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Makinen defende formato mais curto

Makinen defende formato mais curto

 

Depois do início deste mês Jarmo Mahonen, o Director de Ralis da FIA, ter revelado a sua intenção de reformular significativamente o atual formato do Campeonato do Mundo de Ralis, introduzindo classificativas mais curtas, com distâncias mais padronizadas, e mais passagens pelo parque de assistência – com o factor resistência a dar “lugar” a provas mais concentradas corridas ao “sprint”, Tommi Mäkinen é o primeiro dos atuais “patrões” das equipas a defender este futuro formato, que deverá ser implementado a partir de 2019.

Numa entrevista concedida ao jornal finlandês Ilta Sanomat, o líder da Toyota Gazoo Racing afirmou que: “O número de especiais até poderá ser as mesmas, mas o que eu não gostaria era que existissem especiais entre os 30 e os 50 kms de extensão. Os Ralis com 250 Km teriam um grande impacto nos nossos custos operacionais. Nos atuais World Rally Car´s é necessário uma manutenção mais aprofundada após 400-500 Km, pelo que passaríamos a fazê-lo em cada duas provas. Reparem como acontece agora, os nossos carros vão para o México, voltam para a Europa, têm que ser revistos, preparados e depois transportados para a Argentina. Será necessário ralis de três dias no Campeonato do Mundo, ou dois dias serão suficientes? Este não é um bom sistema, correr dois ou três troços e depois esperar mais cinco horas para outro “round”. Acho que não precisamos de especiais de meia hora, pois os troços mais curtos são mais fáceis de organizar e não era preciso poupar pneus da mesma forma que hoje se faz. Com isso, os pilotos andavam sempre mais depressa”

A “liberdade” que se deu aos organizadores para traçarem as provas algo à sua vontade foi uma ideia algo falhada, pois nalguns casos funcionou mas noutros não, pelo que existe uma necessidade de padronizar os ralis no mundial. A percentagem das quilometragem das especiais por vezes ficam abaixo dos 20 por cento quando o ideal pretendido rondariam os 25/30 por cento do percurso total. 3 e até 4 dias inteiros de prova tornam-se demasiados caros em termos logísticos. As classificativas com mais de 30 quilómetros têm se mostrado muito pouco interessantes do ponto de vista desportivo, comercial e mediático num formato atualmente muito longe de ter uma componente de resistência como outrora. Com as pretensões da FIA em alargar a breve prazo para 15 ou 16 o número de provas do calendário e com o território Europeu a ser futuramente palco de apenas 9 a 10 provas, o estreitamento do programa de cada prova vai de encontro a globalização pretendida para o WRC, dando mais espaço de manobra cronológica para a deslocação de toda a estrutura do WRC.
….é que Chile, Japão, Quénia, Brasil e Canadá estão à espreita!

Leia mais em: https://www.is.fi/ralli/art-2000005502849.html

 

CARLOS DA SILVA

Photo credits @ Copyrights Vesa Parviainen (iltalehti.fi)

 

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