Domingo , Abril 21 2019
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João Ramos / Vitor Jesus (Toyota Hilux) vencem na Baja TT Rota do Douro

João Ramos / Vitor Jesus (Toyota Hilux) vencem na Baja TT Rota do Douro

 

Animação e incerteza quase até ao final, foram as sílabas tónicas da terceira edição de Baja TT Rota do Douro, prova que abriu, em Vila Nova de Gaia, a Taça Ibérica e o Campeonato Nacional de Todo-o-terreno. O Gondomar Automóvel Sport (GAS) está de parabéns pela prova, tendo o traçado que atravessava os concelhos de Amarante, Baião e Marco de Canavezes, recebido vários elogios por parte dos pilotos.

João Ramos e Victor Jesus, levaram a Toyota Hilux à vitória depois de um jejum de dez anos, quando venceram o Serras do Norte, aos comandos do Toyota RAV4. Desta vez terminaram a prova e puderam mesmo levantar o pé na fase final da prova.

Nuno Matos e Filipe Serra terminaram a primeira parte da prova na frente, mas a parte da tarde seria madrasta para a equipa do Opel Mokka Proto. Durante a tarde afundaram-se na classificação. desceram para terceiros, depois de ao quilómetro 20, terem tido sérios problemas de transmissão que cedeu e apenas a roda dianteira esquerda tinha tracção. Tiveram mesmo que ser auxiliados por Filipe Carvalho, que os rebocou numa subida.

Falando ainda de azar, pior estiveram os outros comandantes. Miguel Barbosa e Miguel Ramalho, que terminaram a oito segundos da primeira posição durante a manhã, acabaram a prova mais cedo. A transmissão (diferencial) do Mitsubishi Racing Lancer foi a causa da desistência.

Rui Sousa e Carlos Silva foram a equipa que mais lucrou com estas desistências. Escaparam pelo meio dos problemas dos outros e chegaram à segunda posição final a 26 minutos e 28 segundos dos vencedores, depois de uma prova em que apostaram na regularidade, para evitar armadilhas.

Já vimos que memso com o azar à mistura, Nuno Matos e Filipe Serra chegaram à terceira posição, à frente de João Rosa e Luís Marques. Rosa estreou-se no Todo-o-terreno, aos comandos de uma Nissan Navara, depois de vários anos de enduro, que pelos vistos foram uma boa escola.

Filipe e Maria Carvalho, em Bowler, encerraram o grupo dos cinco da frente. Seguem-nos na classificação:

Avelino Reis e Miguel Marques, em Toyota Rav4; Luís Ferreira e Pedro Colaço em Nissan Pathfinder e Alexandre Mota e Aníbal Mendonça em Nissn Proto.

Dizem os primeiros.

João Ramos

“A Toyota Hilux é a gasolina e com estas condições é mais difícil face aos nossos aniversários que são carros a diesel, são mais fáceis de conduzir na lama. A parte da tarde secou e eu mudei o set up do carro tornando-o mais macio e com bastante mais tracção. Desliguei a barra estabilizadora, o que fez com que o carro ficasse com um comportamento óptimo.

Comecei a atacar desde o início, percebi que estava com um andamento muito mais rápido. Apercebi-me que estava nesse ritmo, depois aos poucos verifiquei que que estava a ganhar bastante vantagem e a partir daí foi só controlar.”

Rui Sousa

“Foi bastante difícil esta prova, desde o prólogo, em que as pistas estavam bastante enlameadas e tínhamos muita dificuldade de colocar o carro. A aposta que fizemos nos pneus não foi a ideal, eram pneus mais para piso seco. Pensei que não ia haver tanta chuva mas o resultado no prólogo não foi mau.

Hoje de manhã tentei segurar o lugar que tinha. O Lino ia à minha frente e parou, aí acabei por perceber que podia fazer um bom resultado, tentando controlar um pouco e não cometendo erro nenhum. Foi isso que fiz, com muita precaução, com muita paciência, tentar levar o meu carro ao final e o resultado é bem melhor do que a corrida que fiz. Portanto estamos muito satisfeitos e toda a equipa está de parabéns porque o carro não teve nenhum problema. Só não andei mais porque não queria arriscar nada.”

Nuno Matos

“Esta segunda volta foi uma verdadeira odisseia. A partir do km 20 tivemos um problema qualquer de transmissão e não percebi bem o que aconteceu, porque nunca nos tinha acontecido tal coisa. Ficamos só com tracção na roda da frente do lado esquerdo. Tenho de agradecer ao Filipe Carvalho porque na primeira subida em que ficamos ele teve a simpatia e o desportivismo de nos dar um puxão. Se não fosse ele, não estaríamos aqui certamente. Depois foi muito difícil trazer o carro até ao fim.

Em termos de campeonato e de prova ainda conseguimos um pódio devido aos tempos da manhã. A prova foi extremamente dura. Já fiz muitas provas e não me recordo duma prova tão dura como esta. As condições eram muito difíceis, mudavam quase de curva para curva. Mas estamos satisfeitos, em termos de campeonato fazemos um segundo lugar e é uma boa preparação. Tenho pena de não ter lutado pela vitória mas ainda assim estamos muito satisfeitos por estar aqui.”

 

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