Quarta-feira , Março 27 2019
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Joaquim Alves está bem e a recuperar

Joaquim Alves está bem e a recuperar

Em conversa com os Media do Rali Vinho da Madeira, Luís Ramalho, co-piloto de Joaquim Alves – o #9 que se despistou ontem na PEC 9 (Ribeiro Frio 2) e que teve que seguir para o Hospital -, descansou a Organização ao afirmar que “o Joaquim está bem e está animado”, apesar de “ainda estar internado no Hospital”.

“As lesões que ele tem na coluna não são muito graves e vão-se conseguir tratar!” – afirmou, perentório, antes de continuar: “agora é deixar o tempo passar e ele está bem disposto, já”.

Embora o mais provável seja Joaquim regressar ao continente apenas na semana seguinte, “ele só deverá continuar internado mais uns dias, por precaução”. “A partir daí levará uma vida praticamente normal”, acrescentou antes de descrever o acidente.

“Nós batemos muito devagar, mas por outras razões os danos acabaram por ser estes… batemos ao subir o Ribeiro Frio, numa curva em que quase fazemos um peão e depois, em aceleração, já a tirarmos o carro dali, é que acabamos por bater a 45º contra a parede. Eventualmente, a baquet podia ser um pouco larga para o Joaquim… e pode ter sido isso, também, a provocar estas lesões. Mas foi um acidente ‘estúpido’, e digo isto devido ás consequências que teve! É um acidente completamente normal num rali, ainda para mais numa classificativa disputada à chuva. O carro, numa esquerda um pouco mais embrulhada, escorregou como escorregou em trezentas outras curvas no dia de ontem, e, naquela em que supostamente o drift estava mais ou menos controlado, o carro apanhou grip, de repente, e foi projetado contra a parede, em aceleração.”

Luís Ramalho, que começou a ‘correr’ na Madeira em 1996, detinha já alguma experiência nestas andanças, o que não se verificava com Joaquim. “Era o seu primeiro ano aqui! Ele veio perceber que podemos sair do Funchal, como saímos ontem, com um sol esplendoroso, e chegar ao Santo da Serra e levar com uma carga de água! Com todas as condicionantes que isso acarreta, o Rali teve classificativas que nos correram bem, mas outras nem tanto. A do acidente até nos vinha a correr razoavelmente bem. Era a segunda passagem e nas ‘repetições’ nós vimos sempre melhores porque começamos a ter alguma previsibilidade daquilo que tem a ver, por exemplo, com as alterações do piso. Esta constante alteração do piso, do grip, é uma característica do RVM. Na primeira passagem era tudo novidade para ele, mas na segunda já se ia apercebendo do que se ia passando. Ou seja, íamos naturalmente melhorando as nossas prestações”.

A finalizar, Ramalho transmitiu a sua confiança num regresso de Joaquim às pistas. “Eu acho que ele voltará aos Ralis! É uma pessoa perseverante e todos nós temos noção dos riscos que corremos! Eu acredito que, quando se recuperar, ele queira voltar a competir”, sentenciou.

 

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