas F1 Team iniciou a sua temporada de estreia a ultrapassar as expectativas. Mas na Fórmula 1 todos estão a desenvolver os seus carros constantemente, é difícil manter a competitividade relativa?
“É muito difícil, mas vamos continuar o desenvolvimento. Vamos continuar a testar no túnel de vento e a trazer novos desenvolvimentos para o nosso carro, e isso levar-nos-á a ganhos aerodinâmicos ao longo da temporada. Penso que na China teremos novos desenvolvimentos, como as restantes equipas do meio do pelotão.”

No Bahrein vimos a equipa a efectuar cinco trocas de pneus durante a corrida. Como correram, qual foi a sensação de, finalmente, realizar trocas de pneus durante a corrida?
“Tenho que dizer que duas das três trocas pneus foram boas. Ainda podemos melhorar, mas estamos onde queríamos estar. Na terceira tivemos uma dificuldade com uma porca da roda. Fiquei satisfeito com o mecânico, dado que quando ele a ia apertar, percebeu que alguma coisa estava errada e tirou-a. Se ele não a tivesse apertado, provavelmente, o carro seria parado após duas ou três curvas com a roda solta. Portanto, tivemos um problema, mas foi resolvido e, provavelmente, perdemos dois segundos, o que não fez grande diferença. O mecânico e o seu comportamento impediu-nos de realizar uma um erro ainda maior.”

Apesar de a equipa estar a evidenciar boas performances, e os resultados de Grosjean provam-no, o azar tem prejudicado os esforços do Gutiérrez, que tem dois abandonos. Como faz para equilibrar o sucesso de um piloto enquanto trabalha para ajudar o outro piloto a ultrapassar a adversidade que tem sentido?
“No incidente do Esteban da Austrália olhamos para ele com a abordagem: ‘o que podemos fazer quando alguém vem por trás e te bate?’ No Bahrein, tivemos um problema com um disco de travão e estamos ainda a investigar por que motivo partiu. Estamos a trabalhar com o fabricante de travões para termos um entendimento melhor do problema e poder evitá-lo no futuro. Falei com o Esteban depois da corrida e ele disse: ‘Guenther, estas coisas acontecem. Não há nada que possamos fazer.’ Ele entende o motivo que o levou ao abandono em cada uma das corridas e agora está determinado em chegar ao fim da corrida e conquistar pontos.”

Explique-nos o nível de sofisticação de um carro de Fórmula 1 dos dias de hoje. Por que motivo um problema não pode ser resolvido nas boxes durante a corrida, como acontece na NASCAR Sprint Cup Series?
“Se alguma coisa parte num carro de Fórmula 1,eles são tão sofisticados, que é um longo processo para determinar o que está errado e, então, já não há tempo suficiente para o resolver. Para além disso, os mecânicos estão envolvidos nas trocas de pneus, portanto, quanto alguma coisa corre mal, não podemos colocar três ou quatro a resolveram o problema, dado que, regulamentarmente, eles são necessários para o pit-stop do outro carro que está ainda em pista. Tentar reparar o carro e regressar à corrida com vinte voltas de atraso não faz qualquer sentido.”

Estão duas corridas disputadas e já conseguiram alcançar alguns objectivos da pré-temporada, como é o caso de conquistar pontos. O que pretende alcançar na China?
“Um dos nos objectivos é levar os dois carros até ao final da corrida, porque ainda não o conseguimos fazer. Queremos sempre mais e, para já, melhorar passa por terminar com os dois carros, de preferência com os dois nos pontos.”

ROMAIN GROSJEAN – PILOTO #8
Dois Grande Prémios, duas corridas muito fortes para a Haas F1 Team. Esperavas que este sucesso fosse possível de alcançar tão cedo?
“Bem, inicialmente não. Não julgava ser possível. Ninguém acreditava. Pensava que era possível alcançar pontos no início da temporada, sim, mas terminar nos seis primeiros, não acreditava, mas estou a gostar.”

O arranque é crucial em cada Grande Prémio, e isso foi especialmente evidente no Bahrein. Tanto tu como o teu colega de equipa conquistaram muitas posições na partida. Estas evidências são mais uma questão estratégica ou é uma questão de aproveitar a oportunidade?
“Ambas. Começámos com pneus novos, o que nos dá alguma vantagem relativamente ao carro que estava à minha frente. É claro que na primeira curva, na primeira volta, há sempre muitas oportunidades. Pode ser um pouco confuso, também. Temos que decidir bem. Estive bem na primeira curva, depois fui um pouco bloqueado pelo (Lewis) Hamilton, que tinha sofrido um toque, mas é uma questão de encontrar o limite certo.”

A dado momento da corrida, tinhas a volta mais rápida da corrida. Isso é um vislumbre do que o VF-16 pode fazer esta temporada?
“Sim, vi isso na televisão. É fantástico. Penso que a melhor prova do que o VF-16 é capaz de fazer são a qualificação e a corrida do Bahrein. Nono na qualificação, poupar pneus, e então sexto na corrida.”

A estratégia que usaste no Bahrein significou que tinhas que ser agressivo durante a corrida. Como equilibras a agressividade com a necessidade de proteger o carro?
“É difícil. Tem que se encontrar o equilíbrio certo entre ter a estratégia correcta para ganhar muitas posições, cuidar do carro, dos travões, pneus e combustível. É sobretudo uma questão de experiência, encontrar o equilíbrio entre todos os aspectos.”

A equipa aprendeu cada vez mais durante cada um dos Grandes Prémios. Mas o que estão a aprender sobre a estratégia de pneus e de que forma os diferentes tipos de compostos afectam o carro?
“Penso que existe ainda muito potencial no carro que ainda não descobrimos, o que é fantástico. É, certamente, muito divertido para toda a rapaziada e para mim. Estamos ansiosos por mais. Ter estratégias agressivas oferece-nos boas oportunidades. Na China temos, novamente, algumas opções de pneus agressivas, vamos esperar que funcionem tão bem como no Bahrein.”

No Bahrein rodaram muito mais até à corrida do que na Austrália, onde a chuva afectou os treinos-livres. Foi benéfico para a corrida a forma consistente como estiveram em pista na sexta-feira e no sábado?
“Foi mais importante para nós que para os outros, dado que testámos pouco e, depois, fizemos poucas voltas no início do fim-de-semana da Austrália. Ser possível efectuar dois dias plenos de preparação para a corrida foi muito importante para os dois carros.”

Pela primeira vez na história da jovem Haas F1 Team, tu e o teu colega de equipa avançaram para o segundo segmento da qualificação. Esse facto foi importante para a equipa e para ti?
“Foi o primeiro objectivo do fim-de-semana – melhorar a nossa performance na qualificação relativamente a Melbourne. Não foi muito difícil, mas foi uma boa conquista. Melhorar na corrida é um desafio maior e também o conseguimos. Temos muito para aprender, mas estamos na direcção certa.”

A Haas F1 Team iniciou a sua temporada de estreia a ultrapassar as expectativas. Mas na Fórmula 1 todos estão a desenvolver os seus carros constantemente, é difícil manter a competitividade relativa?
“Agora esse será o nosso desafio, manter-nos com as grandes equipas. Tivemos um bom arranque e temos uma boa base de trabalho. É claro que, como piloto, queremos mais performance. Penso que temos algumas peças novas para a China e, depois, teremos mais. Estou muito ansioso por experimentar os primeiros desenvolvimentos para perceber se funcionam como devem. Não conhecemos ainda o carro a cem porcento, portanto, existe ainda algumas coisas que podemos fazer sem os novos desenvolvimentos.”

Explica-nos uma volta ao Circuito Internacional de Xangai.
“É uma pista divertida. A primeira curva é, provavelmente, a mais conhecida. É uma direita muito longa. Esta é uma pista muito dura para os pneus dianteiros. Há também uma longa recta na traseira que precede uma forte travagem. Será um bom teste para nós verificar se, num traçado diferente, estaremos tão bem como fomos no Bahrein.

ESTEBAN GUTIÉRREZ – PILOTO #21
No Bahrein rodaram muito mais até à corrida do que na Austrália, onde a chuva afectou os treinos-livres.
Foi benéfico para a corrida a forma consistente como estiveram em pista na sexta-feira e no sábado?
“Foi muito benéfico, dado que tivemos a oportunidade de explorar e aprender mais no que diz respeito à afinação. Entre Barcelona e Austrália não tivemos verdadeiramente tempo para experimentar muita coisa. Rodar consistentemente nos treinos-livres do Bahrein ajudou-nos a desenvolver a afinação do carro, o que será muito benéfico para o próximo Grande Prémio.”

Pela primeira vez na história da jovem Haas F1 Team, tu e o teu colega de equipa avançaram para o segundo segmento da qualificação. Esse facto foi importante para a equipa e para ti?
“Para a equipa é um reforço de moral, dado que pudemos mostrar a nossa verdadeira velocidade em qualificação e, também, na corrida, o que é a melhor combinação possível. Temos ainda muito trabalho por fazer para extrair o máximo da nossa performance, mas estamos a caminho de o conseguir. É uma grande motivação para mim, porque perceber que posso estar confortável a pilotar o carro nos limites significa muito. Posso verdadeiramente ter prazer e andar nos limites.”

A tua corrida do Bahrein terminou prematuramente devido a um problema mecânico. Apesar de ser desapontante, como foi que ultrapassaste esse desapontamento e te preparaste para a China?
“Tenho a sensação que os bons resultados estão ao virar da esquina e isso significa conquistar pontos consistentemente. Tivemos um bom ritmo e um bom carro em duas pistas diferentes. Vou continuar a minha preparação, continuar a dar o máximo e a lutar, dado que brevemente os resultados aparecerão.”

A equipa aprendeu cada vez mais durante cada um dos Grandes Prémios. Mas o que estão a aprender sobre a estratégia de pneus e de que forma os diferentes tipos de compostos afectam o carro?
“Os diferentes compostos afectam directamente o equilíbrio do carro e a nossa selecção de pneus parece ser bastante boa. Sinto-me confiante na nossa estratégia e estou envolvido na sua execução. Estamos a trabalhar muito bem e temos a capacidade de reagir rapidamente a qualquer circunstância que possa ocorrer durante a corrida.”

Haas F1 Team iniciou a sua temporada de estreia a ultrapassar as expectativas. Mas na Fórmula 1 todos estão a desenvolver os seus carros constantemente, é difícil manter a competitividade relativa?
“É verdade que surpreendemos muita gente. É uma situação que, provavelmente, não esperávamos – estarmos tão bem. Ainda temos que gerir as nossas expectativas, dado que o nosso carro adaptou-se muito bem a Melbourne e ao Bahrein, mas temos que perceber como reagirá agora na China. Penso que a China dar-nos-á uma boa indicação de como será a temporada e também sobre a forma como as outras equipas estão a desenvolver os seus carros. Á medida que a época vai avançando, tudo se tornará mais competitivo, portanto, temos que estar prontos para isso. Temos ainda que extrair mais alguma velocidade e performance do nosso carros e a China dar-nos-á a oportunidade para fazer isso.”

Explica-nos uma volta ao Circuito Internacional de Xangai.
“Xangai é uma pista muito exigente para o trem dianteiro, carrega muito os pneus dianteiros. A Curva 1 é muito rápida e muito longa – é muito diferente de todas as outras curvas da temporada. É um ícone de Xangai. Chegamos lá muito depressa e quando entramos na curva, temos que esperar bastante para entrar na Curva 2. Temos a Curva 3, que tem uma saída longa e onde a tracção é muito difícil, uma vez que se coloca muitas forças laterais. Passamos pelas curvas 4 e 5, uma secção de alta velocidade, e depois temos as curvas 6 e 7, uma das minhas zonas preferidas da pista. Chegamos à Curva 6 na velocidade máxima e, depois, mudamos de direcção para a Curva 7. Temos que nos preparar para a Curva 8 e Curva 9, dado que nesta sequência é muito importante não perder o ritmo. Depois chegamos à Curva 10, uma curva de 90º que dá acesso a uma recta muito, muito longa para chegarmos à Curva 11, que é o início de uma longa curva. Vamos de uma velocidade muito baixa para a aumentar ao longo da curva e é uma zona do circuito onde podemos danificar os pneus dianteiros. É uma zona do circuito onde é importante ter um carro bem afinado. Depois temos uma das rectas mais longas da temporada, onde atingimos a velocidade máxima. Chegamos a um curva com uma grande inclinação – a Curva 14. Depois temos a última curva, de 90º – de média velocidade – que é um pouco traiçoeira na saída devido ao corrector, que pode ser usado, mas como é evidente, tem os seus limites. Estamos sempre a tentar maximizar a pista. É muito desafiante.”

O CIRCUITO
Circuito Internacional de Xangai
• Número de voltas: 56
• Distância de corrida: 305,066 quilómetros (189,559 milhas)
• Velocidade na via das boxes: 80 Km/h (50 M/h)
• O Circuito Internacional de Xangai, de 5,451 quilómetros e 16 curvas, alberga a Fórmula 1 desde 2004, tendo sido o Grande Prémio da China do ano passado a sua décima segunda edição.
• Michael Schumacher detém o recorde da volta a Xangai (1m32,238s), assinado em 2004 em Ferrari.
• Rubens Barrichello detém o recorde da volta de qualificação em Xangai (1m34,012s), alcançado em 2004 em Ferrari.
• O Circuito Internacional de Xangai é um dos muitos circuitos de Fórmula 1 concebido pelo Hermann Tilke, que tem a sua assinatura – uma longa recta traseira seguida por um gancho. Esta recta de 1400 metros é a mais longa da Fórmula 1, tendo o comprimento de onze estádios de futebol. A actual geração de carros de Fórmula 1 ultrapassam os 300 Km/h nesta recta, que está localizada entre as curvas 13 e 14. Outro aspecto distinto desta pista são as “curvas caracol”, que se verificam nas curvas 1-4 e 11-13. A recta de alta velocidade juntamente com estas curvas garantem um enorme desafio para as equipas, dado que têm que equilibrar os níveis de apoio aerodinâmico para negociar estes aspectos vastamente diferentes.
• O mês de Abril em Xangai é caracterizado pela rápida subida de temperatura. Durante o fim-de-semana do Grande Prémio da China, a temperatura mínima andará em torno dos 13/14ºC e a máxima dos 20/21ºC. A probabilidade de chuva é de 54% ao longo dos três dias.
• O local onde o Circuito Internacional de Xangai foi construído era originalmente uma zona de pântanos. Mas com uma equipa de 3000 engenheiros a trabalhar 24 horas por dia, levou 18 meses a criar um circuito de nível mundial.

ONDE A BORRACHA ENCONTRA A ESTRADA
• A Pirelli leva para a China três compostos de pneus:
o P Zero Branco/Médio – menos aderência, menos desgaste (usado para séries longas de voltas)
o P Zero Amarelo/Macio – mais aderência, desgaste médio (usado para séries curtas de voltas, e para a Q1)
o P Zero Vermelho/Super-Macio – proporciona a maior aderência e maior índice de desgaste (usado na qualificação e para momentos da corrida seleccionados)
• Dois dos três compostos disponíveis têm que ser usados durante a corrida. As equipas podem decidir quando querem utilizar cada uma dos compostos, o que proporciona um elemento de estratégia para a corrida. (Se a corrida for disputada com a pista molhada, os Cinturato Azul, pneu de chuva, e o Cinturato Verde, intermédios, estarão disponíveis).
• Um piloto pode usar os três jogos de Pirelli na corrida. Por exemplo, se tiver usado os P Zero Vemelhos/super-macios para passar da Q2 à Q3, terá que iniciar a corrida com esses pneus e tentar realizar algumas voltas bastante rápidas para ganhar alguma margem para os seus adversários antes entrar nas boxes para montar os P Zero Brancos/médios. Depois, dependendo das circunstâncias da corrida, noutra paragem nas boxes, pode montar os P Zero Amarelos/macios, permitindo ao piloto atacar durante as últimas voltas.
• A Pirelli fornece a cada piloto 13 jogos de pneus para seco durante o fim-de-semana. Desses 13 jogos, os pilotos e as suas respectivas equipas podem escolher as especificações de dez deles entre os três compostos disponíveis. Os restantes três jogos são definidos pela Pirelli – dois tipos obrigatórios para a corrida (um jogo de P Zero Amarelo/macio e um de P Zero Branco/médio) e um tipo obrigatório para a Q3 (um jogo de P Zero Vermelho/super-macios). A Haas F1 Team seleccionaram os seguintes jogos:
o Grosjean: um jogo de pneus P Zero Branco/Médio, cinco jogos de P Zero Amarelo/Macio e sete jogos de P Zero Vermelho/Super-Macio
o Gutiérrez: dois jogos de P Zero Branco/Médio, quatro jogos de P Zero Amarelo/Macio e sete jogos de P Zero Vermelho/Super-Macio.

A QUALIFICAÇÃO
• O que é velho, volta a ser novo. Depois de usar a qualificação estilo eliminação nas duas primeiras corridas da temporada, em que o piloto mais lento ia sendo eliminado a cada 90 segundos, a qualificação volta ao que era em 2015.
• Q1
o Tem a duração de 18 minutos, durante os quais todos os vinte e dois pilotos tomam parte.
o Os dezasseis pilotos mais rápidos passam à Q2.
• Q2
o Tem a duração de 15 minutos, durante os quais os dezasseis pilotos mais rápidos da Q1 tomam parte.
o Os dez pilotos mais rápidos passam à Q3.
• Q3
o Tem a duração de 10 minutos, durante os quais os dez pilotos mais rápidos da Q2 tomam parte.
o Estes dez pilotos lutam pela pole-position.

-HaasF1Team-

Sobre a Haas F1 Team:
A Haas F1 Team estreou-se em 2016 no Campeonato do Mundo FIA de Fórmula 1, tornando-se na primeira equipa de Fórmula 1 americana desde 1986. Fundada pelo industrialista Gene Haas, a Haas F1 Team está sediada nos Estados Unidos da América em Kannpolis, América do Norte, o mesmo centro onde está baseada a sua equipa Campeã na NASCAR Spint Cup Series, Stewart-Haas Racing.
Haas é o fundador da Haas Automation, a maior construtora de máquinas CNC da América do Norte e o presidente da Haas F1 Team.

 

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